O investidor Ray Dalio está cada vez mais preocupado com as crescentes tensões entre Estados Unidos e China, mas diz que possui uma carteira com diversidade suficiente para “cenários de fim de mundo”. 

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O atual cenário econômico mundial está mexendo com os ânimos dos investidores.

Será que estamos diante de uma próxima grande guerra mundial? E como nós investidores podemos nos proteger?

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À medida que as economias lutam contra altos níveis de inflação, dívidas inchadas e várias tensões geopolíticas, Ray Dalio alerta para a chegada do apocalipse financeiro, que será marcado por uma nova ordem mundial, com a China assumindo o lugar dos Estados Unidos. 

"Estamos nos aproximando de um desafio da ordem mundial", disse o fundador e co-diretor de investimentos da Bridgewater Associates em um episódio do Yahoo Finance Presents. 

Dalio acrescentou que há uma "probabilidade aumentada de algum tipo de guerra".

Antes, precisamos entender os tipos de guerras e as tensões entre EUA e China.

Os 5 Tipos de Guerra

Segundo Ray Dalio, a história nos ensinou que existem cinco tipos principais de guerras que precisam ser consideradas:

1) Guerras comerciais/econômicas;

2) Guerras tecnológicas;

3) Guerras geopolíticas;

4) Guerras de capitais;

5) Guerras militares.

Embora o desejo da maioria seja de que essas “guerras” não estivessem ocorrendo e que existisse a cooperação em seus lugares, Dalio alerta que mais do que reconhecê-las, precisamos devemos usar casos que aconteceram ​​na história para se preparar e saber como lidar bem com isso. 

Para montar uma carteira, precisamos observar e tentar entender os objetivos estratégicos de cada lado.

A maior rivalidade atual é entre EUA X China e nós já vemos vários graus de guerras acontecendo agora.

"Existem cinco tipos de guerras. Há uma guerra comercial, uma guerra tecnológica, uma guerra de influência geopolítica, uma guerra de capitais, na qual estamos no meio, e depois há uma guerra militar."

"Essas coisas levam os países a serem auto-suficientes e independentes. E, como resultado, a globalização diminui e o nacionalismo aumenta", explicou Dalio.

Ou seja, Estados Unidos e China já estão competindo nos 4 primeiros itens.

Embora ainda não estejam em guerra militar, pelos estudos de Ray Dalio, conflitos dessa natureza procedem às guerras militares em 5 a 10 anos.

Para evitar que isso fique fora de controle, será importante que os líderes de ambos os países tenham clareza sobre quais são as “linhas” que não podem ultrapassar.

Entenda melhor as tensões EUA x China, as lições da história sobre as guerras e os princípios que elas fornecem, de acordo com o livro "Princípios Para a Ordem Mundial Em Transformação: Por que As Nações Prosperam e Fracassam" e post compartilhado no LinkedIn de Ray Dalio.

O Que Antecede uma Nova Ordem Mundial

Ray Dalio mergulhou na história dos últimos 500 anos para escrever seu novo livro "Princípios Para a Ordem Mundial em Transformação".

Em seu estudo ele descobriu que os impérios ascendem e depois de algum tempo entram em decadência, em um padrão relativamente previsível. É o que ele chama de Grande Ciclo

Nesse ciclo, há períodos pacíficos, inovadores e prósperos, mas existem as fases de conflito e depressão, com grande disputa por riqueza e poder que levam à revoluções e guerras. 

Ray Dalio notou uma confluência de fatores inéditos acontecendo no mundo hoje. Coisas que nunca ocorreram em sua vida antes, mas que já se repetiram muitas vezes na história como:

  • Dívidas gigantescas depois de um ambiente de juros próximos de zero;
  • Sérios conflitos sociais e políticos dentro dos países motivados pela disparidade de riqueza;
  • Surgimento de uma nova potência mundial, desafiando a potência atual.

A inflação em economias avançadas, como os Estados Unidos, continua em alta, os bancos centrais estão elevando as taxas de juros e o custo de capital das empresas. 

A crise Rússia-Ucrânia aumentou as tensões entre o Ocidente e as superpotências Rússia e China.

Dalio está preocupado com o impacto que essas variáveis ​​têm no valor do dinheiro e nos investimentos.

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"Quando você tem déficits muito grandes, você tem que gastar muito em programas sociais, você tem que gastar muito em defesa, você tem que gastar muito em programas ambientais e assim por diante. Então, você tem que imprimir dinheiro para compensar essa diferença para fazer as compras, e isso desvaloriza o dinheiro", disse Dalio. 

"À medida que o dinheiro vai para outros ativos, produz mais inflação e você começa a entrar em um certo tipo de ambiente. E o ambiente em que estamos está começando a ser muito parecido com o dos anos 1970."

Esta é a primeira vez que os Estados Unidos encontram um rival de poder equivalente de verdade. 

A China está se tornando mais forte e a um ritmo mais acelerado. Se a tendência continuar, passará os EUA nos aspectos que tornam um império dominante.

Como macroinvestidor global, Dalio diz que é importante entender todos esses aspectos. É por isso que fez este estudo e o transformou em livro para que todos pudessem compreendê-los. 

Essa nova mudança na ordem mundial, afeta seu posicionamento nos investimentos hoje.

Conflitos entre Estados Unidos e China

Uma vez que os Estados Unidos e a China são potências rivais, eles estão competindo em vários domínios.

Algumas dessas “guerras” são apenas novas versões de conflitos antigos e clássicos, como, por exemplo, novas tecnologias, novas armas etc.

Para Ray Dalio, o principal princípio sobre relacionamento EUA x China é que "ambas as partes podem escolher se terão um relacionamento cooperativo-competitivo de ganha-ganha ou um relacionamento de ameaça mútua de perda-perda".

A história mostra que pequenas guerras podem sair do controle e se transformar em grandes guerras. Por isso, praticamente todas as partes desejam escolher o primeiro caminho. 

No entanto, qualquer um dos lados pode forçar o segundo caminho no outro.

Dalio afirma que, "com base no que temos visto, os Estados Unidos e a China estão claramente em quatro tipos de guerra (guerra comercial/econômica, guerra tecnológica, guerra de capitais e guerra geopolítica), embora não com intensidade, mas estão se intensificando".

Para exemplificar, ele apresenta o gráfico abaixo das tensões entre os dois países ao longo do tempo:

Conflito Estados Unidos x China
Conflito Estados Unidos x China. Fonte: Ray Dalio

Embora eles ainda não estejam no quinto tipo de guerra (guerra militar), casos anteriores, em particular no caso de 1930-1945, mostraram que esses quatro tipos de guerras precedem as guerras militares em cerca de cinco a dez anos. 

"Embora os riscos de uma guerra militar pareçam relativamente baixos, eles estão aumentando", diz Dalio.

A Guerra Comercial/Econômica

Guerra comercial é uma disputa econômica entre dois ou mais países, caracterizada pela imposição de taxas e restrições de importação.

Como todas as guerras, a guerra comercial pode passar de uma disputa educada a uma ameaça à vida, dependendo de quão longe os combatentes querem levá-la.

Para entender a guerra comercial entre EUA e China, primeiro é preciso entender o crescimento do país asiático. 

A partir da década de 70, a China começou a passar por uma reforma que tinha como objetivo aumentar em várias vezes o PIB e investir em infraestrutura e educação. 

Deu certo, a China cresceu e ganhou relevância nos mercados internacionais.

Por outro lado, os Estados Unidos, a grande potência, se viu em desvantagem.

O estopim para a guerra comercial foi em 2018. Ano em que os Estados Unidos venderam um total de US$ 120 bilhões para a China, mas compraram nada menos do que US$ 530 bilhões. 

Ou seja, a China lucrou US$ 420 bilhões na relação comercial com os Estados Unidos.

Foi então que o então presidente norte-americano, Donald Trump, começou um discurso agressivo contra a China e passou a defender a política do "América First" ou América Primeiro. 

A ideia era proteger e fortalecer os seus próprios produtos, e não os que vêm de fora.

Em setembro de 2018, o republicano aumentou as tarifas sobre mais de mil itens chineses.

O objetivo é dificultar a chegada de produtos aos Estados Unidos, o que estimularia a produção interna.

A China não deixou por isso e devolveu as taxações. 

Esse conflito continuou dos dois lados e segue até hoje com algumas tentativas de acordos. 

Os dois países decidiram suspender novas tarifas sobre importações no que seria uma "primeira fase" de um acordo comercial.

O ponto central desse acordo é que essa “negociação” era apenas para testar os poderes de cada um.

Segundo Ray Dalio, até agora, não vimos a guerra comercial EUA-China levada muito longe, mas essa guerra poderia piorar quando os países cortarem o outro das importações essenciais.

Ambos os países estão mudando para mais produção doméstica de protecionismo.

O grande problema disso é que os Estados Unidos têm a maior economia do mundo e a China, a segunda (pelo menos por enquanto).

Se cada população começar a comprar apenas os produtos da própria nação, o comércio entre os países diminui. 

No fim, fica mais caro para todo mundo, o consumo diminui, desacelera a economia mundial e derruba os mercados financeiros do mundo.

Por isso, o temor dessa disputa é que a economia global como um todo possa ser impactada, em uma reação em cadeia, prejudicando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Agora, como o Brasil fica nisso tudo? 

A guerra comercial entre EUA x China pode representar tanto oportunidades quanto riscos para o Brasil. 

Entre as oportunidades, está a exportação de alimentos. 

A China comprava muitas coisas agrícolas dos Estados Unidos. Com as tarifas encarecendo os produtos americanos, essa pode ser uma oportunidade para um novo vendedor, o Brasil, que também está entre os maiores exportadores agrícolas do mundo.

Entre os riscos está a perda de investimentos. 

Os Estados Unidos e a China são os dois principais parceiros comerciais do Brasil.

Até agora nenhuma das duas nações exigiu ainda que o Brasil se posicione de algum lado dessa guerra, mas se isso ocorrer?

A Guerra Tecnológica

Segundo Ray Dalio, "a guerra da tecnologia é uma guerra muito mais séria do que a guerra comercial, porque quem vencer a guerra da tecnologia provavelmente também vencerá as guerras econômicas e militares".

Os EUA e a China são os protagonistas nos grandes setores de tecnologia do mundo.

O setor de tecnologia chinês desenvolveu-se rapidamente no mercado interno para atender os chineses na China e se tornar um concorrente nos mercados mundiais. 

Os Estados Unidos tentam conter a ascensão da China em uma chamada "guerra fria tecnológica", que está se tornando uma área decisiva para a competição entre os dois países.

Equilibrar esforços é difícil devido à interdependência das cadeias de produção dos dois países. 

A China é uma importante fornecedora para os EUA não só com insumos e produtos baratos. Do outro lado, a China continua altamente dependente de tecnologias dos Estados Unidos e de outros países (por exemplo, chips semicondutores de Taiwan). 

Para combater as ameaças tecnológicas, os Estados Unidos estão respondendo impedindo que empresas chinesas (como Huawei, TikTok e WeChat) sejam usadas nos Estados Unidos.

O país norte-americano baniu a rede 5G da Huawei dentro do país e proibiu as empresas de fornecer software e componentes para empresas de tecnologia chinesas.

Os EUA dizem que os equipamentos dessas companhias representam um risco à segurança nacional, já que a China poderia utilizá-los para espionagem ou interferir no funcionamento da infraestrutura de outros países.

Os chineses negam as acusações e dizem que o interesse dos americanos é minar o crescimento tecnológico chinês.

Embora as razões sejam discutíveis, parte da motivação das restrições dos EUA vem da frustração americana com práticas comerciais chinesas, especialmente com a barreira para entrada de empresas de redes sociais e tecnologia. 

Empresas como Facebook, Google e Twitter estão impedidas de operar no ambiente controlado da China.

A guerra tecnológica entre esses dois países só reforçaram a "cortina de ferro digital" entre o Ocidente e a China, dividindo o mundo ainda mais em dois ecossistemas concorrentes, cada um com sua própria internet, hardware, comunicações e plataformas financeiras.

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A Guerra Geopolítica

A soberania, especialmente no que se refere ao continente chinês, Taiwan, Hong Kong e os mares do Leste e do Sul da China, é provavelmente o maior problema da China. 

A China considera que sua ascensão corrige injustiças históricas e devolve o país ao lugar que historicamente lhe corresponde.

O desejo da China de soberania e de manter sua cultura é o motivo pelo qual os chineses rejeitam as exigências americanas para que eles mudem suas políticas internas.

Eles acreditam que os Estados Unidos e os países europeus estão propensos a impor aos outros seus valores, suas crenças e seu modo de operar.

Para Ray Dalio, essas são as maiores ameaças existenciais pelas quais os chineses lutariam até a morte para derrotar os Estados Unidos.

Ao longo dos últimos anos, a influência chinesa sobre outros países tem se expandido, enquanto a influência dos Estados Unidos tem diminuído. 

Isso também é verdade em organizações multilaterais, por exemplo, as Nações Unidas, o FMI, o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio, a Organização Mundial da Saúde, a Corte Internacional de Justiça, a maioria das quais foi criada pelos Estados Unidos no início da ordem mundial americana. 

À medida que os Estados Unidos estão se afastando deles, essas organizações estão enfraquecendo e a China está desempenhando um papel maior nelas.

"Nos próximos 5-10 anos, além de haver dissociações em outras áreas, veremos quais países se alinham com cada uma dessas potências líderes", afirma Dalio.

Segundo ele, "será importante ver como serão essas alianças porque, ao longo da história, o país mais poderoso é tipicamente derrubado por alianças de países menos poderosos que são coletivamente mais fortes".

A Guerra do Capital

Para Ray Dalio, o principal risco da guerra de capital são as “sanções”.

As sanções vêm em muitas formas, sendo as categorias mais amplas financeiras, econômicas, diplomáticas e militares. 

O objetivo é cortar o inimigo do capital que ele precisa. Afinal, sem dinheiro = sem poder. 

Dalio explica que os Estados Unidos têm, de longe, o maior arsenal de sanções. 

Em 2019, havia aproximadamente 8.000 sanções dos EUA em vigor direcionadas a indivíduos, empresas e governos.

Mais importante ainda, é que os Estados Unidos têm a maior influência sobre o sistema financeiro global, pois têm a principal moeda de reserva do mundo

Isso lhe dá a capacidade de impedir a maioria das entidades de receber dinheiro e crédito.

Se isso acontece, obriga os países sancionados a trabalhar em abordagens para contorná-las (por exemplo, desenvolvendo um sistema de pagamento alternativo) ou minar o poder dos Estados Unidos de impor eles. 

Por exemplo, a Rússia e a China, estão agora desenvolvendo e cooperando umas com as outras para desenvolver um sistema de pagamento alternativo. 

O Banco Central da China foi o primeiro grande banco central a aprovar uma moeda digital, agora em fase experimental.

O yuan digital não é uma criptomoeda "comum", como o bitcoin, já que é emitida e controlada pelo Banco Popular da China.

Qualquer progresso que seja feito é uma ameaça ao reinado do dólar no comércio internacional.

A pergunta mais frequente é: “O dólar americano pode perder seu status de moeda de reserva?”

Para responder essa questão, Ray Dalio avalia os ativos em moeda de reserva e suas porcentagens atuais nos Bancos Centrais Mundiais:

Fonte: Ray Dalio

Mas novas pesquisas já foram feitas, apontando o yuan da China ganhando participação entre as moedas de reserva, mas ainda longe de ameaçar o dólar.

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A Guerra Militar

Para Ray Dalio, "é impossível visualizar como será a próxima grande guerra, embora provavelmente seja muito pior do que a maioria das pessoas imagina."

"Isso ocorre porque muitos armamentos foram desenvolvidos em segredo e porque a criatividade e a capacidade de infligir dor cresceram enormemente em todas as formas de guerra desde a última vez que as armas mais poderosas foram usadas e vistas em ação."

Existem agora mais tipos de guerra do que se pode imaginar e, dentro de cada um, mais sistemas de armas do que se conhece, como a guerra nuclear, guerra biológica, cibernética, química, espacial, entre outros tipos de guerra. 

Com base no que sabemos, Ray Dalio destaca os fatos principais:

a) a guerra geopolítica dos Estados Unidos e da China nos mares do Leste e do Sul da China está aumentando militarmente porque ambos os lados estão testando os limites um do outro, 

b) a China agora é militarmente mais forte do que os Estados Unidos em os Mares do Leste e do Sul da China, então os EUA provavelmente perderiam uma guerra naquela região;

c) os Estados Unidos são mais fortes em todo o mundo e em geral e provavelmente “ganhariam” uma guerra maior.

Embora uma guerra maior seja muito complicada de imaginar, as pessoas com as quais o investidor falou concordam que tal guerra seria "inimaginavelmente horrível".

Ray Dalio também salienta: 

  • a taxa de melhoria da China em seu poder militar, como suas outras taxas de melhoria, tem sido extremamente rápida, especialmente nos últimos 10 anos;
  • a taxa de progresso no futuro deverá ser ainda mais rápida, especialmente se suas melhorias econômicas e tecnológicas continuarem a superar as dos Estados Unidos. 

Algumas pessoas imaginam que a China poderia alcançar ampla superioridade militar em 5-10 anos.

Quanto aos possíveis locais de conflito militar, Taiwan, os mares do Leste e do Sul da China e a Coréia do Norte são os maiores pontos quentes, e a Índia e o Vietnã são os próximos maiores.

No que diz respeito a uma grande guerra quente entre os Estados Unidos e a China, cada um jogaria tudo o que tem no outro, da mesma forma que outros países na história. 

Esta Terceira Guerra Mundial provavelmente seria muito mais mortal do que a Segunda Guerra Mundial, que foi muito mais mortal do que a Primeira Guerra Mundial por causa dos avanços tecnológicos que foram feitos.

Dalio ainda acrescenta mais dois outros tipos de guerra:

1) a guerra cultural, que determinará como cada lado abordará essas circunstâncias, incluindo pelo que eles preferem morrer a desistir;

2) a guerra contra nós mesmos, que determinará quão eficazes somos, o que nos levará a ser fortes ou fracos nas formas críticas que exploramos anteriormente.

A Melhor Carteira Para O Cenário de Fim do Mundo 

Quando perguntado sobre o que acha que os investidores deveriam fazer sobre o aumento das tensões entre EUA e China, Ray Dalio reitera a importância da diversificação

"Neste momento, nossas economias estão tão interligadas… Então, não acredito que nenhum dos lados queira produzir esse tipo de separação. Acho que seria terrível para todos", disse em entrevista para a CNBC.

"O mais importante é onde haverá pontos fortes e capacidades? Ou seja, em cada lado e nesta competição, o principal é ser forte, ser capaz, e você quer investir e nos lugares que são fortes e capazes".

"Do ponto de vista do investidor, o mais importante é o longo prazo, não estar muito em caixa ou títulos, pois temos esse aperto, é claro que haverá algumas correções, mas estamos em um novo paradigma em que esses serão ativos ruins".

"Também acho que você quer ser diversificado nos Estados Unidos e em outros lugares, como China e outros lugares ao redor do mundo".

Ray Dalio também alerta para um cenário de estagflação, caracterizado pela estagnação econômica, ou até mesmo recessão, e altas taxas de inflação.

Segundo ele, isso é terrível para um investidor, pois "os títulos não darão dinheiro, o dinheiro em espécie é uma péssima ideia e as avaliações das ações cairão". 

Qual é a melhor maneira de proteger o valor do dinheiro ou sua riqueza?

"O mais importante é não possuir ativos de dívida que estão sujeitos a pressões inflacionárias. Se você estiver comprando um ativo de índice de inflação, tudo bem. São títulos de índice de inflação, mas não possuem ativos que perderão seu preço de compra. Há muita dívida."

"A segunda é criar uma carteira diversificada e equilibrada de ativos. Se você diversificar bem e observar as correlações entre as classes de ativos, verá que se uma coisa sobe, outra desce."

"Por exemplo, durante períodos de maior inflação, os preços das commodities – ouro, preços de imóveis – terão um desempenho melhor" 

"Também o mercado de ações tem partes que serão beneficiadas da inflação".

"Portanto, para criar um portfólio diversificado, a diversificação é de suma importância, pois é a maneira de manter um bom retorno sem tanto risco." 

"Em outras palavras, se você escolher investimentos que tenham aproximadamente o mesmo retorno esperado, mas não estejam correlacionados e juntos, pode-se reduzir até 80% do risco sem reduzir o retorno".

Então, é preciso criar uma boa diversificação e isso inclui a diversificação dos países.

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