EDP Brasil (ENBR3) Compra Ativos de Energia Solar da AES
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EDP Brasil (ENBR3) Compra Ativos de Energia Solar da AES

EDP Brasil está avançando na área de energia solar ao comprar ativos de geração distribuída da AES Brasil.

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Atualizado em 25/02/2021

A EDP Brasil (ENBR3) informou que sua divisão EDP Smart fechou contrato para a aquisição de ativos de energia solar da unidade local da AES Brasil (TIET11), em negócio que representará um investimento total de R$ 177 milhões.

A transação envolve a AES Inova, plataforma de investimentos em geração distribuída, pela tecnologia que consiste em sistemas menores, como placas solares em terrenos ou telhados, cuja produção atende diretamente à demanda de clientes.

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A EDP Brasil disse em comunicado que o valor total do negócio inclui R$ 101,7 milhões pela compra do ativo e mais os aportes previstos para desenvolvimento de projetos já previstos na carteira da AES Inova.

A companhia ainda destacou que, com a operação, ampliará em 50% o tamanho de sua carteira de projetos em energia solar, colocada como uma das prioridades para investimentos.

O novo presidente da EDP Brasil, João Marques da Cruz, que assumiu o cargo neste mês, disse em teleconferência de resultados nesta semana que a empresa perseguiria aquisições em geração solar e transmissão.

A compra da AES Inova adiciona quase 34 megawatts-pico (MWp) em capacidade ao portfólio da EDP Smart, com ativos no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Desse total, 18MWp são projetos prontos para construção em Minas Gerais.

A EDP fechou 2020 com 65,3 MWp em projetos solares, incluindo instalações entregues a clientes como Banco do Brasil, TIM e Claro.

A empresa ainda tem outros 30,8 megawatts já contratados, em desenvolvimento e construção.

“Esta operação representa para a EDP uma excelente combinação entre projetos contratados, o que significa garantia de receita e mitigação de riscos, e projetos em construção, nos quais nos destacamos pela excelência da entrega no prazo e custo predefinidos”, disse em nota o CEO da companhia no Brasil.

“Trata-se de mais um passo firme da EDP no sentido de liderar a transição energética no país, apostando fortemente na geração solar distribuída e centralizada”, acrescentou Cruz.

A EDP destacou ainda que os projetos prontos para instalação adquiridos junto à AES permitirão a ela aproveitar sinergias operacionais com outros ativos na mesma região.

As instalações de geração distribuída com placas solares têm crescido rapidamente no Brasil desde incentivos à tecnologia aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em 2020, o país instalou 2,3 gigawatts em novos sistemas como esses, o maior avanço em capacidade entre todas fontes de geração que compõem o parque gerador nacional.

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Resultado da EDP no Quarto Trimestre de 2020

O resultado da EDP (ENBR3) no terceiro quarto de 2020 (4t20), divulgado no dia 29 de outubro, apresentou um lucro líquido de R$ 699,9 milhões no 4t20, uma alta de 40,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Ebitda da EDP Brasil atingiu R$ 1,39 bilhão no 4t20, apresentando crescimento de 59,9% na comparação com o 4t19.

A margem Ebitda da EDP Brasil totalizou 32,3% no 4t20, apresentando crescimento de 8,1 pontos percentuais na comparação com o 4t19. 

A Margem líquida da EDP Brasil atingiu 16,2% no 4t20, apresentando crescimento de 2,4 pontos percentuais na comparação com o 4t19.

As ações da EDP (ENBR3) acumulam queda de 2,56% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e queda de 13,59% nos últimos 12 meses.

Notícias do Mercado Financeiro

Fonte: Reuters

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