Ernst & Young Projeta OI (OIBR3) Lucrativa em 2021
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Ernst & Young Projeta OI (OIBR3) Lucrativa em 2021

Confira as perspectivas para Oi em 2021, de acordo com o Laudo Econômico Financeiro da Ernst & Young.

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Atualizado em 24/06/2020

De acordo com o Laudo Econômico Financeiro da Ernst & Young (EY), a OI alcançaria um lucro de R$ 224 milhões em 2021, com um Ebitda de R$ 1,3 bilhão.

A OI (OIBR3), em recuperação judicial, protocolou uma proposta de aditamento ao plano de recuperação judicial.

Sendo que a companhia sentiu a necessidade de realizar o aditamento devido à frustração de determinadas expectativas e premissas, nos âmbitos, legal, regulatório e de mercado.

Segundo a companhia, o objetivo do aditamento ao plano de recuperação judicial, tem como principal objetivo a transformação de seu modelo de negócio.

Visto que, a empresa concentrará suas atividades com foco na utilização e rápida ampliação de sua extensa infraestrutura de fibra ótica como diferencial competitivo.

Em razão ao pedido de aditamento ao Plano de Recuperação Judicial da OI, a empresa Ernst & Young, preparou um documento divulgado na última segunda-feira.

O documento EY abordou a continuidade do processo de alienação de ativos da OI, com a possibilidade de vender a operação móvel por R$ 15 bilhões.

Confira os principais fatores do documento elaborado pela Ernst & Young, que viabiliza que a OI reverta um prejuízo de R$ 9,3 bilhões em 2020 para um lucro de R$ 224 milhões em 2021.

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Modelo de Separação Estrutural adotado pela OI

De acordo com o Aditamento ao Plano de Recuperação Judicial, é previsto a segregação de 4 Unidades Produtivas Isoladas (UPI).

Sendo que elas compreendem ativos, passivos e direitos das empresas recuperandas do Grupo Oi. As 4 Unidades Produtivas Isoladas (UPI) são:

  • UPI Ativos Móveis;
  • UPI Torres;
  • UPI Data Center;
  • UPI InfraCo.

De acordo com o plano estratégico, o aditamento ao plano de recuperação judicial da OI, compreende a formação e a venda das UPIs, sendo:

ServiçosUPIAlienaçãoPreço mínimo de venda
Operação MóvelAtivos Móveis 100%R$ 15 B
Infraestrutura Passiva Data Center 100%R$ 0,325 B
Infraestrutura PassivaTorres100%R$ 1 B
Operação de redes de telecomunicaçõesInfraCo 25,5% à 51%Secundária mínima de R$ 6,5 B

A companhia optou por realizar o desinvestimento em alguns dos seus ativos, com o objetivo de vender imóveis não operacionais e ativos operacionais, gerando recursos para a OI.

Através da soma da venda da divisão móvel, de data centers, torres e da unidade de infraestrutura, a OI espera alcançar R$ 22,8 bilhões.

De acordo com a OI, a UPI InfraCo será composta por 100% das ações de emissão da SPE InfraCo, o que garante participação no segmento de infraestrutura em fibra óptica.

O modelo de separação estrutural é implementado pelo setor de telecomunicações, sendo um dos modelos de competição mais adotados pelas companhias.

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Plano com Credores

Os credores poderão ter o seu pagamento adiantado, de acordo com o aditamento ao Plano de Recuperação Judicial da companhia.

Classe de CredoresBenefício
Credores TrabalhistasCréditos de até R$ 50 mil pagos no prazo de até 30 dias da homologação do Aditamento ao Plano de Recuperação Judicial.
Credores com Garantia RealPagamento em 30 dias dos créditos após a venda da unidade móvel.
Credores QuirografáriosValores superiores à R$ 3 mil serão pagos em 45 dias após a aprovação do plano pela assembleia de credores.
Credores Quirografários Valores de até R$ 3 mil poderão optar pelo recebimento dos créditos em parcela única.
Credores Quirografários ME/EPP Poderão optar pelo recebimento em parcela única e integral dos créditos remanescentes  de até R$ 35 mil.
Credores Quirografários ME/EPP Valores de até R$ 35 mil poderão optar pelo recebimento em parcela única

*Credores Quirografários ME/EPP: Credores Quirografários Microempresa e Empresa de Pequeno Porte

Será permitido realizar o leilão reverso, podendo promover rodadas de pagamento antecipado aos credores quirografários que oferecerem a maior taxa de deságio em cada rodada realizada.

Além do abatimento do valor devido aos credores, a OI poderá buscar a abertura de novas linhas de crédito no valor potencial de R$ 2 bilhões.

Também será permitido buscar linhas de créditos a serem contratadas pela SPE InfraCo com os Credores Quirografários no limite de R$ 3 bilhões com validade de até 3 anos para utilização.

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Projeções financeiras da OI

A receita originada da OI, será decorrente da  SPE InfraCo, empresa que vai reunir toda a infraestrutura de fibra óptica da OI.

De acordo com o plano estratégico da companhia, a OI prestará serviços para outras operadoras e demais provedores além do Grupo OI.

Os dados financeiros projetados para OI, prevê um crescimento para a receita líquida da companhia no decorrer dos anos.

Porém, o destaque ficou para o ganho de eficiência ao longo dos anos, visto que a projeção considera um maior crescimento para o Ebitda.

O que contribui para que OI permaneça com sua margem ebitda em crescimento no período de 2021 à 2029.

Gráfico da Receita Líquida Projetada para a OI
Gráfico da Receita Líquida Projetada para a OI

A Oi projeta uma redução de 69% do Ebitda em 2021, principalmente em decorrência da venda da UPI Ativos Móveis.

Porém, a companhia projeta uma recuperação do seu Ebitda, com a aceleração da implantação do FTTH (Fiber to the Home).

Além de uma menor concentração nos serviços atrelados ao cobre, além da implantação de medidas de otimização de custos e despesas.

Gráfico do Ebitda Projetado para a OI
Gráfico do Ebitda Projetado para a OI

Resultado da OI no Primeiro Trimestre de 2020

O resultado da OI (OIBR3) no primeiro trimestre de 2020 (1t20), divulgado no dia 15 de junho, apresentou um prejuízo líquido de R$ 6,2 bilhões.

O Ebitda da OI atingiu R$ 1,5 milhão no 1t20, apresentando retração de 5,8% na mesma comparação anual.

A margem ebitda foi de 32,3%, um crescimento de 3,5 p.p. quando comparado ao 4t19.

Já a margem líquida da OI atingiu -45,2% no 1t20, apresentando crescimento de 79% na comparação com o 4t19.

As ações da OI (OIBR3) acumulam alta de 17,35% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e baixa de -19,58% nos últimos 12 meses.

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A OI vai se recuperar em 2021?

Com a homologação do aditamento do plano de recuperação judicial, a OI tem grandes chances de se tornar uma empresa lucrativa em 2021.

Isto porque, a companhia terá o seu passivo bastante reduzido, contribuindo para que ela consiga continuar honrando seus deveres com os credores.

Em relação à projeção do seu Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE) ao longo dos anos, a companhia demonstrou resultados dentro da realidade que a companhia se encontra.

Foi observado uma forte redução de custos e despesas, além de uma redução significativa da conta Depreciação e Amortização.

Fatores que de fato podem fazer com que a companhia consiga gerar valor ao longo dos anos.

Outro ponto de atenção, ficou para a receita, visto que foi projetado uma redução de R$ 7 bilhões em sua receita líquida no ano de 2021.

Em razão ao desinvestimento da UPI Ativos Móvel, que será tratada como um ativo para a venda.

Porém, a partir de 2021, a OI espera passar por uma grande reestruturação em seu modelo de negócios. Se tornando uma empresa lucrativa, concentrando sua atuação na padronização da fibra óptica no Brasil.

Análise de Ações

Laudo Econômico Financeiro da Ernst & Young

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