O Maxi Renda (MXRF11) nasceu em 2012 e é da velha guarda dos Fundos Imobiliários, sendo o FII com maior quantidade de cotistas hoje no mercado.

Ele sempre teve um mandato amplo que permite que ele opere em três estratégias diferentes:

  • Uma de ter uma carteira de FIIs;
  • Outra de permutas financeiras;
  • E a última é de CRI.

Esses CRIs, lá atrás eram do tipo High Yield (alto risco e alto retorno).

Segundo o próprio gestor atual do MXRF11, esses CRIs tinham lá seus problemas que iam desde a má formalização de garantias até a aceitação de retornos incompatíveis com os riscos embutidos nas operações.

Ele chegou a dizer que o fundo ficou carregando algumas dessas operações torcendo para que elas não dessem errado, pois haveria sérios problemas para executar as garantias se fosse necessário.

Ao longo de sua história, o MXRF11 incorporou outro FII da XP, o XPGA11 (XP Gaia) que também era um fundo problemático. 

Essa incorporação fez sentido para a gestão pois os problemas eram em grande parte os mesmos (ambos possuíam os mesmos CRIs mal estruturados).

Com o tempo o fundo foi passando um pente fino nas suas operações e marcando o preço dos seus ativos corretamente no balanço. 

Muitos dos CRIs problemáticos não tinham uma marcação de preços adequada e não refletiam o seu real valor no patrimônio do fundo.

Isso naturalmente foi traumático para os cotistas que viam o patrimônio do fundo diminuir e poucos entendiam o que de fato estava acontecendo.

Isso criou uma percepção no mercado que o MXRF11 seria um fundo de “desova” da XP, em que você “desovaria” os seus ativos problemáticos para que eles não atrapalhassem os outros ativos da casa.

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Hoje o fundo se reciclou e atua muito fortemente na estratégia de CRIs buscando operações High Grade (aquelas de menor risco, mas também com menor retorno). 

Como forma de gerar maior retorno mesmo em ativos conservadores, a sua atuação tem o objetivo de originar constantemente muitas operações e, assim que tiver oportunidade, vendê-las com lucro no mercado.

A estratégia faz sentido, desde que o fundo consiga manter essa engrenagem em movimento.

Caso ele não consiga vender as suas operações, ele vai ter de carregá-las pelo tempo que for preciso.

Isso não chega a ser um problema, pois elas são seguras e não fará mal algum levá-las até seu vencimento.

Agora repaginado, gosto muito de MXRF11 e é uma das minhas recomendações no Canal Aluguel Inteligente.