Pergunta rápida: quais são as variáveis que afetam o mercado financeiro no curto prazo?

A lista é grande né?

Taxa de juros, política, expectativa dos investidores, resultados das empresas, eleições, boatos, conflitos comerciais, crises, excesso de liquidez, retirada de estímulos, etc. 

Neste momento, nós brasileiros, estamos presenciando a maioria delas e simultaneamente. 

Ainda assim, é impossível consolidar todas essas variáveis para estimar com precisão o futuro do mercado, até porque existe a imprevisibilidade no meio das próprias variáveis. 

Alguns meses antes de iniciar a crise do subprime em 2008, uma das piores crises econômicas que já ocorreram, a maioria dos economistas e analistas enxergavam os anos seguintes de forma muito otimista

Não foram capazes de enxergar a crise que estava para se iniciar dias à frente.

Infelizmente o futuro é incerto e sempre será. E ele é opaco.

A única visão limpa que temos é a do retrovisor.

No dia 23 de agosto de 1929, o Wall Street Journal dizia aos leitores que eles poderiam ganhar muito dinheiro na bolsa de valores.

A bola de cristal do WSJ, revelava que o mercado de ações estava em uma forte tendência de alta e que para os meses vindouros, as perspectivas seriam mais brilhantes que nunca.

Apenas dois meses depois da notícia, houve o famoso crash de 29.

O fato é que não sabemos para onde vai a bolsa de valores.

Quem diz que sabe, ou está iludido ou está iludindo.

Jamais questione a competência de um profissional do mercado financeiro através da sua capacidade de antever o futuro.

Ninguém tem esse poder.

Por ter ciência que o futuro é incerto e imprevisível, eu busco ser assertivo nas análises das empresas.

Quando compramos o bom e o barato, na pior das hipóteses erramos pequeno.

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São as famosas assimetrias, onde há muito a ganhar e pouco a perder.

Busco entender quais os fatores que estão por trás dos números, avaliar a capacidade e competência dos gestores dessas empresas, a demanda pelo produto e a dinâmica para superar desafios.

Quando a empresa apresenta bons atributos, utilizamos o maior escudo contra a imprevisibilidade do mercado: a margem de segurança.

Basicamente eu compramos ativos que estão com preços abaixo do valor intrínseco e vendemos quando eles os superarem, o que pode ser algo surpreendentemente rápido ou levar muitos anos. 

Sim, em determinados momentos vendemos rapidamente os ativos no Joias, ainda que nosso objetivo seja de longo prazo

Agindo dessa maneira somos capazes de mitigar os riscos das incertezas futuras.

O Value Investing ou o Buy and Hold não tem nada a ver com comprar e esquecer, mas sim comprar e monitorar.

Segurar um ativo caro aumenta os riscos da sua carteira de investimento e o seu dinheiro não aceitará o desaforo.

Não tente adivinhar o futuro, pois esse jogo fará você errar a maioria das vezes até o ponto de falência.

O dinheiro é o que te mantém no jogo, utilize-o de forma racional e séria.

Ele não vai aceitar desaforo.