Você gostaria de transformar alguma de suas ações da bolsa de valores brasileira em ativos que são negociados na principal bolsa de valores do mundo, a americana Nasdaq?

Se a resposta for sim, talvez você esteja em frente a uma grande oportunidade através das ações do Itaú Unibanco (ITUB4).

Com a cisão das ações da XP que pertencem ao Itaú, os acionistas do maior banco do país podem receber até 20% do preço da ITUB4 como dividendos em forma de ações da XP.

Os papéis da XP Inc. são negociados na Nasdaq desde dezembro de 2019 e registram uma valorização em dólar de +66,66% desde a abertura de capital na bolsa estrangeira.

Em reais, a alta das ações da XP já acumula +118,16% desde o início das negociações.

A alta talvez ainda não acompanhe os bons resultados da instituição financeira, que registrou lucro líquido de R$ 1,034 bilhão no segundo trimestre de 2021.

Esse resultado trimestral representou uma alta de 83% em relação ao mesmo período de 2020 (R$ 565 milhão) e bateu o lucro de R$ 1 bilhão obtido no acumulado de 2019.

Então, você está preparado para saber como receber o maior dividendo da história em ações da XP Investimentos?

Leia até o final para entender a história da aquisição de quase metade da XP pelo Itaú, a cisão dos papéis e como você pode ganhar dinheiro com isso.

História do Itaú com XP Inc.

A história do maior banco privado do país com a maior corretora de valores mobiliários da América Latina iniciou oficialmente há 4 anos.

Em 2017, os órgãos reguladores do mercado financeiro do Brasil permitiram que o Itaú adquirisse 49,9% da XP por R$ 6 bilhões.

Esse investimento atualmente vale US$ 12,43 bilhões, que é equivalente a R$ 67,53 bilhões, de acordo com o valor de mercado da XP.

Porém, desde 2020 o Itaú planejava se desfazer da maior parte dessas ações, a fim de manter apenas 5% dos papéis da XP.

A vontade de segregar as ações teria surgido principalmente porque o mercado financeiro não estava enxergando o valor da XP dentro do Itaú.

No período em que o Itaú manteve quase metade do capital da XP, as ações ITUB na bolsa de valores brasileira não refletiam a soma dos dois negócios.

Recentemente, o banco possuía cerca de 46% da XP, no valor aproximado de R$ 62,3 bilhões.

Em 31 de janeiro de 2021, a Assembleia Geral Extraordinária do Itaú aprovou a cisão de 89,23% desse montante, através da criação de uma nova empresa, denominada XPart.

A nova companhia, sediada nas Ilhas Cayman, é composta por 226.523.304 ações de emissão da XP, equivalentes a 41,05% da instituição.

Entre maio e julho, os Bancos Centrais do Brasil e dos Estados Unidos liberaram a criação da empresa para a segregação das ações da XP sob posse do Itaú.

Com a cisão, R$ 55,553 bilhões passam a formar a XPart, empresa que funciona como uma holding detentora desses 41,05% das ações da XP Inc.

Após a aprovação da cisão e a instalação da nova empresa, as ações que antes estavam sob domínio do Itaú devem ser incorporadas pela própria XP Investimentos.

E será a partir deste processo que os acionistas da ITUB3 e ITUB4 passam a receber o que o mercado financeiro está chamando de maior dividendo da história da bolsa.

Isso será possível porque você poderá converter parte de uma ação brasileira, que hoje é precificada entre R$ 25 e R$ 35, em papéis que valem entre US$ 35 e US$ 53.

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ITUB4: O Que É o Maior Dividendo da História?

Talvez você ainda esteja com algumas dúvidas sobre como essa cisão pode resultar nesse grande ganho para os investidores do Itaú.

Como dito antes, o maior dividendo da história depende da incorporação da XPart pela XP, processo que já foi iniciado nos EUA.

A XP Inc. já protocolou o prospecto para emissão de ações que serão dadas aos acionistas da XPart na fusão das duas companhias.

Segundo a instituição, a proporção de troca na fusão será de 1 certificado de ação da XP para cada 43,3128323 ações da XPart.

A fusão ainda precisa ser aprovada em duas Assembleias Gerais Extraordinárias (AGE) de acionistas da XP e da XPart, que devem ocorrer no mesmo dia, em 1º de outubro.

De acordo com o Itaú, se a incorporação for aprovada nas AGEs, a data-com direito a ações de emissão da XPart deve ser 1º de outubro.

Ou seja, até esse pregão as ações e os American Depositary Receipts (ADRs) do Itaú continuarão a ser negociados com direito ao recebimento de papéis da XP.

Depois dessa data, o Itaú Unibanco Participações (Iupar), Itaúsa (ITSA4) e os titulares de ADRs do Itaú receberão ações Classe A de emissão da XP.

Já os acionistas restantes da XPart, quem possui ITUB, receberão Brazilian Depositary Receipts (BDRs) patrocinados Nível I, lastreados em ações Classe A de emissão da XP.

Então, se você está se perguntando quando o Itaú vai distribuir as ações da XP, esteja preparado para recebê-las a partir do pregão do dia 4 de outubro de 2021.

Ainda segundo o Itaú, caso a incorporação da XPart não seja aprovada ou não haja a listagem em bolsa até 24 de novembro, os acionistas poderão pedir a retirada do seu dinheiro da XPart.

Portanto, considerando a possibilidade de ter suas ações do Itaú convertidas em BDRs da XP, este é o momento para aproveitar e adquirir ITUB3 ou ITUB4

IPO da XP na Nasdaq

No dia 11 de dezembro de 2019, a XP Inc. realizou a oferta pública inicial (IPO) em Nova York, na bolsa de valores norte-americana Nasdaq, com ações precificadas a US$ 27.

Na ocasião, a companhia captou US$ 2,25 bilhões, o que foi considerado o maior IPO de uma empresa brasileira na bolsa americana.

O valor por ação definido no dia 10 de dezembro superou a estimativa de que o preço da ação fosse fixado entre US$ 22,00 e US$ 25,00.

No lançamento dos papéis da empresa, as ações valorizaram 27,63%, fechando o primeiro pregão em US$ 34,46, registrando volume de transações de US$ 33,6 milhões.

Logo no início de suas negociações, o preço mais elevado por ação fez a XP passar a valer US$ 19 bilhões.

O resultado confirmou as expectativas de que o valor de mercado da empresa ultrapassasse o da Magazine Luiza (MGLU3), em outubro de 2019, avaliada em US$ 16 bilhões pela B3.

Atualmente, a companhia é avaliada em um valor de mercado de US$ 24,92 bilhões.

Na época, o então CEO da XP, Guilherme Benchimol, afirmou que os principais motivos para abrir capital na bolsa de valores dos EUA e não no Brasil seriam:

  • A Nasdaq é a principal bolsa de valores das empresas líderes de tecnologia;
  • Facilidade de implementar uma estrutura acionária com “super ações”;
  • Necessidade de criar padrões rígidos de governança e transparência, gerando maior segurança aos investidores.

Objetivos do IPO

Segundo a XP, o valor de US$ 2,25 bilhões arrecadado seria utilizado para a expansão de seus negócios, através de novos projetos como aquisições, seguros e um banco digital.

Os recursos também foram destinados ao desenvolvimento de novos talentos e ao investimento em marketing para atrair ainda mais clientes.

Ações da XP: Classe A e Classe B

Assim como outras empresas que abriram capital em bolsas estrangeiras, o IPO da XP ocorreu com uma estrutura de ações de classe dupla.

A classe A de ações é formada pelos papéis negociados na Nasdaq, que dão direito ao voto de peso 1 nas Assembleias de Acionistas.

Atualmente, os papéis de classe A pertencem 47,8% à XPart, 12,2% ao General Atlantic e 40% estão disponíveis na Nasdaq, representando o free float da XP.

Já as ações classe B, por sua vez, não são vendidas na bolsa e garantem aos seus detentores 10 vezes o direito de voto.

Os papéis de classe B pertencem à XP Controle (66,9% das ações B), à XPart (25,3%) e aos fundos de private equity General Atlantic (7,7%).

Crescimento da XP Investimentos

No início, a XP Investimentos era apenas um escritório de agentes autônomos fundado em 2001, em Porto Alegre, com capital social de R$ 15 mil.

O objetivo inicial dos sócios, Guilherme Benchimol e Marcelo Maisonnave, era o de ajudar pequenos investidores e pessoas comuns a investirem no mercado de ações, democratizando esta prática no Brasil.

A empresa enfrentou dificuldades no início, já que em 2002 o mundo vivia um momento econômico conturbado para o mercado de ações, principalmente por causa da valorização excessiva do dólar.

Com isso, havia uma barreira para a captação de clientes, visto que as quedas constantes no mercado de ações e as incertezas no cenário político afastaram os possíveis investidores.

Em 2005, foi criada a XP Gestão de Recursos, empresa de administração de recursos. 

Diante do cenário, os sócios identificaram que a falta de informação e familiaridade com o mercado de ações era um dos fatores que mais dificultava a conquista de clientes.

Dessa forma, viram na educação financeira uma oportunidade de negócio e passaram a oferecer cursos. 

A mesma fórmula foi replicada em outras cidades do Rio Grande do Sul e, em pouco tempo, expandida para outros estados. 

Mais tarde, em 2017, essa vertente da educação financeira se tornou a XP Educação, que hoje é a maior instituição de educação financeira do Brasil, com mais de 500 mil alunos.

Porém, antes disso, vários outros setores foram desenvolvidos dentro da XP, oferecendo diversos tipos de serviços ao público.

Foi em 2006 que a XP Investimentos deixou de ser um escritório de agentes autônomos para se tornar uma corretora.

Isso ocorreu com duas aquisições muito importantes. Nessa época, a XP tinha um faturamento em torno de R$ 6 milhões, o que permitiu adquirir as corretoras AmericaInvest e Manchester.

Com o tempo, a empresa foi crescendo, de modo que desde 2010, a companhia é a corretora com a maior participação nas negociações de ações da B3.

Em 2019 o Grupo XP passou a se chamar XP Inc.

Em março de 2021, Benchimol deixou sua posição de CEO da companhia, passando o cargo para o então CTO, Thiago Maffra.

Atualmente, a XP Investimentos possui mais de 3 milhões de clientes e mais de R$ 715 bilhões sob custódia, além de possuir outras corretoras sob o seu comando, como a Rico e a Clear.