A volatilidade é uma medida estatística usada para medir a intensidade e a frequência das oscilações nos preços das ações

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Geralmente é usada para medir o risco teórico de um determinado ativo

O uso dessa métrica é muito comum no mercado financeiro e investidores servem-se dela para tentar prever o movimento futuro dos preços das ações. 

A análise técnica se apoia nas oscilações passadas para tentar “adivinhar”, com diversas ferramentas, o futuro preço das ações no mercado

Porém, será que as oscilações passadas realmente servem para identificar para onde o preço dos ativos irá no futuro?

Na teoria, quanto mais volátil o preço de uma ativo for, maior será o risco percebido. 

Será que efetivamente as oscilações passadas no preço mostram os riscos de um determinado ativo?

Ou simplesmente mostram qual foi o sentimento do mercado em um determinado momento? 

O mercado geralmente age de forma emocional no curto prazo. Sendo otimista demais em momentos de euforia e pessimista demais em momentos de crise.

Não são poucas as vezes em que o mercado deixa a racionalidade de lado. 

Vamos usar como exemplo a B3SA3 para mostrar como a volatilidade às vezes não reflete o que os fundamentos estão indicando.

Nos seguintes gráficos podemos observar como a receita e o lucro da empresa são crescentes ano após ano desde 2017.

Receita líquida da B3SA3 – Fonte Guiainvest
Lucro líquido da B3
Lucro líquido da B3SA3 – Fonte Guiainvest

A volatilidade nos preços dos últimos 12 meses faz com que as ações da B3SA3 tenham um desempenho negativo de -28,2%. 

Rentabilidade das ações B3SA3
Gráfico do preço da B3SA3 nos últimos 12 meses –  Fonte Guiainvest

Apesar dos fundamentos da empresa serem sólidos, o mercado está batendo na empresa.

Muito se falou sobre a possibilidade de que uma nova Bolsa de Valores seja criada no Brasil no futuro.

Essa nova concorrente afetaria de forma negativa o desempenho da B3.

Porém, a criação de uma nova Bolsa de Valores é uma possibilidade muito remota ainda. As barreiras de entrada são altas. 

Esse tipo de questionamento entra na parte da análise qualitativa, também importante na tomada de decisão.

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Os múltiplos da empresa estão cada vez mais atrativos, chegando a ser negociada a um P/L de 17X.

Múltiplos da B3 (B3SA3)
Múltiplos da B3SA3 –  Fonte Guiainvest

Então, será que a volatilidade é a medida certa para identificar o tamanho do risco de uma ativo?

Oscilações de curto prazo acontecem por diversos motivos, que nem sempre levam em conta os fundamentos das empresas. 

Diversas informações são absorvidas pelo mercado de modo diferente e na maioria das vezes são simplesmente “ruídos” que pouco ou nada afetam a geração de fluxo de caixa das empresas no longo prazo.

Não é fácil separar os ruídos das informações realmente importantes. O tempo e a experiência ajudam a otimizar esse processo.

O investidor de longo prazo deve focar nos fundamentos das empresas e não nas oscilações dos preços para escolher os ativos de sua carteira. 

Os riscos verdadeiros são identificados nos fundamentos das empresas e não nas oscilações dos preços.

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Quantificar esse tipo de risco não é uma tarefa simples. Esse é o motivo pelo qual a volatilidade (mais facilmente quantificável) é utilizada de forma geral como uma medida de risco.

No entanto, a volatilidade tem que ser vista como uma aliada do investidor de longo prazo

A oscilação nos preços devido à volatilidade irá gerar diversas oportunidades para adquirir excelentes ativos a preços descontados. 

Quando bem entendida, a volatilidade é uma ferramenta poderosa.

No próximo ano, devido às eleições, a volatilidade tenderá a aumentar. Isso significa que diversas oportunidades irão aparecer no mercado. 

Será um cenário propício para fazer bons negócios.