Muriel Siebert, a Primeira Mulher de Wall Street
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Muriel Siebert, a Primeira Mulher de Wall Street

Muriel foi a primeira mulher em um ambiente que os homens dominavam.

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Atualizado em 20/01/2021

Muriel Siebert abriu as portas de Wall Street para as mulheres investidoras após deter um assento na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

Conhecida como “a primeira mulher das finanças”, ela também foi uma das primeiras mulheres a comandar uma companhia membro da NYSE.

Muriel Siebert foi alvo de preconceito por parte dos “homens de Wall Street” na época em que a bolsa ainda operava pelo sistema in loco.

Após várias recusas, a operadora passou a deter o assento em Wall Street em 1967 e por uma década foi a única figura feminina no local.

Até hoje, Muriel é tida como um exemplo de mulher forte, competente e que desafiou as regras da época abrindo as portas para outras investidoras de sucesso.

Conheça mais da história da destemida mulher de negócios americana, Muriel Siebert.

Quem foi Muriel Siebert?

Muriel “Mickie” Siebert foi uma corretora de Wall Street conhecida como a primeira mulher das finanças. 

Foi a primeira mulher a se tornar membro da New York Stock Exchange (NYSE), a Bolsa de Valores de Nova York, quando em 28 de dezembro de 1967 se juntou aos 1.365 membros masculinos.

Foi também a primeira mulher a se tornar a superintendente de bancos do Estado de Nova York e uma das primeiras a dirigir uma das firmas-membro da NYSE. 

Sem diploma universitário, Siebert tornou-se um dos nomes de maior sucesso de Wall Street.

A corretora fundada por ela em 1969, Muriel Siebert & Co, está no mercado até os dias de hoje.

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Vida e carreira

Muriel Siebert nasceu dia 12 de setembro de 1928 em Cleveland, Ohio. Sua mãe Margaret Siebert e seu pai Irwin tiveram mais duas filhas.

Em 1949, Muriel se interessou por finanças e foi estudar na Western Reserve University, sendo a única mulher da sua turma.

Em uma viagem a Nova York resolveu visitar a New York Stock Exchange (NYSE) e saiu determinada a trabalhar lá algum dia.

Em 1952, seu pai foi diagnosticado com câncer e ela teve que largar os estudos. Mesmo assim, sempre acreditou que poderia alcançar seu sonho. 

Em 1954, Muriel se mudou para Nova Iorque.

Naquela época, as únicas mulheres que trabalhavam em Wall Street eram secretárias e equipes de apoio, mas Siebert queria mais.

Para conseguir cargos melhores, alegou ter um diploma universitário e assim obteve seu primeiro emprego como pesquisadora da Bache & Company. 

Nos seis anos seguintes, trabalhou como analista em três empresas de serviços financeiros. 

Ainda estava insatisfeita, principalmente porque descobriu que recebia menos que os colegas homens para fazer o mesmo trabalho que eles.

Em 1967 se tornou  a primeira mulher a comprar um assento na Bolsa de Valores de Nova York. 

Pouco depois, em 1969, abriu sua própria corretora, a Muriel Siebert & Co., Inc.

Em 1977, tornou- se a primeira mulher superintendente de bancos do estado de Nova York.

Muriel Siebert morreu dia 24 de agosto de 2013, aos 84 anos, decorrente de complicações de um câncer.

Depois de sua morte, a Bolsa de Valores de Nova York a homenageou dando o nome dela a uma sala em Wall Street.

A Siebert Hall foi a primeira sala na Bolsa de Valores a receber o nome de uma pessoa.

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Abrindo portas para as mulheres em Wall Street

Não satisfeita em ganhar menos que os homens, Muriel Siebert conheceu e fez amizade com um grande investidor da época, Gerald Tsai.

Ele a aconselhou a comprar um assento na Bolsa de Valores, o que lhe permitiria comprar e vender ações diretamente no pregão. 

Não havia nenhuma restrição para uma mulher se candidatar ao assento, mas ela precisava de um “padrinho”.

Após ouvir a recusa de nove homens, o décimo concordou em apadrinhá-la.

O próximo passo era levantar dinheiro suficiente para arcar com o custo de um assento. 

Na época, a NYSE cobrava US$ 445 mil, sendo que US$300 mil teriam que vir de um banco. 

Depois de dois anos, o Chase Manhattan Bank, que atualmente faz parte do J.P. Morgan & Co, emprestou o dinheiro. 

Assim, em 28 de dezembro de 1967, Muriel Siebert se tornou a primeira mulher a comprar um assento e se tornar membro da Bolsa de Valores de Nova York.

Mas não foi só por isso que ela é lembrada. Muriel demonstrou muito conhecimento em finanças e investimentos e se tornou um dos nomes mais populares de Wall Street.

Por dez anos, ela foi a única mulher entre 1.365 homens na bolsa de valores. 

O símbolo da exclusão das mulheres nos investimentos era representado pela falta de um banheiro feminino no pregão. 

Bolsa de Valores, superintendente bancária e candidata ao Senado

Muriel se destacou nos investimentos e finanças. Depois de conseguir um assento em Wall Street, comandou uma firma membro da NYSE.

Assim, em 1969, abriu sua própria companhia, a Muriel Siebert & Company. A empresa de investimentos está no mercado até hoje.

Seu trabalho foi reconhecido pelo governador da época, Hugh L. Carey, que a escolheu para ser a primeira mulher superintendente do Departamento Bancário do Estado de Nova Iorque em 1977.

Sua gestão foi considerada excelente. Tanto que, enquanto ela estava no cargo, nenhum banco apresentou problemas financeiros em uma época onde falências de bancos eram comuns.

Nesse tempo, ela também dirigiu a União de Crédito Municipal, a Corporação de Desenvolvimento Urbano e a Autoridade de Desenvolvimento de Empregos da cidade de Nova York.

Em 1982 ela renunciou para concorrer ao Senado dos Estados Unidos, mas perdeu a eleição ficando em segundo lugar entre três candidatos. 

Na sua volta para Wall Street, continuou se destacando e melhorando o ambiente da Bolsa de Valores para deixar as mulheres mais confortáveis no local.

Tanto que conseguiu que fosse instalado um banheiro feminino no sétimo andar da Bolsa de Valores de Nova York, coisa que antes não existia.

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Muriel Siebert na Filantropia

Além de uma carreira de sucesso no mercado financeiro, Muriel Siebert também usava a filantropia como investimento pessoal e sempre esteve envolvida em organizações diversas.

Em 1990, fundou a Siebert Entrepreneurial Philanthropic Plan (SEPP), que doava recursos para a caridade.

Além do seu exemplo, Siebert também usava de sua fortuna para promover a educação financeira entre mulheres.

Foi incluída no National Women’s Hall of Fame (Hall da Fama Nacional das Mulheres), organização dos Estados Unidos que reconhece conquistas de mulheres estadunidenses, em 1994. 

Em 1999, desenvolveu o Personal Finance Program, um programa de habilidades de gestão financeira ministrado em escolas de segundo grau da cidade de Nova York.

Livros de Muriel Siebert

Com uma trajetória de superação e conquistas, principalmente relacionadas às mulheres nos negócios, Muriel escreveu em 2002, ela uma autobiografia chamada: Changing the Rules: Adventures of a Wall Street Maverick.

Changing the Rules (Mudando as regras)

Em sua autobiografia, Siebert revela detalhes de como entrou no mundo caótico e muitas vezes cruel de Wall Street. 

Segundo ela, três palavras estão por trás do sucesso de sua carreira como a primeira mulher das finanças:

  • Trabalho: aprendeu tudo que havia para saber sobre uma empresa antes de recomendar suas ações;
  • Sorte: como analista em treinamento, teve a sorte de seguir uma indústria nascente que ninguém mais queria;
  • Risco: sabia como avaliar e tomar uma decisão sabiamente.

The Big Apple Guide

Outro livro que Muriel Siebert  ajudou a escrever foi “The Big Apple Business and Pleasure Guide: 501 maneiras de trabalhar e viver melhor em New York”

O livro é na verdade uma espécie de guia da cidade de Nova York com a visão de duas autoras nova-iorquinas. 

Muriel Siebert, a primeira mulher a possuir um assento na Bolsa de Valores de Nova York, e a jornalista Susan Kleinman, reuniram suas 501 coisas favoritas da cidade nos mais diversos temas.

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Conclusão

Muriel Siebert é uma inspiração para todas as mulheres e homens que desejam investir ou trabalhar no mercado financeiro.

Embora seja chamada de pioneira, Siebert se considerava mais como uma “rebelde”.

Ela desafiou os costumes da época e “derrubou” as portas de Wall Street, abrindo caminho para as mulheres nas finanças.

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