O que é custo de produção?

Custo de produção abrange tudo aquilo que foi gasto no processo de produção de produtos vendidos no mercado.

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Definir bem os custos de produção é uma das etapas fundamentais da administração de uma empresa.

Esta também é uma tarefa importante para quem quer analisar e comprar ações de empresas.

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Para que serve o custo de produção?

É a partir da dedução dos custos de produção da receita ganha que é possível ter noção sobre o retorno financeiro da atividade que a empresa realiza.

Os custos de produção abrangem uma ampla gama de fatores e também possuem diversas características.

No geral, o custo de produção onera a atividade produtiva. 

Por isso, é fundamental para o gestor diminuir o máximo possível o custo de produção para que possa oferecer bens e serviços cada vez mais baratos para o consumidor.

Entretanto, o segredo do sucesso é fazer a gestão dos custos sem que haja queda de qualidade dos produtos.

Quanto mais o administrador conhecer sobre os custos de produção do seu negócio maior será a sua capacidade de saber o que está pesando sobre o processo e o que pode ou não cortar.

Entendendo o custo de produção

A separação dos custos de produção em categorias diferentes é fundamental para o administrador entender como a empresa gasta seus recursos na produção e o que deve ser feito para se tornar mais eficiente.

Para analisar os custos de produção, o primeiro passo é entender o que entra nesta conta e quais as suas fontes.

Geralmente, podemos separar os custos de produção em três grandes grupos:

  • Custo de mão de obra;
  • Custo de matéria prima;
  • Custos diversos (depreciação, aluguéis, energia, manutenção, etc).

Além disso, é também necessário saber diferenciar custo de despesa.

Os custos dizem respeito a fatores diretamente relacionados à produção, como as matérias primas, os salários, as máquinas e equipamentos.

Já as despesas dizem respeito aos gastos necessários para manter a empresa funcionando, mas que não estão diretamente ligados à produção, como os gastos de escritório, aluguéis, marketing, etc.

Por fim, há uma outra dimensão que deve ser observada sobre a análise dos custos de produção: o seu efeito sobre o caixa da empresa.

Os custos com efeito caixa dizem respeito aos custos que impactam diretamente o caixa da empresa, ou seja, quando há a saída de dinheiro do caixa da empresa. 

Exemplos destes custos são os pagamentos de salários e de fornecedores.

Já os custos “não-caixa” são aqueles que não apresentam um gasto financeiro diretamente, mas que são considerados nos balanços.

Um exemplo de custo não-caixa é a depreciação das máquinas e equipamentos.

Tipos de custos de produção

Tendo em mente as várias dimensões que os custos de produção apresentam, é hora de entender quais os tipos de custos de produção que existem.

Cada tipo de custo de produção nos dará uma característica específica sobre os processos da empresa.

Entre os custos de produção existentes, podemos citar:

  • Custo variável
  • Custo fixo
  • Custo total
  • Custo marginal
  • Custo de oportunidade

Vejamos um pouco sobre cada um.

Custo variável

Um dos passos mais importantes na hora de realizar a análise dos custos é distinguir os custos fixos dos custos variáveis.

Em teoria, essa diferenciação é simples.

Basicamente, os custos variáveis são todos os gastos que variam conforme a quantidade produzida.

Um dos principais componentes do custo variável são os insumos utilizados na fabricação dos produtos.

O gasto com salários também pode entrar nesta conta, principalmente se o aumento da produção requerer uma das duas medidas a seguir:

  1. Aumento de contratação de funcionários;
  2. Aumento de horas trabalhadas e remuneradas por parte dos trabalhadores já empregados.

Custo fixo

Os custos fixos são o contrário dos custos variáveis, ou seja, não variam de acordo com a quantidade produtiva.

Um exemplo comum são os aluguéis dos imóveis utilizados para produzir e armazenar a produção. 

Aqui temos que, o valor que a empresa gastará com esses custos será independente da quantidade produzida. 

O custo fixo pode alterar caso a empresa opte por aumentar ou diminuir sua estrutura, mas, no geral, este tipo de custo tende a ser inalterado por um período considerável de tempo.

Custo fixo médio

O custo fixo médio nada mais é do que o custo fixo total dividido pela quantidade produzida.

Esse componente de custo é importante para analisar a eficiência com que a estrutura responsável pelo custo fixo é utilizada.

Quanto menor for o custo fixo médio é sinal de que a empresa está aproveitando bem sua estrutura fixa.

Se o custo fixo médio aumentar é sinal que há uma ociosidade na empresa, podendo ser necessário repensar algum dos processos para aumentar o volume de vendas.

Custo marginal

O custo marginal é fundamental para a empresa ter noção sobre o seu nível de eficiência e definir a quantidade a ser produzida.

O custo marginal diz respeito ao custo de se produzir uma unidade a mais do que a produção atual.

Suponhamos que uma empresa tenha uma determinada quantidade média que costuma produzir para atender seus clientes e que, em um dado momento, tenha conquistado um cliente novo.

Como saber se vale a pena vender para ele?

É a partir do custo marginal que isso será decidido.

Se o custo de produzir uma quantidade adicional de produto for maior do que a receita adicional que a empresa receberá com as vendas é sinal de que não valerá a pena o esforço.

Isto ocorre pois produzir uma unidade a mais não traria nenhum retorno adicional, mas sim um custo adicional que não seria coberto pela receita adicional (receita marginal).

Um ponto interessante de se notar sobre o custo marginal é que ele é muito alto no início e depois vai se reduzindo.

Para saber o nível ótimo de produção de uma empresa, é necessário comparar o custo marginal com a receita marginal.

Se o custo marginal for igual a receita marginal, é sinal que a empresa está operando de maneira a maximizar seu retorno financeiro.

Se a receita marginal for maior que o custo marginal, significa que a empresa pode tentar produzir mais ainda.

Já se a receita marginal for menor que o custo marginal, então é sinal que a empresa deve diminuir sua produção, se quiser obter lucros maiores.

Custo total

O custo total é bem simples. Como o próprio nome diz, é o custo que representa o somatório de todos os custos de uma empresa. 

Aqui abrange tanto os custos fixos quanto os variáveis.

Custo total médio

O custo total médio é obtido através da divisão do custo total pela quantidade produzida.

Comparar o custo total médio com a receita por produto é crucial para a precificação de um produto.

Como o objetivo de toda empresa é gerar lucro, é preciso que o preço seja no mínimo maior que o custo total médio, caso contrário, temos que as atividades irão gerar prejuízo.

Custo de oportunidade

Custo de oportunidade não é um custo que irá onerar o caixa da empresa. É, portanto, um custo que se enquadra na categoria “não-caixa”.

O custo de oportunidade diz respeito ao custo que se tem ao abrir mão da melhor possibilidade de utilização de um recurso.

Por exemplo, em vez de uma empresa comprar uma máquina nova ela poderá usar o dinheiro para comprar um título público, que oferece uma determinada remuneração e é livre de risco.

Essa remuneração livre de risco é o custo de oportunidade.

Esse custo não é cobrado da empresa, mas é importante de ser considerado.

Isso porque é a partir dessa comparação que se é possível saber se o gestor está tomando as melhores decisões para maximizar o valor patrimonial da companhia.

Importância da análise de custos de produção

Viu como é a análise dos custos de produção nos oferecem uma perspectiva ampla sobre a gestão de uma empresa?

Isso porque apresentamos apenas uma pequena parte da questão.

Dá para se fazer uma infinidade de análises apenas olhando para a estrutura de custos da empresa.

Por isso é importante para o analista estar sempre estudando e buscando se informar sobre os custos de produção das empresas antes de fazer seus investimentos.