A fabricante de carros elétricos Tesla (TSLA34) anunciou nesta segunda-feira (8) que fez um aporte de US$ 1,5 bilhão em bitcoins, segundo documento protocolado na Securities and Exchange Commission (SEC).

A companhia disse que comprou a criptomoeda para “ter mais flexibilidade para diversificar e maximizar o retorno sobre o caixa”, de acordo com o comunicado.

Com isso, o Bitcoin voltou a disparar e renovou sua máxima histórica ao superar os US$ 44 mil mais cedo.

No Brasil, a valorização era de 15,4% às 13h20 (horário de Brasília), cotado a R$ 232.560.

Mais uma vez a criptomoeda teve um movimento relacionado com as atitudes de Elon Musk. No dia 29 de janeiro, o ativo valorizou quase 20% após o tuíte do bilionário.

Pagamentos em bitcoin

A Tesla também afirmou que "espera começar a aceitar bitcoin como forma de pagamento pelos produtos em um futuro próximo, sujeito às aplicações das leis e inicialmente com base restrita".

O aporte, então, servirá para a empresa conseguir ter uma boa liquidez no ativo para ter mais controle de seu investimento quando começar a receber pagamentos desse tipo.

Segundo o comunicado, a Tesla pode adquirir mais criptomoedas de tempos em tempos e por um longo período.

Além do aporte da empresa de Elon Musk, a entrada de outros investidores institucionais como a empresa de pagamentos de Jack Dorsey, fundador do Twitter, a Fidelity Investments, a MicroStrategy, entre outras, são apontadas como uma das causas para a valorização recente do bitcoin.

Bitcoin maior que a Tesla

A notícia de que a Tesla adquiriu a criptomoeda “abriu os portões” para novas altas do Bitcoin.

Com isso, seu valor de mercado também voltou a crescer e atingiu os US$ 810 bilhões (R$ 4,3 trilhões) fazendo a criptomoeda superar o valor de mercado da própria Tesla.

Agora, o Bitcoin é a sétima maior “companhia” em valor de mercado no mundo.

O que é bitcoin?

O bitcoin é a criptomoeda mais famosa. Estes ativos circulam apenas em ambiente digital. Para comprá-las, é necessário abrir uma conta em corretoras especializadas.

As operações são registradas por meio da tecnologia blockchain, que registra todas as quantias transferidas, quem transferiu para quem e qual o valor.

O que faz o bitcoin tão volátil é a busca por seu valor justo no mercado, já que não há lastro nem regulamentação por parte de bancos centrais.