O que significa Cotização de Resgate do Fundo: D+0, D+1, D+30
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O que significa Cotização de Resgate do Fundo: D+0, D+1, D+30

Saiba como essas siglas afetam o resgate dos seus investimentos e como funciona o prazo de resgate.

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Atualizado em 01/05/2020

O prazo de cotização de resgate determina a liquidez de um investimento. Estar atento a essa informação é essencial para definir se o produto é adequado para seu perfil e objetivos.

Frequentemente o investidor se depara com as siglas D+, como D+0, D+1, D+2, D+3 e assim por diante.

Entender essa terminologia é muito importante para a montagem de uma carteira de investimentos e, principalmente, de uma reserva de emergência

O prazo de resgate dos investimentos, ou seja, o tempo entre a solicitação até ter o dinheiro em mãos pode fazer a diferença.

Principalmente para aqueles que podem precisar do dinheiro investido pelos nos próximos meses. 

Algumas aplicações financeiras só permitem que se resgate o dinheiro dias depois de solicitá-lo, outros têm um horário máximo de resgate.

Assim, dependendo do investimento, você não conseguirá sacar o dinheiro na hora.

Dentre as condições que você deve observar na hora de escolher um ativo financeiro, a liquidez pode ser mais importante do que a rentabilidade.

Então, você está pronto para saber o que é Prazo de Resgate e como ele influencia no seu planejamento financeiro?

Leia até o final e entenda o que é D+0, D+10, D+30 e como é feito o resgate de uma aplicação.

O que é D+ no Prazo de Resgate dos Investimentos?

A sigla D+ é a terminologia padrão utilizada pelo mercado financeiro para medir o prazo de resgate.

Ela mostra quantos dias úteis são necessários para que uma transação financeira seja efetuada.

De forma geral, indica o tempo para determinada operação ser processada e realizada pela instituição.

No caso dos investimentos, as “D+0, D+1, D+2” indicam os dias úteis para que o resgate seja processado e o dinheiro caia na conta corrente de quem investe.

O termo é uma abreviação de “D+ n”, onde a letra “D” corresponde a data em que a solicitação de uma operação foi feita e “n” o número de dias úteis até ela ser completada.

Por exemplo, D+0 significa que a aplicação pode ser resgatada no mesmo dia. 

Já D+1 indica que o dinheiro da aplicação só poderá ser sacado um dia útil após a solicitação, e assim sucessivamente.

É importante frisar que apenas os dias úteis são contabilizados.

Ou seja, um pedido de resgate feito na sexta-feira em um investimento D+1 será concluído apenas na segunda-feira.

As siglas D+ são comuns em fundos de investimento, mas também é utilizada no mercado financeiro para indicar tempo de compensações bancárias e transferências de valores.

Ou seja, para o crédito de um DOC sair de uma conta para outra demoram D+1, enquanto uma TED demora D+0, entre outros.

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Como Funciona o Resgate de Investimentos

Uma transação financeira, seja ela de débitos ou créditos, é realizada em etapas, na qual todos os dados e valores precisam ser processados.

Cada produto financeiro tem uma dinâmica de resgate e liquidez.  Seja pelo horário ou prazo de resgate.

No caso de fundos de investimentos, o prazo de resgate costuma ser maior, pois é necessário que a instituição financeira venda parte do patrimônio para devolver o dinheiro ao cliente.

Assim, o tempo para resgate de aplicações em fundos é a soma do prazo de cotização e de liquidação.

Ou seja, o tempo necessário para que as cotas do fundo sejam transformadas em dinheiro, mais o tempo para que o valor seja depositado na conta corrente do cotista.

Resgate de um fundo de investimento

O prazo de resgate em fundos de investimento é dividido em duas etapas: prazo de cotização e prazo de liquidação.

O prazo de resgate total é a soma destes dois prazos.

Toda lâmina de fundo e site das gestoras contêm estas informações. Estes prazos devem ser levados em consideração na hora do planejamento financeiro

Prazo de cotização

É o tempo entre a solicitação de resgate e a conversão das cotas em dinheiro.

Ou seja, é o prazo que o gestor tem para se desfazer de parte dos ativos e convertê-los em valores.

Este prazo geralmente é estabelecido em dias corridos.

Prazo de liquidação

Após a conversão das cotas em dinheiro (cotização), passa a contar o prazo para que o dinheiro seja transferido para a conta do investidor.

Esse tempo é chamado de prazo de liquidação, geralmente estabelecido em dias úteis.

Prazo de resgate

O prazo de resgate é a soma do tempo de cotização com o prazo de liquidação.

Ou seja, é o período desde a solicitação do resgate até o momento em que o dinheiro cai na conta do investidor.

O que significa Cotização de Resgate do Fundo: D+0, D+1, D+30
Como funciona o resgate de fundos de investimento

O resgate de fundo de investimento funciona da seguinte maneira:

1. O cotista entra no home broker e solicita o resgate;

2. O administrador do fundo recebe a solicitação de resgate;

3. As cotas do fundo são convertidas em reais (cotização) de acordo com o prazo estipulado em regulamento;

4. O valor em reais é pago ao cotista (liquidação) de acordo com o prazo estipulado em regulamento.

Fundos com prazo de resgate mais longos, como os D+30 ou D+60, levam um tempo maior para a conversão e, portanto, estará sujeito às oscilações do mercado.

Assim, um fundo com prazo de resgate de D+30 e conversão das cotas em D+29, por exemplo, só receberá daqui a 30 dias corridos da data da solicitação.

Porém, como a cota tem 29 dias até ser convertida em dinheiro, será considerado o valor da cota do dia.

Até lá, o fundo ir melhor ou pior e o valor total recebido acompanhará essa movimentação.

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Liquidez X Prazo de Resgate

A liquidez é um reflexo direto do prazo de resgate. Quanto maior o prazo de resgate, menor a liquidez, e vice-versa.

Em outras palavras, é o prazo de resgate que determina se uma aplicação financeira possui liquidez. 

O prazo de resgate é definido como o tempo entre a solicitação de resgate até a disponibilização do dinheiro na conta.

Já a liquidez é a facilidade com que um ativo pode ser convertido em dinheiro sem perda significativa de seu valor.

Logo, em uma aplicação financeira onde o capital fica sobre a responsabilidade de um terceiro, o que determina a liquidez é o seu prazo de resgate.

A liquidez é uma das características mais importantes de qualquer investimento.

Porém, o risco de liquidez é frequentemente ignorado pelos investidores.

Por isso, é importante observar a política de resgate dos investimentos e alinhá-los com seus objetivos para o dinheiro.

Investimentos de curto prazo permitem resgates mais rápidos, como D+0, D+1, D+2.

No caso das aplicações D+0, por exemplo, é oferecida a chamada “liquidez diária”, na qual o investidor receberá o dinheiro no mesmo dia que pedir o resgate.

Outros produtos são mais focados em longo prazo e costumam ter prazos mais longos.

Não é raro encontrar fundos cujo resgate é em “D+30”, “D+31” e até “D+60”, especialmente os multimercados.

Isso significa que o dinheiro só estará disponível em 30,31 e 60 dias úteis, respectivamente. 

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Prazo de Resgate de Diferentes Ativos

Cada ativo possui uma dinâmica de liquidez. Conhecer a regra de resgate dos produtos financeiros é essencial para evitar sobressaltos.

Alguns investimentos exigem que o dinheiro fique aplicado por um determinado período mínimo ou então cobram a chamada taxa de saída, caso o resgate seja solicitado antes do vencimento.

Normalmente, quanto mais alto o rendimento, menor é a liquidez.

Para fazer uma boa alocação de ativos é ideal investir levando em conta o prazo com que precisará do dinheiro.

Investimentos mais conservadores geralmente possuem maior liquidez, podendo ser resgatados no mesmo dia (D+0).

Essas aplicações são as mais indicadas para a criação de uma reserva de emergência.

O principal exemplo de aplicação que pode ser resgatada a qualquer momento é a poupança. No entanto, a sua rentabilidade é muito baixa.

Algumas alternativas a ela são os do Tesouro Direto vinculados à Selic, fundos de renda fixa e alguns CDBs com liquidez diária.

Já títulos como LCI, LCA, Tesouro IPCA, geralmente devem ser mantidos até a data de vencimento ou utilizam um prazo de carência.

Fundos mais arriscados costumam ter prazos para resgate mais longos, como por exemplo, em D+30.

Ou seja, o valor só será creditado após 30 dias úteis da solicitação de resgate.

Isso ocorre, pois estes fundos investem em ativos menos líquidos, que são mais difíceis de vender no mercado, e possuem foco no investimento de longo prazo.

Já a compra e a venda de ações no mercado à vista da bolsa de valores são liquidadas em D+3.

Ou seja, são debitadas ou creditadas na conta em três dias úteis.

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Fundo de Investimentos Abertos e Fechados

Os fundos de investimento podem ser organizados sob a forma de condomínios abertos ou fechados.

Nos fundos abertos é permitida a entrada de novos cotistas ou o aumento da participação, bem como a saída de cotistas por meio da solicitação de resgate de suas cotas.

Por outro lado, nos fundos fechados não é permitida a entrada e a saída de cotistas.

As cotas somente poderão ser resgatadas ao término do prazo de duração do fundo.

Entretanto, mesmo em um fundo de investimento aberto o administrador pode suspender novas aplicações ou declarar o fechamento do fundo para a realização de resgates a qualquer momento, 

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Fundo de Investimento fechado para resgate

Em casos excepcionais, tais como estresse do mercado, pedidos de resgates incompatíveis com a liquidez existente, ou qualquer situação que prejudique o fundo, ele pode ser fechado para resgate.

Isso significa que o fundo bloqueou a possibilidade de os investidores fazerem saques até a data final prevista no anúncio do fechamento.

Em alguns casos, a quantidade de resgates solicitados pode ser bem maior do que a capacidade do fundo de vender seus ativos.

Para evitar que seja necessário vender os ativos a um preço muito abaixo para honrar os resgates, o gestor pode tomar a decisão de fechar o resgate de um fundo.

Esta é uma medida de segurança, a fim de evitar prejuízo aos demais cotistas que permanecerem no fundo.

Com a crise da pandemia de coronavírus, a indústria de fundos de investimentos registrou saída líquida de R$ 31,2 bilhões em março deste ano.

Por conta disso, alguns fundos fecharam para resgate.

Após comunicar o fechamento é obrigatória a convocação de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em até 5 dias para decidir o que fazer.

Ao final, quem decide o que vai acontecer são os próprios cotistas, seja continuar com o fundo fechado, reabrir ou iniciar o pagamento dos resgates com o patrimônio do fundo.

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Conclusão 

Para ter sucesso nos investimentos é preciso saber como os ativos funcionam e alinhá-los com seus objetivos.

Isso evita que tenha surpresas desagradáveis na hora do resgate dos investimentos.

Além do seu perfil de investidor e dos seus objetivos de curto, médio e longo prazo, uma boa alocação de ativos pode evitar prejuízos e maximizar os lucros.

Um erro que pode trazer dor de cabeça aos investidores é investir em um produto financeiro sem saber qual o prazo de resgate e sem um planejamento financeiro pessoal.

Assim, se precisar utilizar o dinheiro antes, poderá ter prejuízos.

Imagine que você tenha uma emergência e precise de dinheiro agora, mas descobre que aplicou em um fundo com prazo de resgate somente daqui a 30 dias (D+30).

Para não ter problemas, é essencial escolher um investimento adequado aos seus objetivos.

Se a ideia for utilizar o dinheiro em pouco tempo, ou formar a reserva de emergência, é indicado buscar produtos que podem ser resgatados em curto prazo.

Caso já possua uma reserva e tenha objetivos de longo prazo, produtos com prazos de resgate maiores também costumam ter rentabilidades melhores.

Além disso, toda carteira de investimento equilibrada e diversificada deve ter uma porção de dinheiro alocada em produtos boa liquidez.

Antes de investir é necessário conhecer seu perfil de investidor para fazer uma boa alocação de ativos e se expor a um nível adequado de risco.

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