10,06%. Esse foi o avanço da inflação medida pelo IPCA no ano de 2021.

Engraçado pensar que em janeiro de 2021, a expectativa do mercado era de uma inflação abaixo dos 4% ao ano.

Engraçado pensar também que se esperava uma série de reformas aprovadas por conta da reabertura do comércio e dos serviços e que, decorrente disso, se instauraria um otimismo.

Em geral erramos (e aqui me incluo) quando esperamos demais do Brasil.

Mas o contrário também é verdadeiro.

Erramos ao pensar que o Brasil não tem jeito e que estamos acelerando em direção ao precipício.

Nos últimos 21 anos, por 4 momentos achamos que iríamos afundar e nos recuperamos rapidamente após o auge do pessimismo.

O brasileiro se pune demais em maus momentos, ao mesmo tempo que se inflama nos bons.

Erramos feio quando achamos que vamos virar Venezuela e o mesmo acontece quando achamos que viraremos uma Suíça. 

Como Investir no Cenário Econômico Atual? Veja as 3 Ações com Maior Potencial de Valorização no Brasil.

Isso não só diz muito sobre o Brasil em si, como também diz sobre o comportamento dos investidores.

O discurso geral é de que hoje a bolsa de valores não tem jeito, mas em junho de 2021, com Ibovespa aos 131 mil pontos, era pra comprar tudo o que pudesse.

Pobre de quem pensa assim, literalmente.

Ao que tudo indica o brasileiro, investidor pessoa física, desistiu das ações da bolsa.

Mas nem todo mundo desistiu e isso pode ser um indício do que está por vir.

O ano de 2021 foi marcado pelo gringo enchendo o carrinho de bolsa brasileira.

Foi o maior o maior fluxo líquido desde 2008, com nada menos do que R$ 102 bilhões.

Só em dezembro de 2021 foram mais de R$ 14 bilhões líquidos de entrada, mais do que o fluxo de 2018, 2019 e 2020 somados.

Se o gringo estará certo ou não, não sabemos. Mas é o que é.

Ele está posicionado e, sim, ele sabe dos nossos problemas.

Quem parece não ter desistido do Brasil são os investidores institucionais.

Luís Stuhlberger já avisou que quem olhar para as eleições vai deixar passar oportunidades.

Henrique Bredda e Luiz Alves já deixaram claras em suas lives que, aos preços atuais, a bolsa brasileira está muito boa de comprar.

Guilherme Aché, famoso por divulgar sua posição short em IRB Brasil (IRBR3), disse esperar uma convergência ao centro dos dois principais candidatos à eleição presidencial e que isso tornaria a travessia da eleição mais tranquila.

João Braga, da Encore Asset, recentemente disse que os atores políticos dessa eleição são conhecidos e, por isso mesmo, não oferecem o risco precificado e que, a 100 mil pontos, a eleição não é um fator de risco.

De novo, enquanto os grandes fundos de investimento brasileiros e o gringo montam suas posições em bolsa brasileira.

Já o investidor pessoa física está correndo para a sua velha solução: a renda fixa.

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Somente o tempo vai dizer quem estava certo, mas antes dos resultados serem conhecidos, é bom saber de que lado você está.

Nada contra a renda fixa em si, inclusive há sim boas opções no momento. 

Mas o que está em jogo é algo maior. Temos aqui uma assimetria muito grande para investir na bolsa brasileira.

Há pouco a perder e muito a ganhar.

Se formos a pior bolsa do mundo em 2021, em 2022 poderemos ter uma surpresa muito positiva apenas ficando na metade da tabela dos melhores desempenho.

De novo, não precisamos esperar muito do Brasil.

Temos que ter em mente que somos um país nota 5 e as cotações da bolsa refletem um país nota 2.

Uma simples regressão à média colocaria um bom dinheiro no bolso de quem agir agora.

As cartas na mesa são essas.

Olhando para as probabilidades, o que parece ser o melhor movimento a se fazer agora?

Os tempos não são fáceis, mas não esqueça que tudo passa.