Como Viver de Renda com 1 Milhão para o Resto da Vida
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Como Viver de Renda com 1 Milhão para o Resto da Vida

Veja onde investir para entrar no clube dos milionários e ter uma renda passiva vitalícia.

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Atualizado em 15/12/2020

Para viver de renda com R$ 1 milhão e ter mais tranquilidade financeira durante a aposentadoria não tem como fugir dos bons investimentos como investir em ações.

Acumular uma boa quantia para não depender do trabalho nem da previdência social é o sonho de muitos brasileiros.

Para isso, é preciso fazer o dinheiro trabalhar para você, optando por bons investimentos que gerem uma renda mensal compatível com seu estilo de vida.

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Por muito tempo ouvimos que 1 milhão era um número mágico, capaz de resolver todos problemas financeiros. Mas, será que dá para viver de renda com R$1 milhão na conta?

Antigamente R$ 1 milhão era muito dinheiro, atualmente perdeu valor.

Só para se ter uma ideia, com a mesma nota de R$ 100 hoje só é possível comprar, aproximadamente, 17% do que se comprava em 1994 quando o real foi introduzido na nossa economia.

Percebe a desvalorização causada pela inflação?

Então, para calcular quanto é preciso para viver de renda devemos levar em consideração a inflação bem como as taxas de juros.

No cenário atual, as boas escolhas de investimentos são essenciais para gerar uma renda passiva suficiente para cobrir seus gastos mensais.

Com a queda da taxa Selic, R$ 1 milhão em aplicações que acompanham o CDI obtém rendimento sete vezes menor do que há cinco anos.

Foi-se o tempo em que era possível usufruir de altos retornos investindo somente em aplicações com baixo risco.  É preciso buscar rentabilidades melhores na renda variável.

Veja onde investir e diversificar a carteira para viver de renda com R$ 1 milhão.

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Patrimônio de R$ 1 milhão é suficiente para viver de renda?

Por muito tempo, alcançar o primeiro milhão foi associado à independência financeira. Esse é um número que ainda mexe com o psicológico, afinal, você se torna membro do grupo dos milionários.

Mas, será que essa quantia é suficiente para viver de renda?

Há sim a possibilidade de viver de renda com R$ 1 milhão desde que o investidor gaste pouco, já que, no cenário econômico atual, a quantia recebida não será nenhuma cifra astronômica.

Porém, esse “número mágico” tende a ser maior.

Para saber se R$ 1 milhão é suficiente para você, é preciso avaliar seu estilo de vida e a rentabilidade da sua carteira.

Ainda que dependa de uma simulação, é esperado que um investidor com patrimônio financeiro de R$ 1 milhão não tenha um custo de vida baixo.

Dessa forma, provavelmente não será possível depender exclusivamente dessa reserva por muito tempo.

Caso pretenda fazer retiradas mensais de R$ 10 mil, levará aproximadamente 115 meses, menos de dez anos, para o patrimônio inicial de R$ 1 milhão se esgotar.

Mesmo assim, é uma boa quantia para auxiliar nas despesas e que pode ser multiplicada caso o investidor continue aplicando até obter a quantidade desejada para viver sem trabalhar.

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Quanto rende R$ 1 milhão?

O rendimento vai depender do tipo de investimento, mas é certo que, para conseguir uma boa rentabilidade, o investidor precisa se expor mais à renda variável.

A taxa de juros (Selic) nas suas mínimas históricas dificulta o rendimento de aplicações mais conservadoras.

Hoje não é mais possível usufruir de alta rentabilidade ao investir apenas em aplicações com baixo risco.

Se entre 2015 e 2016, uma aplicação de R$ 1 milhão em produtos ligados ao CDI rendia, em média, R$ 11.875 ao mês, hoje, a renda mensal seria de, aproximadamente, R$ 1.667.

Sete vezes menos do que há cinco anos!

Vamos supor que seu dinheiro esteja em uma aplicação que pague 100% do CDI.

Nos últimos 12 meses, conforme o site da B3, a taxa DI estava em torno de 1,90%. Isso significa que o banco vai pagar 1,9% ao ano.

Porém, não adianta olhar só para esse número. É preciso olhar também para a inflação que, nos últimos 12 meses, segundo o site do Banco Central, foi de 4,31%.

Desse valor, ainda é preciso levar em consideração o imposto de renda que incide sobre os rendimentos de 15% na tabela regressiva, após 721 dias de aplicação.

Tudo isso deve ser descontado seu 1 milhão.

Agora, se deixar essa quantia na poupança, a rentabilidade será ainda menor.

Quando a taxa Selic está abaixo de 8,5 % a poupança paga apenas 70% da Selic.

Com a Selic a 2%, a poupança hoje está rendendo 1,4% ao ano ou 0,1166 % ao mês, o que significa que com R$ 1 milhão na poupança rende todos os meses R$ 1.166.

No Tesouro Selic, a rentabilidade vai ser exatamente a taxa Selic. Com a taxa a 2% ao ano, resultaria um rendimento bruto total de R$ 20 mil ao longo de um ano, cerca de R$ 1.666 ao mês.

A título de curiosidade, caso deixe o dinheiro por um ano, a alíquota de imposto de renda na hora do resgate será de 17,5%. Subtraindo dos R$ 20 mil, teria líquido de imposto de renda R$ 16.500.

Se a renda fixa está rendendo tão pouco, a pergunta agora é: Onde investir R$ 1 milhão para viver de renda?

Como os Milionários Investem? Conheça os 10 Passos para ser um Investidor de Sucesso”.

Onde investir R$ 1 milhão?

Para viver de renda com R$ 1 milhão para o resto da vida é preciso escolher bem os investimentos e diversificar a carteira.

Ficar só no CDI da renda fixa não trará o retorno real necessário para alcançar a independência financeira.

Deverá incluir outros tipos de indexadores em renda fixa, como IPCA, para proteger o poder de compra ao longo do tempo e ter rendimentos reais, ou seja, que superem a inflação.

Só assim conseguirá fazer com que seu patrimônio principal não seja reduzido e ainda cresça.

Para ter ganhos melhores, até mesmo o investidor conservador terá que aceitar maior risco de crédito ainda que na renda fixa.

No mercado, há investimentos conservadores que oferecem ganhos maiores com um pouco mais de risco. São eles:

CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários): títulos de dívidas emitidos por securitizadoras para captar recursos para o setor imobiliário;

CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio): títulos de dívidas emitidos por securitizadoras para captar recursos para o setor de agronegócio;

Debêntures incentivadas: papéis emitidos por empresas que exercem atividades no segmento de infraestrutura.

Todas as opções acima tem a vantagem de serem investimentos isentos de imposto de renda, porém, não têm a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Portanto, antes de adquirir o título, é fundamental estudar a empresa, o segmento e o momento econômico para identificar sua capacidade de honrar com o pagamento.

Para obter rendimentos mais próximos aos proporcionados quando a Selic estava nos dois dígitos, o investidor deverá recorrer ao mercado de renda variável.

Para não se arriscar muito, o recomendado é começar de forma gradativa.

Alguns exemplos são os fundos de investimento, como o multimercados, que mesclam ativos de renda fixa e variável ou então os fundos de ações e os fundos imobiliários

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Veja em detalhes os investimentos mais recomendados para viver de renda:

Tesouro IPCA

Um dos investimentos mais recomendados em renda fixa para viver de renda são os títulos do tesouro IPCA com juros semestrais.

Esses papéis fazem parte do Tesouro Direto, programa de compra e venda de títulos públicos do governo federal.

Sua rentabilidade é híbrida, misturando uma taxa prefixada e a taxa de inflação (IPCA).

Ou seja, rende a inflação, mais uma rentabilidade determinada na hora da compra, além de pagar cupons semestrais ao investidor.

Dessa forma, ao permanecer com o título até o vencimento, o retorno será sempre acima da inflação.

O papel Tesouro IPCA, com vencimento em 2040, por exemplo, irá pagar ao investidor o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais uma taxa de 3,7% ao ano.

De acordo com a simulação disponível no site do Tesouro Direto, R$ 1 milhão investido no Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040, no vencimento, resultará no valor bruto de R$ 3.832.243,47.

Descontado impostos e taxas, resgatará o valor líquido de R$ 3.043.832,02.

Valor superior ao de outras opções de renda fixa, como poupança, CDB, LCI, LCA e fundo DI.

Rentabilidade em diferentes aplicações da renda fixa
Fonte: Site Tesouro Direto

Assim, mesmo que a inflação do período seja baixa, o Tesouro IPCA+ ainda terá um ganho maior do que outras modalidades ligadas ao CDI.

Fundos Imobiliários

Os FIIs (Fundos de Investimentos Imobiliários) é um investimento de renda variável que destina o dinheiro dos investidores para a aquisição de empreendimentos imobiliários.

Ao aplicar na modalidade o investidor recebe rendimentos mensais isentos de imposto de renda.

Outra forma de ganho é com a valorização da sua cota e posterior venda na bolsa de valores. 

Embora o IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários) tenha registrado uma queda de 13,46% durante este ano, os FIIs continuam como uma ótima opção.

Os resultados do IFIX são reflexo da pandemia de coronavírus que atingiu principalmente os shoppings e as lajes corporativas.

Porém, os FIIs de galpões logísticos têm apresentado resultados animadores já que foram beneficiados pela crise pelo aumento do e-commerce.

Nos últimos 5 anos, o IMA-Geral, índice que acompanha o retorno médio dos títulos públicos federais, apresentou um rendimento anual de 11,90%, o IFIX no mesmo período, teve um retorno de 14,17%.

O investimento em FIIs é uma opção para obter melhores retornos e diversificar a carteira, saindo da renda fixa, mas sem colocar todo o dinheiro em ações.

Com uma boa alocação de ativos, dá para montar uma carteira de fundos imobiliários para viver de renda.

Além disso, os fundos imobiliários distribuem dividendos em média na ordem de 5% a 8% ao ano. 

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Ações

As ações são parte do capital social de uma empresa. Ao investir em ações você se torna sócio da empresa e, como tal, passa a ter direito à distribuição de lucros, os dividendos.

O índice Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), teve retorno médio de 16,56% nos últimos 5 anos, entre novembro de 2015 e outubro de 2020.

O maior comparado ao IMA-Geral e IFIX, conforme tabela de retorno e risco dos investimentos abaixo:


Rendimento (% aa)Risco (anualizado)
IMA Geral¹11,90%3,50%
IFIX²14,17%13,19%
Ibovespa³16,56%24,69%

¹ Carteira de títulos públicos negociados no Tesouro Direto. ² Carteira de fundos imobiliários. ³ Carteira de fundos de ações. Fonte: Morningstar

Por isso, investir em ações é a melhor forma de ficar rico e viver de renda.

Além disso, o dividend yield médio das ações que estão dentro do Ibovespa nos últimos 12 meses foi de 3,05%.

Isso significa que o investimento de R$ 1 milhão daria um retorno anual médio de R$30.500 só considerando os proventos.

O retorno pode ser muito maior caso monte uma carteira de ações vencedora. Para isso, é preciso escolher bem as ações e montar um portfólio de longo prazo.

Investir na Bolsa de Valores para viver de renda

Se tornar um milionário não significa que poderá parar de trabalhar e viver exclusivamente da renda assim que atingir o seu primeiro milhão.

O que é inegável é que conquistar R$ 1 milhão traz uma segurança financeira e torna o sonho de viver de renda para o resto da vida mais próximo.

Independente da quantia que já conseguiu juntar é importante fazer boas escolhas de investimentos para acelerar a multiplicação do patrimônio.

No cenário atual, é preciso correr mais riscos e mudar a cultura de investimento, para obter retornos melhores.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a maior parte da população investe em ações. No Brasil, os investidores pessoa física correspondem somente a 1% da população.

O investimento em ações provou possuir a melhor relação risco x retorno capaz de multiplicar o patrimônio no longo prazo e viver da renda dos investimentos.

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