O que é TINA - “There is no Alternative”?

TINA é um acrônimo em inglês para There is no Alternative, ou “não há alternativa” no português. O termo tornou-se bastante popular na década de 1980 graças a Margaret Thatcher.

A ex-primeira-ministra da Grã-Bretanha fez uso da expressão como slogan durante seu tempo no poder. No entanto, o termo foi criado por Herbert Spencer, filósofo e defensor do liberalismo clássico.

Nos dias atuais é comum ver o termo sendo empregado no mercado financeiro, por seus investidores. Com o intuito de explicar situações desfavoráveis, especialmente na renda variável, ao alocar ativos.

A expressão é usada para descrever diversas situações, tais como:

  • O ator de alocar em ações com retornos abaixo do ideal pois, outros ativos encontram-se em situações ainda piores;
  • Maiores riscos na renda variável devido a possibilidade de uma crise econômica; 
  • Falta de alternativas frente a investimentos questionáveis ou duvidosos; 
  • A taxa de juros encontra-se muito baixa reduzindo retornos elevados.

Os cenários são diversos e a expressão There is no Alternative é usada para descrever um possível efeito TINA. Sendo assim, motivado por tais cenários e as escolhas tomadas nele.

Uma vez que as escolhas feitas estão abaixo do ideal ("subótimas"). O efeito TINA comumente ocorre em mercados que sofrem com bolhas de preços de seus ativos. 

Em decorrência de um crescimento não-fundamentado devido apenas a falta de alternativas melhores para se investir naquele momento. Ou seja, “there is no alternative!”.

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Como a Expressão “There is no Alternative” ou TINA Surgiu?

Inicialmente, o termo TINA ou There is no Alternative, surgiu através da ótica do liberalismo clássico defendido por Herbert Spencer, um dos integrantes desse movimento no cenário britânico. 

O filósofo acreditava no positivismo e no modelo de governo laissez-faire. Assim, a expressão era usada como resposta a quem se opunha ao capitalismo, à democracia e ao livre mercado.

Pois, "não há alternativa" além de o progresso social e tecnológico serem as soluções para os problemas sociais. De acordo com suas crenças baseadas ainda, na teoria de Darwin

Segundo ele, a ideia de que os mais aptos sobrevivem deveria ser algo refletido também nas interações humanas. Então, de acordo com o surgimento da expressão, TINA pode representar: 

  • Cenários positivos nos quais a falta de alternativa fortalece a ideia da escolha tomada;
  • Cenários negativos onde a falta de opções leva a perda da esperança.

Mas a expressão There is no Alternative (TINA), começou a ter uma conotação mais política durante o governo de Thatcher. 

Neoliberalista e conservadora, a expressão também surgiu como resposta, desta vez a quem criticava suas políticas que visavam: 

Em um cenário mais atual a expressão e seu acrônimo perderam força como justificativas político-econômicas. Passando assim, a ser usada para expressar situações financeiras desfavoráveis.

Qual a Influência do Efeito TINA nos Investimentos?

Nos investimentos a expressão there is no alternative indica a falta de boas alternativas, em relação a investimentos questionáveis. Ou até mesmo, aqueles vistos como duvidosos.

Um exemplo disso está no fim de um bull market, onde o medo da reversão preocupa investidores. Estes se veem conflitantes em alocar boa parte da carteira em ativos. 

No entanto, apesar da preocupação, a renda fixa oferece rendimentos pouco atrativos. Como resultado, os investidores assumem um risco de perda maior para lucrar mais.

Afinal, se uma quantidade grande de investidores pensarem da mesma forma, isso estimulará o efeito TINA. Baseando-se nessa possibilidade, entende-se então que não há alternativa a não ser arriscar.

Muito mais do que uma crença, essa atitude é fundamentada na ideia de que futuramente o mercado se estabilizará. Uma vez que este é autorregulável e flutuações fazem parte dele.