O que são Despesas Não Operacionais?

Despesas Não Operacionais são aquelas despesas que não fazem parte da operação principal da companhia.

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Um exemplo de despesa que não faz parte do negócio principal da empresa são as despesas financeiras.

Despesas com a área administrativa, comercial, produção e similares fazem parte, uma vez que são necessárias para a manutenção da companhia em si.

Uma empresa com a produção funcionando a todo vapor precisa de uma área comercial para negociar a compra e venda, sem falar da área administrativa para coordenar as demais áreas.

Já as despesas financeiras nem sempre são fundamentais, uma vez que elas são geradas através de linhas de crédito, multas referentes a atraso de pagamentos e coisas similares.

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Despesas Não Operacionais na Prática

Um exemplo de Despesa Não Operacional são os juros sobre empréstimos ou pagamentos em atraso.

O juro em si é lançado em uma conta na despesa, mais precisamente, Despesa Financeira. Por conta disso, esses valores não serão contabilizados junto dos valores operacionais da empresa.

Exemplo de valor operacional: Consumo. As matérias de uso e consumo de uma empresa são despesas operacionais e, portanto, são consideradas como parte do custo da empresa.

Esses valores referentes a despesas operacionais e não operacionais são importantes na hora da análise.

Se os valores não estão divididos e segregados em contas corretas, a análise do controlador ou investidor pode acabar gerando distorções.

Outro exemplo de despesa não operacional são as multas de trânsito. Inclusive, dependendo da tributação da empresa em questão, as multas de trânsito devem ser excluídas do LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real).

Análise das Despesas Não Operacionais

Como as Despesas Não Operacionais não somam junto às Despesas Operacionais, a distinção entre as duas é importante.

Vamos supor que a empresa XXX está realizando uma construção que exige bastante investimento e de repente, de uma hora para outra a construção desaba e tudo que foi investido vira pó.

Os valores que estavam sendo lançados no estoque vão se transformar em perdas, uma vez que a operação deixou de existir e se tornou perdas.

Essas perdas vão parar no grupo de Despesas Não Operacionais. Não é da operação da firma esse tipo de despesa (perdas) e, portanto, não faz parte do resultado operacional.

Sendo assim, quando analisado o balancete ou DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício), aquele que estiver analisando poderá identificar um valor elevado nas Despesas Não Operacionais.

Dentro de uma análise, esses valores podem ser considerados “pontuais”, uma vez que não são recorrentes.

A mesma coisa pode ser dita das despesas com empréstimos e demais linhas de crédito.

A companhia em si até pode conseguir boas margens de resultado, mas quando não chega à parte de Despesas Não Operacionais, o resultado se inverte e a empresa começa a registrar prejuízos.

Isso se dá pelo nível elevado de capital de terceiros dentro da operação da firma. Coisa que tem muito mais a prejudicar do que ajudar no resultado total da firma.

Relevância das Despesas Não Operacionais

Despesas Não Operacionais muitas vezes não tem caráter de recorrência. Mesmo quando estamos tratando de juros sobre empréstimos e demais encargos.

Os encargos cobrados em empréstimos e linhas de crédito às vezes possuem variações periódicas, conforme a inflação ou o juro oscila.

Se o juro cair ou a inflação, então aquela linha de crédito terá uma redução em seus encargos. Ocorrendo o fim dos pagamentos, a empresa não terá mais juros a pagar.

Por outro lado, as Despesas Operacionais sempre vão continuar ocorrendo de forma similar, uma vez que elas são necessárias para a manutenção do negócio da empresa.