O que é Barreira de alta

Barreira de alta é uma condição que serve para brecar o investidor de ter lucros superiores a um limite pré-estabelecido. O que pode não ser interessante para o investidor arrojado.

Uma Barreira de alta existe em alguns tipos de investimentos como uma contrapartida por uma certa previsibilidade e segurança.

Vale ressaltar que são em produtos da renda variável que se encontra a Barreira de alta, visto que os produtos da renda fixa já são intrinsecamente seguros.

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Função da Barreira de alta

Muitos investidores têm apreensão de entrar no mercado de capitais, em fundos de investimento, em derivativos ou outras opções de renda variável.

Isso acontece porque a renda variável entrega uma grande imprevisibilidade. Não é possível saber se o investimento irá dar frutos ou se tornar um prejuízo.

Do outro lado da moeda, então, ficam os produtos da renda fixa, que apresentam uma segurança muito maior, e na maioria das vezes possuem lucro garantido.

Todavia, existe um custo para essa segurança, previsibilidade e lucro garantido: os possíveis ganhos com a renda fixa são reduzidos. Dependendo da taxa de juros, podem nem valer a pena.

Foi pensando nessa situação que criou-se o conceito da Barreira de alta, que impede determinado produto da renda variável de ultrapassar uma margem de lucro definida. 

E uma vez que a renda variável possui um limite, é possível oferecer aos investidores uma contrapartida muito interessante, chamada de Barreira de baixa.

A Barreira de baixa funciona de forma contrária, ela impede que o dinheiro que o investidor aplicou no início seja perdido, mesmo que o produto tenha resultado negativo.

Com essa condição, torna-se muito mais seguro se arriscar nos investimentos.

Barreira de alta e Barreira de baixa na prática

Todo investimento com Barreira de alta, possui a vantagem de ter uma Barreira de baixa atrelada. Ou seja, o investidor nunca irá correr grandes riscos.

No entanto, é importante ressaltar que um produto de renda variável que possui uma Barreira de alta e uma Barreira de baixa, pode não ser assim tão honesto com o investidor.

É imprescindível que o investidor investigue a instituição emissora deste produto, para se certificar de que ele de fato pode entregar algum resultado positivo.

A realidade é que, mesmo que o investimento resguarde o investidor de ter perdas no valor inicial, isso não significa que o valor inicial será corrigido pela inflação.

E é muito comum que produtos de renda variável que ofereçam garantias acabem também impondo uma data de resgate, que se for adiantada pode ocasionar em prejuízo.

Barreira de alta e o COE

O produto mais comercializado e conhecido, que possui as características da Barreira de alta e Barreira de baixa é o COE (Certificado de operações estruturadas).

Esse produto da renda variável trata-se de um título emitido por bancos, que é composto de vários ativos da renda fixa e da renda variável. 

É possível traçar uma certa semelhança com fundos de investimento. No entanto, o COE tem as suas características próprias. Por exemplo, é necessário investir com um valor mínimo inicial. 

O COE também possui um indexador definido e uma data de resgate que, se não for respeitada, irá causar prejuízos ao investidor ao serem descontadas as taxas.

E claro, quando se investe em um COE, o investidor pode acabar vislumbrando cenários diferentes para o seu investimento:

  • O primeiro cenário, que também é o pior, acontece quando o produto não consegue lucrar. Neste caso, o investidor fica com o seu investimento inicial;
  • No segundo cenário o produto consegue lucrar até no máximo a Barreira de Alta. Esse é o melhor cenário;
  • E por último, quando o produto acaba rendendo mais do que a Barreira de Alta. Neste caso, o investidor acaba sendo alienado de lucros melhores.

Por fim, vale destacar que o COE não é protegido pelo FGC. Portanto, é importante verificar a estabilidade da empresa que está emitindo esse título.