O que é Dívida Interna?

A dívida interna faz parte da dívida pública de um país, sendo aquela que diz respeito aos débitos contraídos de forma interna. Ou seja, é quando o Governo recorre a:

  • Pessoas físicas e jurídicas;
  • Instituições financeiras.

Como Saber a Hora de Entrar e Sair dos Investimentos? GI Wealth faz Gestão para Investimentos Superior a R$ 300 mil.

Em geral, através de financiamentos e empréstimos para captação de recursos dentro da própria nação.

Um dos exemplos dessa captação que é realizada internamente encontra-se nos títulos do Tesouro Direto.

Isso quer dizer que ao aplicar capital na compra desses títulos, o investidor realiza uma espécie de empréstimo ao Governo.

Assim, aumenta-se os débitos da dívida pública interna em nosso país.

Mas, não são apenas esses pontos que caracterizam esse conceito. Pois, para ser considerada uma dívida interna, as operações devem ser feitas em moeda nacional, ao contrário da dívida externa. 

Na prática, empresas e investidores estrangeiros também podem financiar esse tipo de dívida. Desde que tenham acesso ao mercado financeiro de outro país, para adquirir seus títulos da dívida pública.

Um país costuma recorrer à captação por títulos de dívida pública quando seus gastos são maiores que a arrecadação. A fim de superar o desequilíbrio para cobrir o orçamento público.

O país toma essa medida como uma alternativa para evitar o descumprimento de obrigações públicas com a população. Bem como, evitar a necessidade de aumentar as cargas tributárias e impostos.

Ficou na Dúvida Sobre Investimentos? Baixe Grátis o Dicionário do Investidor.

Como Funciona a Dívida Interna e seus Impactos?

A dívida interna, ou dívida doméstica, funciona de forma semelhante aos empréstimos. Mas, sendo o Governo quem contrai a dívida, e não uma pessoa física (PF) ou jurídica (PJ).

Isso acontece por meio da emissão de títulos de dívida pública. Desse modo, o Governo vende seus papéis oferecendo o pagamento de juros aos investidores - que são seus credores

Todo o valor arrecadado é usado para cobrir o déficit orçamentário da nação, garantindo os recursos necessários. Enquanto o investidor também se beneficia com o rendimento através dos juros prometidos.

É preciso entender que essa ação traz vantagens e desvantagens. Da mesma forma que a captação de recursos por emissão de títulos movimento o mercado financeiro, contribuindo com:

  • Aumento da produtividade econômica;
  • Circulação de produtos e serviços;
  • Crescimento empresarial;
  • Geração de empregos;
  • Melhorias salariais.

Por outro lado, existem os riscos de endividamento elevado no qual o país não se torna capaz de pagar seus credores. Como também acontece na dívida externa, em moeda estrangeira.

Inclusive o Brasil mesmo por anos não era considerado capaz de arcar com sua dívida pública externa. Em ambos os casos, o país fica com imagem de pagador não confiável.

O impacto disso é que torna-se mais difícil arrecadar recursos dessa forma. Já que os investidores se tornam mais cautelosos preferindo não investir em títulos de uma nação pouco confiável.

Ao mesmo tempo, existem os riscos do aumento inflacionário e queda do poder de compra. Pois, para quitar suas dívidas o país se vê obrigado a colocar mais moedas em circulação.

Neste cenário, os diversos setores econômicos tendem a cortar seus custos.

Logo, levando a um aumento no desemprego e redução salarial até o ponto que atinge-se uma recessão econômica.

Como os títulos da dívida interna são categorizados?

A dívida pública interna, como mencionado antes, é gerada através da emissão de títulos que financiam as atividades do país. No Brasil, esses títulos são categorizados de duas formas:

  1. Emissão por oferta pública: são os papéis emitidos pelo Tesouro Nacional e que podem ser obtidos em um esquema de ofertas baseadas no seu valor diário;
  2. Emissão direta: são os títulos disponibilizados diretamente no mercado, quando o governo assume as dívidas dos distritos federais, municípios e estados com a finalidade de cumprir alguma obrigação pré-determinada.

Quais os Principais Compradores de Títulos da Dívida Interna?

O déficit orçamentário determina as taxas de juros a serem pagas, então, quanto maior o risco maior elas se tornam. Atualmente, os principais compradores dos títulos da dívida pública são:

  • Instituições financeiras privadas: como bancos, seguradoras, corretoras, órgãos do governo, entre outros;
  • Investidores estrangeiros: como o nome já demonstra, são títulos comprados em moeda nacional mas, por pessoas físicas ou jurídicas de outros países;
  • Fundos de Investimentos: categoria composta praticamente por pessoas físicas;
  • Previdência: assim como a anterior, é formada basicamente por pessoas físicas.

No Brasil, atualmente a maior parte dos credores do governo são pessoas físicas que compõem as duas últimas categorias listadas.

O que foi altamente estimulado pelo desenvolvimento digital.

Pois, com ele se tornou muito mais fácil e acessível aos cidadãos brasileiros investir diretamente no Tesouro Nacional.

As taxas de juros mais atrativas por meio de corretoras também contribuíram.