O que é Paralogismo

Paralogismo é uma estrutura de pensamento ou raciocínio que parece verdadeiro, mas que é falso. 

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No geral, o paralogismo é baseado em um falácia, raciocínio equivocado ou pensamento ilógico, que ocorre de forma não intencional ou inconsciente.

O termo vem do grego antigo e pode ser entendido como “falso raciocínio” e pode ser encontrado em diversas áreas.

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Paralogismo na Filosofia

Na filosofia, o termo paralogismo pode ter diversas definições de acordo com cada pensador.

Para Aristóteles, o paralogismo é um silogismo falso ou raciocínio incorreto que é sustentado por pressupostos não verdadeiros, elaborados por uma falha de definição.

Entende-se por silogismo a ideia de juntar premissas a fim de chegar a uma conclusão, com base dedutiva.

Para exemplificar, temos as seguintes premissas e conclusão:

  • Premissa 1: “Todo ser humano é mortal”;
  • Premissa 2: “Maria é um ser humano”;
  • Conclusão: “Portanto, Maria é mortal”.

Para Kant, compreende os raciocínios errôneos aos quais a razão é induzida quando transcende a experiência obtida através da realidade empírica.

Por sua vez, a falácia pode ser entendida como erro de raciocínio sobre algo que parecia verdadeiro, de forma voluntária ou involuntária.

Assim, podemos destacar que há uma diferença fundamental entre os conceitos de sofisma e paralogismo.

O sofisma é um determinado raciocínio que foge das regras lógicas, que conduz a falsas conclusões a fim de manipular ou enganar alguém. 

De outra forma, compreende uma falácia voluntária ou proposital, como um ato de má fé ou mentira.

Em contraste, o paralogismo esse raciocínio aparentemente lógico é conduzido de forma involuntária ou não intencional.

Paralogismo na Prática

Na prática, o paralogismo pode ser identificado a partir de alguns vieses cognitivos, de acordo com os pressupostos das Finanças Comportamentais.

Os vieses cognitivos, também conhecidos como atalhos mentais, são efeitos psicológicos que distorcem um pensamento racional ou lógico. 

Dessa forma, os vieses cognitivos podem criar diversos tipos de paralogismos no cotidiano, sobretudo ante a tomada de decisão.

Isso ocorre a partir do momento que são criados determinados padrões, de acordo com experiência e percepções individuais, que nos levam a tomar decisões de forma automática.

Nota-se que os indivíduos tomam decisões a todo momento e podem cair em paralogismos, inclusive no que se refere à finanças. 

Nesse caso, os principais vieses envolvidos são: 

  • Adesão; 
  • Ancoragem;
  • Autoconfiança excessiva;
  • Aversão a Perda; 
  • Miopia.

Para exemplificar, suponha o processo decisório envolvido em torno da escolha das melhores ações para compor uma carteira.

Um pouco antes de escolher, o investidor é exposto a palavras como vantagem, promoção ou barato. Dessa forma, há maiores chances de avaliar a compra de uma determinada ação como vantajosa.

Além disso, suponha que a ação A e B estão cotadas a R$ 100,00 e R$ 15,00, respectivamente.

O investidor simplesmente considera que, como a cotação da ação A parece muito alta, a ação B parece oferecer uma boa escolha de compra para ele, uma vez que está cotada a um valor inferior.

Nota-se que essa ação é comprada de forma não fundamentada, que ocorre com base em uma confiança excessiva em informações e valores os quais o investidor foi exposto anteriormente.

Esses casos exemplificam o que é o viés da ancoragem, que também pode ocorrer com base em eventos passados ou em uma determinada informação. 

Como evitar o Paralogismo

Considerando que o paralogismo pode ser identificado na prática como um viés cognitivo, existem diversas formas de evitá-lo.

Para evitar os principais vieses envolvidos no contexto de escolha de ativos, é fundamental que o investidor:

  • Esteja atualizado quanto aos principais índices de comparação, como câmbio, inflação e outras empresas do mesmo setor;
  • Evite tomar decisões impulsivas e sem informações suficientes;
  • Identifique se os fundamentos escolhidos são sólidos ou arbitrários.

Assim, o investidor deve ter uma base sólida de conhecimento antes de tomar uma decisão, com fundamentos consistentes no que se refere a análise de ações.Além disso, é preciso estar ciente dos vieses que podem prejudicar suas escolhas e, quando for possível identificá-los, evitar tomar decisões equivocadas e obter maior êxito.