Muitos falam sobre o risco de os grandes bancos brasileiros, o Itaú (ITUB4), o Bradesco (BBDC4) e o Banco do Brasil (BBAS3), perderem competitividade e deixarem de ser as grandes fortalezas que sempre foram para os investidores.

O megainvestidor Warren Buffett disse a seguinte frase durante a crise: “Never bet against America”.

Eu digo aqui: “Nunca aposte contra os bancões”.

Eu fico me lembrando da Cielo (CIEL3) que era uma fortaleza, mas acabou virando o patinho feio em meio a tanta competição com empresas menores, mais ágeis e agressivas.

Esse tipo de competição existe entre os bancos, mas o caso é bem diferente pois as vantagens construídas pelos bancões foram feitas organicamente e se dão em várias frentes diferentes.

Desse modo, qualquer ataque a um bolsão de lucro dos bancos, pode ser compensado em outra área ou mesmo defendido ali por meio de aquisições estratégicas ou outros movimentos.

Pegue o exemplo do Itaú que decidiu gastar o equivalente ao lucro de um trimestre na época, para comprar 49% da XP, e só não tomou o seu controle porque o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) não deixou.

Perceba o tamanho do poder de fogo desses bancos.

Poder de fogo que só aumenta com o tempo, apesar dos contratempos.

Os resultados trimestrais do 2t21 divulgados pelos quatro maiores bancos da nossa bolsa de valores comprovam isso.

Eles bateram recorde de lucro trimestral.

Os quatro maiores bancos do país registraram R$ 23,16 bilhões de lucro líquido no segundo trimestre de 2021.

Veja na imagem abaixo:

Histórico trimestral de lucros dos 4 maiores bancos do país
Histórico trimestral de lucros dos 4 maiores bancos do país.

A melhor forma de analisar é olhando o histórico até o 4º trimestre de 2019 (período pré-covid), e depois olhando o histórico inteiro.

Fica bem claro o efeito da pandemia nos resultados dos bancos.

Foram trimestres onde os bancos tiveram que provisionar muitas perdas por inadimplência, que aumentou, mas não tanto quanto foi provisionado.

Passado o pior da pandemia, os bancos voltaram com tudo e apresentam sólido crescimento nos lucros mesmo quando comparados com o período pré-pandemia.

Esse lucro grande já era esperado pelo mercado financeiro, mas também era esperado pelo mercado uma piora nas margens dessas instituições financeiras.

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Essa piora não aconteceu para todos. Alguns até melhoraram suas margens.

Na imagem abaixo, dos três maiores bancos do Brasil, dois apresentam melhora inclusive sobre 2019, quando não havia nem sinal de pandemia pela frente.

Histórico de margem líquida do BBAS3, BBDC4 e ITUB4
Histórico de margem líquida do BBAS3, BBDC4 e ITUB4

O único que ainda não recuperou o mesmo patamar de margem foi o Itaú, mas ele está no caminho.

Esses números me deixam bem animados para receber bons dividendos dessas empresas.

Com lucros grandes, margens excelentes e sem restrição para distribuição de proventos como no ano passado, eles têm tudo para voltarem a ser os bons pagadores de dividendos que sempre foram.

No Canal Seleção de Dividendos estamos muito bem posicionados para voltar a receber aquela tradicional enxurrada de dividendos que estávamos acostumados até antes da pandemia.