Nesta quarta-feira (27), o COPOM (Comitê de Política Monetária) decide o futuro da nossa taxa Selic, que até essa reunião está em 6,25% ao ano.

Dado o cenário de furo do teto de gastos, aumento da percepção de risco e IPCA-15 de outubro vindo acima do esperado pelo mercado, já se fala em uma espetada de até 1,5 p.p. hoje à noite.  

Voltará o Brasil a ser o “paraíso dos rentistas”?

Não sabemos, mas fica a sensação de que “deixamos de surfar uma onda” que o resto do mundo está surfando.

Somos responsáveis pelos nossos próprios problemas.

Depois do anúncio do Auxílio Brasil furando o teto, algumas instituições já preveem recessão para 2022, em um ano que tínhamos tudo para crescer com vigor.

A questão do mercado financeiro não é o aumento do auxílio em si, apesar dele ter furado o teto.

O ponto crucial de tudo isso é que onde passa boi, passa boiada.

Auxílio Diesel, precatórios e logo mais surgirá um novo grupo de pressão com mais uma demanda inadiável.

O fato é que apesar de estarmos vivendo uma recuperação pós-vacina, o Brasil dá indícios sérios de perda de fundamento macroeconômico e isso já está tendo um impacto social grave.

Essa situação apenas acirra as eleições que estão vindo.

E, sim, tudo isso preocupa.

Sempre devemos ter cautela.

Mas somos otimistas.

Como já falamos aqui. Os pessimistas sempre tem um discurso mais sensato.

No entanto, os cenários posteriores, principalmente quando positivos, são inconcebíveis a priori.

Lembre-se das crises nas épocas de Lula em 2002, da crise do Subprime, da Dilma em 2015 e do estouro da pandemia.

E lembre do que veio depois.

A bolsa de valores brasileira como um todo está largada.

Não bastasse estar quase tudo descontado, há aberrações.

boas empresas negociando a menos de 5 vezes lucros (P/L).

Há empresas que possuem mais de 60% do valor de mercado em caixa

Se qualquer uma dessas empresas resolver distribuir integralmente os lucros na forma de dividendos, veremos proventos de dois dígitos com alguma normalidade.

→Como Investir no Cenário Econômco Atual? Veja as 3 Ações com Maior Potencial de Valorização no Brasil.

Lembre-se que nada fica barato sem um bom motivo.

Mas mais importante que isso é comprar quando está barato.

É chover no molhado.

Com tanta oportunidade absurda, a maior insensatez agora é fugir.

Em junho, com o Ibovespa em 130 mil pontos, muitas pessoas estavam comprando ações com muita convicção.

Hoje o que percebo são pessoas com medo de comprar ações pois estão lamentando as compras de junho.

E tudo bem se esse for seu caso.

Se colocarmos as perspectivas na mesa, os 130 mil pontos ainda estão longe daquilo que achamos plausível para os potenciais da bolsa do Brasil.

Só precisamos que ninguém atrapalhe, o que não é algo óbvio.

Mas apesar de tudo isso, reforçamos: a hora de entrar na bolsa é agora.

Tudo passa.