O que é rendimento anual efetivo?

Rendimento anual efetivo é o retorno de uma aplicação financeira que tem seus pagamentos de juros (ou cupons) reinvestidos à mesma taxa pelo detentor do título dentro do período de um ano. 

O rendimento efetivo é o rendimento total que um investidor recebe, em contraste com o rendimento nominal - que é a taxa de juros declarada do cupom do título. 

O rendimento anual efetivo leva em consideração o poder de composição dos retornos do investimento.

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Como funciona o rendimento anual efetivo?

As taxas de juros são índices fundamentais para a determinação dos rendimentos das aplicações financeiras. 

Os rendimentos financeiros são responsáveis pela correção de capitais investidos perante uma determinada taxa de juros. 

O rendimento anual efetivo se refere à taxa de juros ganha ao longo de um ano com um investimento.

Esse rendimento pode ser diferente da taxa de juros nominal, pois, neste caso, nem sempre a taxa é dada no período de um ano.

Para entender melhor o conceito, vejamos alguns exemplos.

Um investimento que paga uma taxa de 1% ao mês nos dará um retorno efetivo de 12,68%. Esse valor é obtido através do reinvestimento dos juros mensais recebidos sobre o montante total da aplicação.

Enquanto os juros simples incidem apenas sobre o valor inicial, seguindo uma lógica linear ao longo dos meses, os juros compostos são caracterizados pela incidência de juros sobre juros, crescendo de forma exponencial.

Para simplificar o exemplo, desconsideramos as taxas como IRPF e IOF, que incidem sobre muitos títulos de renda fixa.

Para este exemplo o rendimento anual efetivo foi obtido a partir da fórmula de juros compostos, que é definida como:

Rendimento anual efetivo = [(1+i)¹²] - 1

Sendo i a taxa de juros mensal.

Vamos para outro exemplo: consideremos que um título pague 2,5% ao trimestre. Qual é o rendimento anual efetivo desta aplicação?

Para responder isso, façamos uso da fórmula de juros compostos que foi apresentada anteriormente.

A diferença aqui é que, em vez de elevar os juros à 12, iremos elevar à 4, pois 1 ano tem quatro trimestres, que é a taxa de juros do enunciado.

Assim, temos:

Rendimento anual efetivo = [(1 + 0,025)^^ 4] - 1 = 0,1038

Neste caso, temos um rendimento anual efetivo de 10,38%.

Significa que se você aplicar R$1.000,00 nessa aplicação terá, no final de um ano, um capital de R$1103,80.

Por fim, para aumentar um pouco a complexidade da questão, consideremos que o exemplo da aplicação acima seja referente a um investimento estrangeiro, em dólar.

Neste caso, para sabermos o rendimento anual efetivo é preciso deduzir dos juros o ganho ou perda referente à variação cambial.

Suponhamos que o dólar tenha se valorizado 8% em um ano, o que gerou um ganho ao investidor. Com isso, o rendimento anual efetivo pode ser encontrado a partir da seguinte conta:

Rendimento efetivo anual = [(1 + 0,1038) x (1 + 0,08)] - 1 = 0,1921

Sendo assim, o investidor teve um ganho efetivo de 19,21% com sua aplicação.

Impacto dos impostos no rendimento anual efetivo

Você aprendeu aqui que para obter o rendimento anual efetivo é preciso fazer o cálculo de juros compostos para o período de 12 meses.

No caso de investimentos no exterior é preciso também deduzir a variação cambial.

Na prática, há um outro fator que deve ser levado em conta para definir o rendimento efetivo de um investimento, que são os tributos cobrados.

O Imposto de Renda (IR) e o IOF (Imposto sobre Operação Financeira) são dois tributos que podem reduzir significativamente o rendimento efetivo de um investimento de renda fixa.

Um investidor que permanecer menos de 30 dias aplicados em um CDB, por exemplo, terá a retenção de IOF e IR sobre os rendimentos.

A retenção de IOF pode chegar aos 96%, caso o investimento seja resgatado em um dia.

Porém, essa cobrança é reduzida ao longo do tempo, sendo zerada a partir de um mês. Para se ter uma ideia dessa queda, se o valor for liquidado dentro de 29 dias, a redenção cai para 3%.

Já o imposto de renda também tem seu valor regressivo ao longo do tempo, funcionando da seguinte forma:

  • Com resgate em até 180 dias: cobrança de 22,5% sobre os rendimentos;
  • Com resgate entre 181 a 360 dias: cobrança de 20% sobre os rendimentos;
  • Com resgate entre 361 a 720 dias: cobrança de 17,5% sobre os rendimentos;
  • Com resgate acima de 720 dias: cobrança de 15% sobre os rendimentos.

Assim sendo, o rendimento efetivo das aplicações em renda fixa geralmente são menores do que a taxa de juros nominal anunciada.

Caso tenha interesse em saber mais como funciona o rendimento de investimentos em renda fixa, saiba que temos um artigo completo sobre o assunto aqui no site.