O que é Sisbex?

Sisbex é o sistema que permite a negociação eletrônica e o registro de operações realizadas com títulos públicos de renda fixa e outros ativos, como contratos de câmbio, títulos privados, contratos de energia e derivados.

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Como funciona o Sisbex?

O Sisbex atua através da plataforma Siopel.

O Siopel é um software desenvolvido com tecnologia de ponta, que considera as modalidades de atuação dos mercados e confere segurança e transparência às suas operações. 

Permite a comercialização remota de todos os tipos de produtos de forma ágil, transparente, justa e segura. 

Dessa forma, o Sisbex possibilita a realização de negócios em diversas modalidades operacionais.

Através desse sistema se pode realizar compras e vendas à vista, a termo, empréstimo, troca, entre outras modalidades de operações de ativos financeiros.

O sistema dispõe ainda de ferramentas especiais para efetuar o gerenciamento e o controle de riscos das mesas de operações das instituições participantes, assim como dar suporte aos procedimentos de liquidação.

Com o intuito de facilitar o acesso de investidores ao Sisbex, a BM&F Bovespa desenvolveu uma alternativa de conexão ao sistema por meio da internet com a utilização de VPNs (Virtual Private Network) Lan-to-Lan ou Lan-to-Client. 

Na prática, quando uma instituição contrata o Sisbex, o serviço de apoio realiza a instalação e entrega uma senha ao responsável. 

Dessa forma, o administrador pode cadastrar os operadores e atribuir as autorizações e limites para que cada um utilize o sistema.

Estrutura do Sisbex

O Sisbex é composto por três módulos: 

  1. Servidor de comunicação;
  2. Administração;
  3. Negociação. 

O primeiro módulo estabelece a comunicação com os servidores da B3, enquanto os outros dois são usados para o processamento das operações.

Ele pode ser acessado por meio de uma conexão dedicada (RCB) ou de Virtual Private Networks (VPNs). 

Essa segunda alternativa foi desenvolvida pela B3 especificamente para facilitar o acesso dos investidores institucionais.

O Sisbex integra a Clearing de Ativos, um dos três sistemas de compensação e de liquidação de operações ("clearings") da BM&F, juntamente com a Clearing de Derivativos e a Clearing de Câmbio. 

A Clearing de Ativos realiza o registro, a compensação, a liquidação e o gerenciamento de risco de operações com títulos públicos federais emitidos pelo governo brasileiro.

As operações registradas nesta Clearing podem ser contratadas pelos clientes em negociações privadas (mercado de balcão) ou por meio da inserção de ofertas no Sisbex.

O que é preciso para usar o Sisbex?

Para utilizar o sistema Sisbex, é preciso cumprir alguns pré-requisitos, cujo os principais são:

  • Estar admitido na B3;
  • Contar com uma conectividade ativa com a infraestrutura da B3, de acordo com as instruções de infraestrutura tecnológica;
  • Concluir a certificação específica para essa finalidade.

Vale lembrar que é preciso seguir algumas instruções para fazer uso do sistema Sisbex.

A primeira é que as estações de acesso só podem ser instaladas e operadas a partir das dependências do participante, não de seus clientes.

Outra regra é que o módulo servidor de comunicações só deve ser instalado em um computador da instituição.

Neste caso, a preferência deve ser dada para a máquina que estiver fisicamente conectada à B3.

Por fim, uma terceira instrução é que o módulo servidor de comunicações deve ser sempre o primeiro acionado e o último desativado.

Isso porque a troca de informações com os computadores centrais da B3 depende desse módulo.

Como surgiu o Sisbex?

O Sisbex foi um sistema da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), tendo entrado em operação em agosto de 2000. 

Inicialmente, o sistema surgiu como resultado de um acordo com a Bolsa de São Paulo, sendo utilizado somente em negócios com câmbio e títulos públicos negociados no mercado secundário.

Um pouco mais tarde, em abril de 2002, a BM&F (atualmente, BM&F Bovespa ou B3) comprou o Sisbex, juntamente com a Bolsa do Rio.

Na ocasião, a negociação girou em torno de R$40 milhões. 

A partir de então, suas possibilidades de uso foram ampliadas, sendo um importante recurso para a realização de negociações de ativos.