Previdência Privada sofre com perdas de até 41% no ano
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Previdência Privada sofre com perdas de até 41% no ano

Previdência privada sofre com quedas em bolsas e rendimento dos títulos de renda fixa durante crise do Coronavírus.

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Atualizado em 17/04/2020

Com crise do Coronavírus, quedas nas bolsas e no rendimento dos títulos de renda fixa leva prejuízo de algumas modalidades de previdência privada a -41% neste ano.

Segundo dados da Anbima, até 25 de março, dos 27 tipos de fundos de previdência, 18 apresentaram variação negativa neste ano. Números condizem com os efeitos da pandemia de Coronavírus no mercado financeiro.

Fundos de previdência do tipo ações indexados apresentaram o pior resultado, registrando -40,7% em 2020.

Porém, se for considerado o desempenho acumulado desses mesmos fundos nos últimos 12 meses, apenas 8 tipos registraram perdas.

Nessa perspectiva, o resultado dos fundos de ações indexados ainda é negativo, mas as perdas ficam em -29,5%.

Previdência Privada exige foco no longo prazo

Observando os números do 1° trimestre, participantes receiam que efeitos da crise possam comprometer seus resultados futuros. Por isso, existe o impulso de retirar o dinheiro dos planos.

Em março, os fundos registraram resgate líquido de R$ 78,5 milhões.

Gestores e consultores lembram que investimento em previdência privada tem natureza de longo prazo e recomendam manter dinheiro nas carteiras, permitindo tempo para uma recuperação.

Depois de passada a turbulência, se for necessário, podem ser feitos ajustes pontualmente.

Migração para renda variável perde força

Nos últimos três anos, a alocação em risco dos fundos de previdência quase triplicou.

Porém, com as perdas na bolsa, esse momento deve perder força. Segundo Jorge Ricca, diretor financeiro da Brasilprev, estamos em ápice da aversão ao risco.

Os números comprovam essa visão. Em março, patrimônio dos fundos de ações indexados e ativos recuou 26%, equivalente a uma diminuição de quase R$ 7 bilhões.

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