Principais Custos Sobre os Investimentos
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Principais Custos Sobre os Investimentos

Os investimentos possuem dois grandes custos principais: impostos e taxas.

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Atualizado em 27/05/2020
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Os custos sobre investimentos podem comprometer seus ganhos, por isso devem ser levados em conta na hora de decidir onde investir seu dinheiro.

Liquidez, segurança e rentabilidade são os pontos mais avaliados pelos investidores antes de investir. Porém, muitos se esquecem de analisar os tributos que são cobrados.

Somente ao conhecer e entender os custos sobre investimentos é possível ter uma noção da rentabilidade real das aplicações financeiras e se elas, de fato, valem a pena.

Os dois principais custos dos investimentos no mercado financeiro são os impostos e as taxas.

Os impostos são cobrados pelo Governo e podem variam de investimento para investimento.

Já as taxas são cobradas pelas instituições financeiras e podem ser diferentes de uma para a outra.

Tanto os tributos quanto as taxas devem ser analisadas antes da adesão, pois podem comprometer o rendimento final da aplicação.

Saber quais as cobranças que podem existir e comparar os custos dos investimentos ajudam a fazer o seu dinheiro a render mais.

Atualmente, muitas corretoras isentam os investidores de taxas importantes.

Confira neste post os principais custos sobre investimentos e não se perca em meio aos impostos e taxas cobradas pelas aplicações financeiras.

Principais Taxas sobre Investimentos

Na hora de decidir onde investir ou em qual corretora de valores abrir uma conta, um fator decisivo pode ser as taxas cobradas

Ao longo do tempo, o valor acumulado das taxas pode fazer com que seu dinheiro renda muito menos do que poderia.

Portanto, esse é um ponto que se deve ter atenção.

As principais taxas cobradas pelas instituições financeiras são:

  • Taxa de administração;
  • Taxa de custódia;
  • Taxa de corretagem;
  • Taxa de performance;
  • Taxa de carregamento.
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Taxa de administração

A taxa de administração é um custo comum nos fundos de investimentos e visa remunerar a gestão e administração do capital do investidor em uma aplicação financeira.

Nessa taxa estão embutidos o pagamento do gestor, do administrador e demais despesas operacionais para manter os recursos aplicados.

Por isso, ela é cobrada independente do lucro ou prejuízo do fundo de investimento.

O custo da taxa de administração é expresso em um valor anual (x% ao ano), mas é cobrada diariamente, de acordo com o cálculo proporcional sobre montante total aplicado.

O valor da taxa varia muito de um tipo de fundo para o outro e conforme sua estratégia.

Em geral, fundos de gestão passiva cobram em média, taxa de administração de 2% ao ano.

Já fundos de gestão ativa, que requerem maior trabalho do gestor, cobram mais.

O valor da taxa de administração deve, obrigatoriamente, estar explícita no regulamento e no prospecto do fundo.

Taxa de performance

A taxa de performance é uma espécie de prêmio por desempenho, cobrada quando a rentabilidade de um fundo supera um índice de referência (benchmark).

Geralmente é cobrada em fundos de investimento de gestão ativa, como fundos de ações, multimercados ou cambiais.

E visa estimular o gestor a buscar melhores resultados.

A cobrança é aplicada sobre a rentabilidade do fundo e feita em ciclos semestrais, sempre que a meta for superada.

Taxa de custódia

A taxa de custódia é uma tarifa cobrada pelos bancos e corretoras para cobrir os custos operacionais sobre o armazenamento de títulos junto à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Essa não é uma cobrança obrigatória. Inclusive, muitas instituições não cobram taxa de custódia dos seus clientes. 

Essa taxa pode ser cobrada sobre diversos tipos de investimento, no entanto, é mais comum incidir sobre ações, ETFs e títulos públicos.

Para ações, a taxa de custódia é mensal e varia de acordo com as corretoras. Conforme falamos, muitas dispensam esse recolhimento.

Há ainda o valor pago à B3

Investidores com menos de R$ 300 mil investidos em renda variável são isentos dessa cobrança.

Já aqueles com valores superiores a R$ 300 mil pagam taxas decrescentes conforme a quantia aplicada.

Elas partem de 0,0130% até 0,0005% ao ano.

No caso do Tesouro Direto, a taxa de custódia é de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos.

Taxa de corretagem

A taxa de corretagem é o valor cobrado pelas corretoras sempre que você faz uma compra ou venda de ações na Bolsa de Valores.

Esse custo se justifica pela intermediação entre o investidor e o restante do mercado na hora da negociação de determinado ativo. 

O valor varia de instituição para instituição, inclusive, algumas corretoras isentam os clientes dessa cobrança.

Em geral, a cobrança segue dois padrões: ser fixa ou variar de acordo com o volume de negociações.

Emolumentos

Os emolumentos são taxas fixas cobradas pela B3 por cada transação financeira no mercado de ações e futuro.

O valor varia conforme o tipo de operação (normal ou Day Trade), tipo de investidor (pessoa física ou fundos e clube de investimentos) e o valor investido.

Além dos emolumentos, também conhecidos como taxa de negociação, há ainda a taxa de liquidação. 

Ambos são cobrados sobre o valor financeiro da operação e incluem os custos operacionais gerados.

Valores cobrados pela B3 para operações normais:

Tipo de investidorTaxa de NegociaçãoTaxa de LiquidaçãoTotal
Pessoa física0,003340%0,0275%0,030840%
Fundos e clubes de investimentos0,003340%0,0200%0,023340%

Valores cobrados pela B3 para operações de Day Trade:

Volume daytrade


Pessoa físicaPessoa jurídica Taxa de negociaçãoTaxa de liquidaçãoTotal
Até 4Até 200,003340%0,0200%0,023340%
De 4 até 12,5De 20 até 500,0030%0,0200%0,0230%
De 12,5 até 25De 50 até 2500,0005%0,0195%0,0200%
De 25 até 50De 250 até 5000,0005%0,0175%0,0180%
Mais de 50Mais de 5000,0005%0,0155%0,0160%

Taxa de entrada e saída

As taxas de entrada e saída podem ser cobradas por alguns fundos de investimento e planos de previdência privada sobre novos aportes e resgates antes do prazo determinado.

A taxa de saída é uma espécie de multa para o investidor que saca os recursos antes do prazo de resgate estabelecido.

Desse modo, busca incentivar a permanência no fundo por um prazo mais longo.

A taxa de entrada, por sua vez, cobrada sobre novos depósitos no fundo. No Brasil é raro fundos de investimento com taxa de entrada.

Porém, é facilmente encontrada em fundos de previdência privada, sob o nome de taxa de carregamento.

Taxa de carregamento

A taxa de carregamento é um custo adicional comumente encontrado em fundos de previdência privada do tipo PGBL e VGBL.

Ela incide sobre cada novo aporte e é utilizada para cobrir despesas de corretagem e administração.

Mas na verdade ela é uma grande armadilha, pois podem minar a rentabilidade da aplicação.

Na prática, essa taxa come uma parte do valor aplicado antes mesmo de o dinheiro entrar no fundo e o transferem diretamente para a seguradora.

Ou seja, se você deposita R$ 100 na previdência e a taxa de carregamento é de 1%, apenas R$ 99 serão, de fato, investidos.

Contudo, já é possível encontrar fundos de previdência que não cobram mais essa taxa, ou que oferecem a taxa de carregamento regressiva.

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Tributação dos investimentos

Os principais impostos que incidem sobre os investimentos financeiros são o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Em ambos os casos, a cobrança se dá sempre sobre o rendimento da aplicação e não sobre o capital investido. 

Existem também as aplicações isentas de imposto, como é o caso da LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letras de Crédito Agrícola), CRI, CRA e debêntures incentivadas.

Imposto de renda (IR)

A alíquota de imposto de renda (IR) varia de acordo com o tipo de investimento e o tempo de permanência.

No artigo Como Declarar Imposto de Renda Sobre Investimentos Sem Erro você pode encontrar mais informações sobre a tributação do IR.

A seguir, temos um resumo das regras gerais para esse tributo:

REGRAS GERAIS

Tipo de produtoTributação no resgate
Renda Fixa22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
20% para aplicações com prazo de 181 até 360 dias;
17,5% para aplicações com prazo de 361 até 720 dias;
15% para aplicações com prazo acima de 720 dias;
Fundos de Renda Fixa, Cambial e MultimercadoFundos classificados como de Longo Prazo pela CVM:
22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
20% para aplicações com prazo de 181 até 360 dias;
17,5% para aplicações com prazo de 361 até 720 dias;
15% para aplicações com prazo acima de 720 dias; 

Fundos de classificados como de Curto Prazo pela CVM:
22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
20% para aplicações com prazo de mais de 180 dias;
Fundos de Ações15%
Renda VariávelOperações de Day Trade: 20% sobre ganhos. 

Outras operações: 15% sobre ganhos.

No caso dos planos de previdência privada, o investidor pode escolher o regime de tributação regressivo ou progressivo.

Na forma regressiva, a maior tarifa é 35%, caindo 5 pontos percentuais a cada 2 anos até chegar à alíquota mínima de 10%.

Pelo regime progressivo as alíquotas variam de 7,5% a 27,5%.

Imposto sobre operação financeira (IOF)

O imposto sobre operações financeiras (IOF) incide apenas sobre os resgates realizados em um período inferior a 30 dias da data da aplicação.

Ou seja, o investidor que deixar o dinheiro aplicado por um prazo superior a 30 dias está isento da cobrança.

A alíquota de IOF segue a tabela regressiva, variando de 96% a 3% conforme o número de dias que o dinheiro permaneceu aplicado.

A cobrança segue a tabela abaixo:

DiasIOF (%)DiasIOF (%)DiasIOF (%)
19611632130
29312602226
39013562323
48614532420
58315502516
68016462613
77617432710
8731840286
9701936293
10662033300

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Conclusão

Existem diversas opções de investimentos, tanto em renda fixa como em renda variável para quem quer fazer o dinheiro trabalhar por você.

São diferentes rentabilidades, liquidez, riscos, mas o que todas as formas de investimento têm em comum são os custos para investir.

Que investir seu dinheiro é a melhor e mais rápida forma de alcançar a independência financeira ninguém questiona. 

O problema é que existem situações onde não vale a pena investir devido à baixa rentabilidade somada ao alto custo.

Nessas situações, deve-se buscar um investimento melhor.

Os custos sobre investimentos não podem ser desconsiderados pelo investidor.

Pois a rentabilidade real de determinada aplicação só será conhecida após descontar o valor das taxas e impostos, caso contrário os cálculos de rentabilidade estarão equivocados.

Hoje não existem motivos para você deixar o seu dinheiro mal aplicado, é possível fazer a portabilidade dos investimentos sem custos e de forma rápida.

Pesquise e compare as taxas cobradas e escolha aquela instituição que te oferecer o melhor serviço, pelo melhor preço.

Há diferentes custos ao investir. Por isso, coloque todos eles no papel para saber quanto isso impactará no seu rendimento final.

Aprender a investir melhor e tomar boas decisões de acordo com seu planejamento financeiro pessoal e seu perfil de investidor te fará conquistar todos os seus objetivos financeiros.

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