Sam Bankman-Fried é o fundador e CEO da FTX, uma exchange de derivativos avaliada em US$ 25 bilhões e um dos principais nomes das criptomoedas.

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Mas uma década antes, o norte-americano não sabia muito bem o que queria da vida. 

Ele nem sempre foi focado em investimentos. Na verdade, diz que nem tinha planos de entrar no mundo das moedas digitais até descobrir um movimento que mudaria sua vida para sempre.

Fried é adepto do altruísmo efetivo, uma abordagem que encoraja "a busca por uma carreira lucrativa com o propósito de doar uma porção significativa dos ganhos".

Essa filosofia foi um divisor de águas em sua vida. 

Desde então, seu lema é ganhar cada vez mais dinheiro para doar cada vez mais. 

As criptomoedas caíram como uma luva nessa nova fase.

Com apenas 29 anos, Sam Bankman-Fried possui uma fortuna estimada em US$ 26,5 bilhões pela Forbes e seu nome aparece na lista Forbes 30 Under 30, Forbes 400 e como o mais rico das criptomoedas, ultrapassando Brian Armstrong.

Antes dele, apenas Mark Zuckerberg, do Facebook (FBOK34) havia conseguido se tornar tão rico, tão jovem.

Conheça mais da trajetória de um dos principais nomes do mercado de criptomoedas.

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Quem é Sam Bankman-Fried

Sam Bankman-Fried é empresário e filantropo norte-americano, fundador e CEO da bolsa de criptomoedas FTX.

Ele também é fundador e CEO da Alameda Research, uma empresa de negociação de criptomoedas quantitativa.

Vida e carreira

Sam Bankman-Fried nasceu em 6 de março de 1992 em Stanford, Califórnia, filho de Barbara Fried e Joseph Bankman, dois professores de direito da Stanford Law School.

Estudou no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde se formou em física, em 2014.

​​Um pouco antes, em 2012, quando estava no segundo ano da graduação, conheceu o movimento “altruísmo efetivo”, elaborado por dois professores de filosofia de Oxford com o objetivo de utilizar "evidências e razão para descobrir como beneficiar os outros tanto quanto possível".

Foi nesse ponto que começou a pensar de uma forma mais baseada em princípios sobre o que deveria fazer da sua vida.

Até aquele momento, ele estava inclinado a seguir uma carreira acadêmica, mas tinha dúvidas do tamanho do impacto que poderia fazer como professor.

Então, no verão daquele ano, Bankman-Fried iniciou sua carreira nos investimentos como estagiário na Jane Street Capital, uma empresa quantitativa de Wall Street. 

Seguindo os ensinamentos da nova filosofia, passou a doar mais da metade do salário para a caridade. 

Nesse mesmo período ele conheceu as criptomoedas, enxergando uma oportunidade nesse mercado.

Em outubro de 2017, ele fundou a Alameda Research, uma empresa de trade quantitativo de criptoativos com foco em liquidez e formação de preços. 

Dois anos depois, em 2019, ele lançou a bolsa de derivativos de criptomoedas FTX.

Atualmente, Bankman-Fried mora em Hong Kong.

Ele é defensor do altruísmo efetivo, é membro da organização Giving What We Can e planeja doar a maior parte de sua riqueza para instituições de caridade ao longo de sua vida. 

Sua empresa, FTX, tem como política doar 1% de sua receita para instituições de caridade.

Como Sam Bankman-Fried ficou rico

O jovem bilionário construiu sua fortuna com uma série de investimentos estratégicos em criptomoedas, primeiro como trader e depois como fundador e CEO da exchange FTX.

Apesar de sua fortuna e realizações, Bankman-Fried tornou-se um bilionário quase sem querer.

Em entrevista à Forbes, o CEO da FTX reconheceu que se envolveu com criptomoedas sem ter ideia do que eram. "Parecia que havia muitas operações boas a fazer ”, disse. 

Ele começou a investir em criptomoedas em 2017, quando o Bitcoin (BTC) teve seu primeiro grande aumento, indo de US$ 2.500 para quase US$ 20.000 em apenas seis meses. 

No final daquele ano, Fried largou o emprego, pegou um milhão de dólares que havia economizado e conseguiu outro milhão com empréstimos de amigos e familiares. 

Com esse investimento, fundou a Alameda Research, empresa de trading quantitativo, dedicada a criar estratégias baseadas em cálculos matemáticos para identificar oportunidades de negócios.

Em janeiro de 2018, organizou uma negociação de arbitragem, comprando Bitcoin nos Estados Unidos e vendendo no Japão por até 30% a mais.

A pequena startup movimentava cerca de US$ 25 milhões em Bitcoin por dia, mas ele estava frustrado porque não conseguia converter o iene japonês em dólares rapidamente.

Em 2019, ele obteve uma participação nos lucros da Alameda Research e levantou US$ 8 milhões com algumas empresas de capital de risco para fundar a FTX , sua própria bolsa de criptomoedas.