Como muitos de vocês devem saber, dividendos são parte do lucro das empresas distribuídos entre os acionistas.

Em momentos de crise, os lucros podem diminuir e algumas empresas optam por postergar o pagamento de dividendos.

No entanto, existem empresas com determinadas características e inseridas em setores perenes que tendem a sofrer menos nas crises.

Nos referimos a empresas com uma estrutura de capital saudável, com pouca necessidade de financiamento e forte geração de caixa.

Empresas inseridas em setores perenes contam com uma demanda inelástica por seus produtos ou serviços.

Podemos citar como exemplo o setor de energia elétrica, um setor que gostamos no Canal Seleção de Dividendos.

Mesmo passando por uma crise, as pessoas e as empresas precisam de energia elétrica no seu dia a dia.

Dificilmente a demanda por energia elétrica diminui drasticamente. As pessoas simplesmente precisam da energia elétrica para quase tudo.

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Estar inserida num setor perene oferece resiliência frente aos ciclos econômicos.

Ou seja, mesmo com um cenário bom ou um cenário ruim da economia, elas continuarão lucrando. 

A solidez financeira e operacional desse tipo de empresa oferece menor volatilidade nos preços das ações.

E a previsibilidade da receita traz maior segurança para o investidor de longo prazo.

Você já ouviu falar sobre o efeito clientela?

Segundo os economistas Franco Modigliani e Merton Miller, quando uma empresa paga dividendos de forma consistente cria o efeito clientela.

A teoria implica que alguns investidores precisam, ou preferem, o lucro hoje, a tê-lo no futuro.

Segundo a teoria dos economistas, a solidez e estabilidade da empresa chama a atenção dos investidores.

Deste modo, aumenta a demanda por essas ações e consequentemente o preço delas aumenta.

O fato de distribuir boa parte do lucro para os acionistas, sem muita necessidade de reinvestir na própria companhia, não significa necessariamente que não exista margem para crescer.

Em momentos de crise, empresas com sua dívida controlada não precisam reduzir os dividendos. Mesmo com reduções temporárias de lucros e margens.

Aliás, quando o mercado está em queda generalizada com os preços das ações derretendo, o Dividend Yield (DY) tende a aumentar.

Como assim?

Para explicar é bom trazer a fórmula para calcular o Dividend Yield:

Fórmula de calcular dividend yield
Fórmula de calcular dividend yield.

Para calcular o DY, usamos os dividendos pagos nos últimos 12 meses e dividimos pela cotação atual da ação.

Se o lucro distribuído se mantiver constante e o preço da ação cair, o Dividend Yield aumenta.  

Ou seja, quanto mais barata a ação, maior será o rendimento pago ao acionista em relação ao custo de aquisição.

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Ao mesmo tempo, comprando mais barato a margem de segurança aumenta. Colocando as probabilidades de fazer um bom negócio ao seu favor.

Em momentos de crise, embora com menor intensidade, o preço das ações de empresas boas pagadoras de dividendo também cai.

A queda no preço, mostra a percepção negativa do mercado em relação ao cenário da macroeconomia em momentos de crise.

Em determinados momentos, o mercado é irracional e tende a perpetuar situações que são temporárias.

Quando quedas sistemáticas acontecem, boas oportunidades de compra aparecem.

Comprar empresas sólidas e pagadoras de dividendos a um preço relativamente baixo é um excelente negócio. 

Tanto pelo DY mais elevado a receber como pelo potencial de valorização no longo prazo.

Atualmente, no Canal Seleção de Dividendos, temos 2 ações com um DY de mais de 17% ao ano.