Plano de Proteção Precisa Ter Diversificação de Ativos
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Plano de Proteção Precisa Ter Diversificação de Ativos

Veja como a diversificação de ativos pode ser importante para se proteger dos riscos da segunda onda da pandemia.

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Atualizado em 25/11/2020

Confesso aqui que estou particularmente angustiado com essa segunda onda de Covid no Brasil.

Muito mais pela questão sanitária em si do que pelos mercados.

Na verdade, a sensação que prevalece é de desânimo, uma vez que de agosto até o final de outubro estávamos vendo uma significativa melhora no quadro.

De umas 3 semanas para cá parece que a coisa voltou a desandar.

No entanto, acho que essa segunda onda não levanta tantos riscos como a primeira.

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Pense aqui comigo: o pior risco é aquele que a gente não conhece…. Aqueles que conhecemos, são mais fáceis de lidar.

Em março, tínhamos um bicho novo, sem tratamento, sem protocolos definidos, sem conhecer a letalidade do vírus e sem nem sequer ter uma perspectiva de melhora do quadro sanitário.

De fato, naquele momento os riscos eram muito grandes e não fosse a tropa de choque dos bancos centrais e os diversos programas de coronavouchers pelo mundo, os desdobramentos poderiam ter sido piores.

Mas cá estamos, mesmo que desanimados com uma eventual escalada da pandemia nesse fim de primavera, estamos com o outro olho nas vacinas que parecem estar cada vez mais próximas.

Como falei semana passada, esses dois cenários são conflitantes.

Temos de um lado esse rotation trade, que bate nas ações vencedoras da pandemia (techs em geral) e premia ações com uma roupagem clássica de value investing, ou seja, puxando as ações que ficaram para trás: bancos, shopping, petróleo, educacionais, etc. 

Essas ações vão desempenhando bem conforme o fluxo de notícias nos aponta para a chegada de uma vacina e retomada à normalidade.

Por outro lado, esse receio da vinda de uma segunda onda, que pode vir com novas imposições de restrições, jogaria o fluxo comprador de volta para as techs e ações que se beneficiam do stay at home.

Soma-se a isso, o Ibovespa marca os 107 mil pontos, marca recorde desde fevereiro. Disso, alguns conceitos que parecem antagônicos (e, na verdade, não são) devem vir à tona.

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Em um momento como esse você precisa estar protegido, seja tendo um pouquinho de ouro, seja um pouquinho de dólar, mas, acima de qualquer coisa, tendo caixa.

Por caixa entenda-se algum ativo seguro, pós-fixado e líquido, idealmente um fundo DI de taxa zero ou o Tesouro Selic mesmo.

Por outro lado, você precisa estar exposto aos dois lados da moeda nesse cenário aparentemente dicotômico:

Não se encha de techs se você não possuir também ações de setores ligados à velha economia… o nome disso é diversificação e, no final das contas, isso pode te proteger de um baque em algum ativo que eventualmente não andou como o esperado.

O juro é muito baixo e, mesmo com riscos conhecidos à frente, é uma insensatez não se expor à renda variável nesse contexto.

Se eu pudesse resumir isso da maneira mais simples possível seria com a seguinte orientação: tenha caixa e se exponha de maneira diversificada nas melhores ações listadas.

Se você tem algum receio a mais coloque um pouquinho (no máximo 10% da carteira) em ouro e dólar.

Pronto. Isso mantém seu sono tranquilo e vai ajudar você na sua caminhada de formação de patrimônio.

Mesmo com medo, um plano simples basta. O que não podemos, agora, é nos darmos o luxo de ficarmos parados.

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Disclaimer: Declaro que as informações contidas neste texto são públicas e que refletem única e exclusivamente a minha visão independente sobre a companhia, sem refletir a opinião do The Capital Advisor ou de seus controladores.

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