O perfil do investidor brasileiro da bolsa de valores, B3, está mudando e ficando mais jovem.

Segundo estudo feito pela B3 (B3SA3) e divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo, a idade média do cliente pessoa física no mercado de ações nacional recuou quase 11 anos desde 2016.

A idade média do investidor que era de 48,7 anos e agora está em 37,9 anos

Dos 5 milhões de brasileiros com contas na bolsa de valores, 62% têm menos de 40 anos.

Parte desta transformação no perfil dos investidores da B3 foi impulsionada pela entrada de jovens profissionais no mercado financeiro.

Cerca de 600 mil brasileiros com idade de até 24 anos já investem em ações. Este número representa 12% do total dos investidores em renda variável. 

Este foi o grupo que mais cresceu percentualmente. Cinco anos atrás, esta parcela da população não chegava a representar nem 1% do total dos investidores em bolsa de valores.

Segundo a B3, o processo de digitalização ajudou neste processo, já que os jovens cresceram com acesso a mais informações na internet e com as operações ocorrendo via internet.

5 milhões de contas 

Em janeiro de 2022 a bolsa de valores brasileira atingiu a marca de 5 milhões de investidores com contas em corretoras, sendo que mais de 2 milhões compraram sua primeira ação ao longo dos últimos 12 meses.

O número se divide entre 1.2 milhão de contas de mulheres e 3.8 milhões de homens.

Já o número de CPFs únicos é de 4,2 milhões, uma vez que uma mesma pessoa pode ter conta em mais de uma corretora.

Renda de até R$ 5 mil

A pesquisa da B3 também apontou que a maior parte (56%) dos novos investidores da bolsa de valores têm renda mensal de até R$ 5 mil e aplicam somente R$ 50 em seu primeiro aporte.

“Muitos estão investindo para aprender. A ideia é mostrar que esse investimento é de longo prazo e não é uma corrida de 100 metros”, afirmou o diretor da B3 responsável pelo relacionamento com clientes e pessoas físicas, Felipe Paiva, ao jornal Estado de S. Paulo. 

Raio-x do investidor da B3

O mais recente levantamento da B3, relativo ao último trimestre de 2021, traz os seguintes destaques sobre o investidor pessoa física brasileiro:

Primeiro investimento mais baixo

Os primeiros investimentos das pessoas em renda variável estão sendo feitos com valores cada vez mais baixos. 

Em dezembro de 2021, a mediana do primeiro investimento foi de R$ 44, o menor valor observado desde janeiro de 2014.

Mais investidores em BDRs

Houve um aumento de 994% no número de CPFs em Certificado de Depósito de Ações (BDRs), em comparação com o mesmo período de 2020.

O valor em custódia também aumentou em 150%, chegando a R$ 8,8 bilhões. 

Isso demonstra que a pessoa física está buscando formas de acessar ativos no exterior através da B3, de forma segura e sem a necessidade de envio de remessas de dinheiro para fora do país.

Mais investidores em ETFs

Houve um crescimento de 109% no número de novos investidores em Fundos de Índices (ETFs), chegando a 500 mil investidores em 2021. 

Investimento em ações continua

O investimento em ações segue em alta, com aumento de, aproximadamente, 30% no período, chegando a 3,1 milhões de CPFs. 

Esse movimento reforça uma tendência que vinha se formando desde 2020, quando as quedas na taxa de juros atraíram mais pessoas para a renda variável. 

Mesmo com as sucessivas altas na Selic, desde o ano passado, o que se verifica é que as pessoas físicas vêm mantendo posições em renda variável e a diversificação em suas carteiras.

Maior diversificação

No último trimestre de 2021, cresceu ainda mais o número de investidores com produtos além das ações. 

Em 2016, três em cada quatro pessoas físicas (75%) detinham somente ações. Já em 2021, esse percentual foi de 35%. 

“Isso demostra que os investidores estão experimentando mais o mercado de capitais e diversificando seus investimentos, o que é, sem dúvida, a forma mais segura de administrar uma carteira”, comenta Paiva.

A diversificação está refletida não só na variedade de produtos, como também na quantidade de tickers nas carteiras. 

Em 2016, 21% dos investidores PF possuíam mais de 5 ativos em carteira. Em 2021, esse número subiu para 37%.

Fonte: B3

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