O que é risco setorial e como funciona

Risco Setorial

O que é risco setorial. Significado, conceito, para que serve e como funciona.

O que é risco setorial?

Risco setorial se refere ao risco que afeta as empresas de um setor específico da economia

Por exemplo, o risco do setor automotivo abrange os fatores que afetam todas as empresas deste ramo, como:

  • preço do aço;
  • a variação da renda e da demanda;
  • mudanças regulatórias para o setor;
  • avanços tecnológicos;
  • mudanças de hábitos dos consumidores;
  • problemas na cadeia produtiva;
  • entre outras coisas mais.

O investidor deve estar sempre atento ao risco setorial e diversificar sua carteira para ter cuidado em não se expor demais em um setor específico.

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Entendendo o risco setorial

O risco setorial é um dos principais componentes do risco total do ativo.

Esse tipo de risco é variável entre os setores, ou seja, não é mensurado da mesma forma para todos os setores.

O setor elétrico, por exemplo, possui diferentes fatores que afetam o seu risco do que o setor de varejo.

O primeiro é afetado por questões como variações climáticas, que alteram os níveis dos reservatórios, e também os preços das tarifas, que são definidas pelos órgãos reguladores.

Já o setor de varejo apresenta outros componentes de risco, como o desemprego e a renda da sociedade, que determina as condições de demanda.

Outro fator de risco para o setor de varejo é o câmbio. Este componente pode ser importante pois define se os consumidores comprarão parte dos seus produtos localmente ou importarão de outros países.

A característica principal do risco setorial é que todos os fatores de risco irão afetar igualmente todas as empresas que trabalham no mesmo setor.

Portanto, tome cuidado na hora de definir como será a alocação de ativos em sua carteira.

O principal ponto a se ter em mente é evitar expor sua carteira a um risco setorial excessivo, o que acontece quando existe uma predominância de ativos de empresas de um mesmo setor da economia.

Uma dica é ficar atento aos índices setoriais, que indicam o comportamento dos ativos de setores específicos na bolsa de valores.

Outros tipos de risco 

Para investir em empresas o investidor deve estar atento aos vários tipos de risco que circulam o negócio.

Além do risco setorial, podemos também separar mais dois tipos de risco fundamentais: o risco específico da companhia e o risco de mercado (risco sistêmico).

Vejamos um pouco sobre cada um destes.

Risco específico

O risco específico é todo tipo de risco cujo efeito se limita à uma empresa em particular.

Entre estes, podemos mencionar os seguintes fatores que podem afetar o risco:

  1. Estrutura de concorrência: Uma empresa que está em um setor de baixa concorrência pode ter suas margens caírem com o aumento de novas concorrentes no mercado.
  2. Risco regulatório: uma mudança nas leis pelo governo pode dificultar a atuação de uma organização no mercado.
  3. Governança corporativa: uma empresa com péssima governança corporativa tende a ser menos eficiente, menos transparente e ter casos de corrupção;
  4. Mudança tecnológica: pode aumentar a concorrência, diminuir margens e elevar os custos de capital para a adequação do negócio;
  5. Risco financeiro e de crédito: se refere ao risco de empresas endividadas, que precisam recorrer constantemente ao crédito no sistema financeiro para manter suas operações;
  6. Risco de estratégia: uma empresa pode mudar sua estratégia de operação e se dar mal com isso.

Para amenizar o risco específico, o investidor pode diversificar sua carteira de ativos, de modo a diluir o risco de prejuízo de cada empresa no desempenho da carteira de investimento como um todo.

Risco sistêmico

Risco sistêmico é um tipo de risco econômico que não pode ser evitado apenas com a diversificação da carteira de investimentos.

É também chamado de risco de mercado ou risco não-diversificável.

O risco sistêmico é mais amplo do que o risco de um ativo específico, pois está relacionado a eventos econômicos abrangentes.

Esses eventos podem ser crises financeiras, ataques terroristas, desastres naturais, crise política, guerras e demais conflitos, entre outras coisas mais.

Neste caso, por mais que sua carteira seja diversificada, certos eventos econômicos atuam derrubando o valor de todos os ativos, como ações, títulos de renda fixa, imóveis, etc.

Por ser inevitável, o risco sistêmico pode ser considerado a parte significativa do risco de um ativo atribuível a fatores de mercado que afetam todas as empresas.

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