O que são Dividends Aristocrats?

Do inglês, Dividends Aristocrats é um termo que pode ser traduzido como Aristocratas dos Dividendos. A palavra é usada para classificar empresas que pagam dividendos de forma diferenciada aos acionistas.

Isso porque além do pagamento consistente como já acontece em algumas empresas. Dentro do mercado financeiro, uma organização considerada Dividend Aristocrat é aquela que aumenta anualmente o seu pagamento.

Em geral, essa classificação é composta predominantemente por grandes empresas. Ou seja, aquelas já bem estabelecidas no mercado e que não apresentam mais um crescimento acelerado.

Com isso, os Dividends Aristocrats tornam-se à prova de recessão, gerando lucros consistentes independentemente do cenário econômico. Para identificar esse tipo de empresa, a organização deve atender os seguintes critérios:

  1. Pagar dividendos de forma consistente e estável aos seus acionistas; 
  2. Aumentar o valor dos dividendos anual e progressivamente por pelo menos 25 anos.

Outros fatores podem ser considerados ainda, tal como a liquidez do ativo. Assim como o tamanho da empresa, o que costuma ser relacionado a sua estabilidade e crescimento no mercado.

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Como Funcionam os Dividends Aristocrats?

O funcionamento de empresas Aristocratas dos Dividendos é bastante simples. Pois, é definido por aquelas que mantém o seu dividend yield (rendimento de dividendos) alto, normalmente, devido aos seguintes fatores:

  • Sua capacidade de manter as vendas mesmo em momentos de crise e recessão;
  • A lucratividade consistente por serem negócios já estabilizados no mercado;
  • Um crescimento desacelerado e valorização reduzida de suas ações.

Tudo isso faz com que seja menos comum a existência de Dividends Aristocrats. O último fator é justamente o que justifica uma distribuição maior e gradual de dividendos aos acionistas.

Como a empresa já é bem desenvolvida, em termos de crescimento e valorização ela não tem muito a oferecer aos investidores. Ao contrário de empresas que estão ainda nesse processo.

Em contrapartida, elas conseguem oferecer um rendimento maior e até mesmo previsível. Desse modo, servindo como uma recompensa que atrai novos investidores e mantém sua captação de recursos.

Tais aspectos fazem também com que existam poucas organizações desse tipo no mercado. É comum que, mundialmente, não existam mais do que cerca de 100 Dividends Aristocrats em um mesmo momento. 

No ano de 2020, entre o índice S&P 500 da Standard & Poor 's, estavam listados apenas 64 negócios aristocratas. Distribuídas entre diferentes setores econômicos, tais como:

  • Serviços de comunicação;
  • Indústrias de consumo;
  • Serviços financeiros;
  • Materiais básicos;
  • Petróleo e gás; 
  • Construção; 
  • Tecnologia;
  • Energia;
  • Varejo; 
  • Saúde;
  • Etc.

Existem Dividends Aristocrats brasileiras?

No cenário brasileiro também existem empresas consideradas Dividends Aristocrats, mas, com apenas 5 anos de consistência e aumento no pagamento de dividendos. Como aponta o índice nacional do 500 S&P.

Estão listadas na B3 (Bolsa de Valores), 30 empresas brasileiras dentro da categoria. De modo que são monitoradas e analisadas pelo índice S&P Dividendos Brasil, que inclui ações como:

  • SANB11 - Banco Santander Brasil: serviços financeiros;
  • MRVE3 - MRV Engenharia: construção civil;
  • CMIG4 - CEMIG: energia.

Quais Tipos de Empresas Podem ser Dividends Aristocrats?

Em geral, são empresas de grande porte já bem estabelecidas no mercado. Ou seja, aquelas que oferecem lucros previsíveis e tem suas operações pouco ou nada afetadas por crises econômicas.

Organizações desse tipo são consideradas as melhores pagadoras de dividendos. Pois, além de realizar a distribuição de forma regular aos acionistas, sua estabilidade nos lucros justifica o volume das compensações.

Podemos considerar os setores de serviços financeiros, construção e energia, os mais comuns entre Dividends Aristocrats. Pois, prestam serviços ou comercializam produtos de uso cotidiano, altamente consumidos no mundo todo.

A área da saúde, das indústrias e o mercado imobiliário também se encontram presentes em peso nessa categoria. Indo em contrapartida o setor da tecnologia, que encontra-se menos presente. 

Do mesmo modo que startups e empresas iniciantes, esse setor foca mais no reinvestimento dos lucros. Isso porque seu foco está voltado ao sustento de um crescimento acima da média. 

Enquanto os pequenos negócios e startups muitas vezes possuem prejuízo líquido.

O que as impossibilita de pagar dividendos ou as torna “más” pagadoras, já que tem pouco a oferecer.