A parcela de empresas que apontaram impacto da pandemia nas vendas do comércio avançou de 9,1% em janeiro para 13,8% em fevereiro, mostra a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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É o segundo mês seguido de alta neste indicador.

O índice de fevereiro é o maior desde agosto de 2020 (quando era de 21,3%) e se aproxima do nível de setembro, quando estava em 11,1%.

“Do total de empresas que tiveram algum relato de justificativa, 13,8% disseram que houve impacto do isolamento social na receita."

"É o segundo aumento consecutivo e uma diferença de mais de quatro percentuais frente ao mês anterior. E aumenta para se colocar no patamar de setembro de 2020”, diz o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Regionalmente, as maiores influências da pandemia foram concentradas nos Estados do Sudeste e do Sul — com destaque para São Paulo — e no Amazonas, segundo ele.

Após três meses sem crescimento, o volume de vendas no varejo restrito voltou ao terreno positivo e avançou 0,6% em fevereiro, frente a janeiro, na série com ajuste sazonal.

Na avaliação de Santos, a variação é “um repique” e reflete mais o comportamento de setores específicos, como o de supermercados e de móveis e eletrodomésticos, que uma recuperação do varejo.

“Apesar de alta, é uma leitura muito próxima dos valores de dezembro. A gente vê um cenário do consumo das famílias mais próximo da estabilidade, com algum repique. Não é um cenário de recuperação, é de repique, de ajuste”, afirma.

Fonte: Valor Econômico