O que é Fixação Funcional?

A fixação funcional é um fenômeno da psicologia conhecido como um tipo de viés cognitivo. Nele, é descrito as limitações e dificuldades da atribuição de um novo uso a objetos comuns.

Quer Aumentar a Rentabilidade dos Investimentos? Receba um Aconselhamento Gratuito.

Ou seja, é uma tendência que os humanos possuem de fazer uso de serviços e produtos apenas da maneira convencional. Pois, existe uma fixação prévia de como ele funciona. 

Uma limitação essa que nos impede ainda de utilizar algo de maneira mais eficiente e até mesmo barata. O que aconteceria devido ao seu melhor aproveitamento de forma ampla.

Normalmente, a fixação funcional surge do senso coletivo de como as pessoas costumam consumir determinado item ou serviço. O estudo desse viés teve início nas pesquisas de Karl Duncker, psicólogo alemão.

De forma básica, esse viés comportamental tenta explicar o motivo de não usarmos alguns itens de maneira mais eficiente. Nos negócios esse conceito é muito importante, pois:

  • A inovação é essencial na atualidade e, com isso, ser capaz de pensar de diversas maneiras é vital nos negócios;
  • A fixação funcional é vista como uma barreira criativa, afetando o desenvolvimento de novas ideias;
  • A criatividade é uma forma de dar novos significados a uma mesma coisa.

Na prática, o conceito pode tornar os processos de criação e desenvolvimento retrógrados. Isso porque cada dia mais buscamos itens e serviços de múltiplas funcionalidades que simplifiquem o cotidiano.

Ficou na Dúvida Sobre Investimentos? Baixe Grátis o Dicionário do Investidor.

Como Funciona a Fixação Funcional?

A fixação funcional funciona com base naquilo que chamamos de padronização mental. Ou seja, a visão que temos de que cada coisa possui uma funcionalidade específica e nenhuma além desta.

Limitante em muitos aspectos, esse viés é um processo até certo ponto necessário. Pois, é utilizado pela mente como forma de nos impedir de usar algo de maneira não indicada.

Por exemplo, jogar querosene em uma fogueira para aumentar suas chamas. De fato o fogo aumentaria, mas os riscos dessa atitude podem causar sérios danos.

Logo, esse processo mental é instaurado pelo cérebro para facilitar o processo de escolha de forma mais segura. Ao mesmo tempo, gastaria menos energia ao analisar os cenários diversos.

O conceito de fixação funcional teve seu primeiro experimento realizado por Duncker. A intenção por trás do experimento foi atestar a existência deste viés cognitivo e seus impactos.

Para isso, um grupo de pessoas foram convidadas a realizar uma missão aparentemente simples. Ao grupo foi dado um kit com vela, uma caixa de fósforos e umas tachinhas.

Com o objetivo de utilizar esse kit para prender a vela na parede mas, sem que ao fazer isso a cera pingasse na mesa em que estavam sentados.

A resposta mais eficaz nesse cenário seria retirar as tachinhas da caixa e prender a vela na parede. Depois, prender a caixa vazia de forma que a cera caísse dentro dela.

No entanto, como a caixa das tachinhas é vista apenas como uma embalagem e nada mais, poucos chegam a essa conclusão. Ou seja, como algo não funcional sendo desconsiderado. 

Quais os Impactos da Fixação Funcional nas Finanças?

Quando o assunto é finanças, a fixação funcional além de uma limitação, torna-se ainda um desperdício de recursos. Pois, pensar de forma limitada faz com que você acabe despendendo mais dinheiro.

Por exemplo, você tem um processador bastante potente e compra uma máquina de fazer sucos, daquelas que prometem extrair toda a polpa. Mas, seu liquidificador não faz isso também?

Num cenário como esse, comprar um novo equipamento acaba sendo um desperdício de dinheiro. Já que você já possui um produto que possui a mesma função.

Até mesmo ter uma ideia inovadora de serviço ou produto que faria você ganhar mais dinheiro. Mas que você não coloca em prática pois sai do padrão conhecido, é um desperdício.

Nessa situação, você estaria deixando de se beneficiar e lucrar mais. O mesmo pode acontecer nos investimentos, quando você tem um dinheiro que quer deixar guardado para emergências.

Muitas pessoas tendem, então, a guardar o valor na poupança, que é a aplicação mais falada nesses casos. Mesmo que seus rendimentos estejam bem abaixo de outras aplicações da renda fixa.

O que acontece é que outras aplicações são vistas por muitos como apenas para enriquecer. Enquanto diversas delas possuem boa liquidez e bons rendimentos, com prazos curtos a médio.

Assim, sendo uma melhor opção para deixar esse dinheiro guardado sem desperdiçar sua rentabilidade ou desvalorizá-lo frente a inflação.