Se é verdade que já experimentamos alguma queda nas mortes e hospitalizações decorrentes da pandemia, também estamos vivendo um mês de abril em que o ritmo de vacinação tomou alguma velocidade, ainda que de forma errática.

Não podemos idealizar nada aqui por essas bandas, mas aí é que está o pulo do gato. 

O mês de maio deverá servir para encerrar o processo de vacinação dos grupos prioritários, obviamente constando com que teremos um maio com um processo de vacinação mais intenso ainda que o mês de abril.

Gosto de repetir o que Galló falou sobre a Flórida após imunizar um pouco mais de um quarto da população.

Os hospitais foram esvaziando, o número de casos não cresceu, mesmo com as pessoas lotando bares, shoppings, restaurantes.

Sim, sei que não somos a Flórida, ainda que por lá vejamos muitos brasileiros, mas de alguma maneira a história deve se repetir de maneira semelhante.

E talvez eu não esteja aqui para dar respostas, mas para fazer perguntas…

Afinal, como estará a situação da pandemia aqui no Brasil daqui a 2 meses?

Ao que tudo indica, passamos pelo pior, que veio no final de fevereiro, e com o avanço do cronograma de imunização as coisas devem melhorar sensivelmente, dado que os grupos de risco estarão imunizados quase que em sua totalidade.

E o que se desdobra disso?

As coisas poderão (rápido ou devagar) ir voltando ao normal.

Como falou um executivo do grupo Alliance Sonae (ALSO3), “todos os shoppings do grupo estão abertos”.

Há algum tempo não víamos isso.

Ao mesmo tempo em que as ações do segmento de shoppings seguem com preços deprimidos.

Está aí um setor para ser olhado com carinho.

Desse dia 28 até o final de maio muita coisa pode mudar (para melhor) no mercado financeiros.

Claro, não podemos esquecer que estamos no Brasil.

Isso é premissa básica de sobrevivência.

Mas está aí Arthur Lira anunciando que enviará o primeiro texto da reforma tributária no dia 3 de maio.

Estão ainda mais na feição uma reforma administrativa e uma eventual privatização de Eletrobras (ELET6) ou Correios.

Faça as suas apostas.

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Mesmo com fortes resultados corporativos lá fora e atividade recuperando em uma velocidade impressionante, o Federal Reserve e o governo Joe Biden se mostram bastante inclinados a seguir com os estímulos, o que, em última instância, vai ser bom para os mercados.

Paralelo a isso (ou até mesmo em decorrência disso), os preços de commodities estão batendo máximas dos últimos 3 anos.

Isso ajuda muito o Brasil.

O vento que está vindo parecer ser todo a favor.

Lembrem de não idealizar nada por aqui, como já falei.

Se formos focar estritamente nas empresas listadas na bolsa de valores, é difícil não ficar otimista.

Tem muita coisa boa e barata largada na bolsa.

E maio pode, sim, ser o mês da antecipação de toda essa reviravolta positiva.

Como vocês sabem, tudo passa e nada é para sempre.

Para o bem e para o mal.

E o investidor otimista deve sempre se aproveitar disso.