O Que Aprender com As Crises da Bolsa de Valores Brasileira
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O Que Aprender com As Crises da Bolsa de Valores Brasileira

Saiba o que os investidores do mercado financeiro podem aprender com as crises da bolsa no século XXI.

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Atualizado em 05/10/2021

O mercado financeiro não dá trégua.

A sensação que dá é que toda semana há sempre uma boa razão para uma liquidação das ações que derruba a bolsa em 3% e a recuperação do dia seguinte é sempre tímida.

A bolsa de valores desce de elevador e sobe de escada.

E muitas vezes é isso mesmo.

Semana passada reforcei aqui: a bolsa brasileira está muito barata.

Em termos de múltiplos, mais especificamente o Preço sobre Lucro (P/L), a bolsa está abrindo pela quinta vez uma oportunidade de ouro dentro de 21 anos.

Veja o gráfico do P/L da bolsa brasileira no século XXI.

Histórico P/L da bolsa brasileira
Histórico P/L da bolsa brasileira. Fonte: Oceans 14.
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Em outubro de 2002, o P/L da bolsa era de 6,5x.

O ruído do mercado era a eleição de Lula, que causava receio de um eventual calote na dívida pública brasileira.

Nesse momento, qualquer pessoa seria considerada louca ao investir em bolsa.

O mantra era “dessa vez é diferente”.

Mas no período de um ano o Ibovespa saiu de 8 mil para 18 mil pontos.

Em novembro de 2008, o P/L da bolsa era de 6x.

O Lehman Brothers havia quebrado e o mundo vivia um temor de colapso total no sistema financeiro.

Para muitos parecia o fim do capitalismo.

Havia o mantra de que “dessa vez é diferente”.

Mas no período de um ano a bolsa saiu de 36 mil pontos para 66 mil pontos.

Em janeiro de 2016, o P/L da bolsa era de 8x.

Joaquim Levy havia deixado a pasta da Fazenda e o governo Dilma estava sem nenhuma governabilidade, enquanto o Congresso votava uma “pauta-bomba” atrás da outra.

A inflação era de dois dígitos e a Taxa Selic de 14,25% ao ano.

A recessão econômica era grave. 

Havia aquele mantra de que “dessa vez é diferente”.

Mas daquele período até um ano depois a bolsa saiu de 38 mil pontos para 63 mil pontos. 

Como Investir no Cenário Econômico Atual? Veja as 3 Ações de Empresas com Maior Potencial de Valorização no Brasil.

Em março de 2020, a razão de  P/L da bolsa era de 8x.

Estourava uma pandemia com um vírus desconhecido e o mundo inteiro parou.

Vimos lockdowns por toda parte e todo mundo precisou reinventar a sua forma de trabalhar.

O medo tomou conta tanto por questões sanitárias quanto por questões financeiras.

O mantra, aquele velho mantra, dizia que “dessa vez é diferente”.

Mas daquele período até um ano depois, o Ibovespa saiu de 62 mil pontos para 115 mil pontos.

Hoje, em outubro de 2021, o P/L da bolsa é de 6,2x.

Vivemos uma tensão entre os 3 Poderes à beira de uma eleição polarizada.

A inflação está alta e os juros estão subindo.

As reformas estruturais andam a passos lentos.

Há um mantra conhecido de que “dessa vez é diferente”.

Enquanto isso, o mercado financeiro, pela quinta vez no século, dá uma chance de comprarmos ações a um preço muito barato

Não sabemos nada sobre o futuro nem se dessa vez será diferente ou não.

Mas também sabemos que a história, apesar de não se repetir, ela rima.

Os ganhadores de dinheiro do mercado compram ao som dos canhões e vendem ao som dos violinos, como ensina Warren Buffett.

Cabe a você dizer o que você escuta nesse momento.

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