As 20 Ações que mais caíram na bolsa com o Coronavírus (até agora)
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As 20 Ações que mais caíram na bolsa com o Coronavírus (até agora)

O Coronavírus deixou um rastro de destruição na Bolsa de Valores em março. Veja as ações e setores que mais caíram.

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Atualizado em 08/05/2020
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As 20 ações que mais caíram na bolsa de valores acumulam queda de até 70%, alguns setores da economia sofreram mais com a pandemia do Coronavírus.

O mês de março ficou marcado a ferro na história da Bolsa de Valores – e na pele dos investidores que não conseguiram se proteger a tempo. 

O Ibovespa, principal índice da B3, março fechou com a maior queda mensal da história desde 1998 com o Coronavírus.

Começamos o mês com o Ibovespa na casa dos 106 mil pontos, e encerramos na faixa de 70 mil pontos.

Eu sofri, e sei que você também sofreu. 

Por mais que você invista de olho no longo prazo, é impossível ficar imune a seis circuit breakers no intervalo de apenas oito pregões.

Conheço gente que viu o patrimônio da família cair pela metade durante esses dias de caos.

Mas você sabe quais ações que mais caíram na bolsa em meio à crise?

Neste artigo, você vai conhecer as empresas que mais perderam com o Coronavírus, e também vai entender quais setores foram mais afetados.

Eu também vou mostrar como algumas das empresas listadas na Bolsa estão reagindo ao Coronavírus, seja para ajudar a frear o contágio ou para equipar a saúde pública.

No fim, nós vamos refletir juntos: será que chegou a hora de investir na Bolsa de Valores?

Seria essa queda provocada pelo Coronavírus a oportunidade ideal para você dar os primeiros passos?

Corona Crash

Uma sequência assustadora de eventos levou a esse cenário de pânico no mercado financeiro em nível mundial, mas há três fatores que eu destaco:

  • A classificação do novo Coronavírus como pandemia pela OMS;
  • O preço do barril do petróleo despencando 60%;
  • O avanço da doença pela Europa e pelos Estados Unidos, chegando também ao Brasil.

Foi a tempestade perfeita.

E já surgem nomes para nomeá-la: corona crise e corona crash.

O Covid-19, nome da doença causada pelo novo Coronavírus, caiu como um balde de água gelada na cabeça de quem começou o ano animado, pensando que 2020 seria o melhor ano do bull market.

Na prática, boa parte dos investidores que não se possuíam uma reserva de emergência ou protegeram sua carteira com uma boa alocação de ativos, acabaram devolvendo todo o lucro do ano passado

Impacto do Coronavírus na Economia

O impacto do Coronavírus já foi sentido na economia e a reação das ações de empresas listadas na bolsa de valores foi imediato, porém não atingiu todas as empresas da mesma maneira.

Há companhias que sentiram mais o golpe do que as outras, porque os setores nos quais elas estão inseridas são mais afetados pela quarentena e o isolamento social, além da redução de viagens e de grandes eventos.

A sua rotina mudou nas últimas semanas, e a economia já sente os efeitos disso. 

Quer um exemplo?

Nos Estados Unidos, o Coronavírus encerrou um ciclo de 113 meses seguidos de crescimento do emprego.

O relatório payroll anunciou a perda de 701 mil postos de trabalho em março, a maior queda desde março de 2009, quando o país perdeu 800 mil empregos.

Mais de 10 milhões de americanos já deram entrada no pedido de seguro desemprego, um número recorde para o país.

Por aqui, o impacto econômico também deve ser gigante.

A FGV, por exemplo, já estima que o PIB do Brasil pode encolher 4,4% em 2020, naquela que seria a maior queda desde 1962.

Foi esse cenário que os investidores precificaram na Bolsa de Valores.

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Ações que mais caíram com o Coronavírus

A seguir, listamos as 20 ações que mais caíram nos últimos 30 dias, considerando as principais empresas da Bolsa. 

AçãoEmpresaVariação*
IRBR3IRB BRASIL -70,89%
AMAR3LOJAS MARISA -66,47%
MEAL3IMC-64,87%
MDNE3MOURA DUBEUX-63,39%
SMLS3SMILES-62,32%
VVAR3VIA VAREJO-61,77%
LLIS3LE LIS BLANC-61,07%
AZUL4AZUL-60,51%
COGN3COGNA-60,36%
GUAR3GUARARAPES-60,33%
SGPS3SPRINGS-58,52%
PRIO3PETRORIO-57,61%
CTKA4KARSTEN-57,52%
EVEN3EVEN-57,39%
YDUQ3YDUQS PART-57,28%
CVCB3CVC BRASIL-56,86%
RIGG34TRANSOCEAN-56,70%
PTBL3PORTOBELLO-56,27%
CEAB3CEA MODAS-56,07%
GOLL4GOL-55,59%

* Fonte: GuiaInvest. Dados de 03/03/2020 a 02/04/2020.

São números assustadores, concorda?

Imagine, por exemplo, que você tenha entrado no mês de março com uma posição de R$ 100 mil na seguradora IRB.

Ao fim do período, o seu investimento valeria apenas R$ 29 mil.

Só que a queda vertiginosa no preço da ação da IRB não pode ser associada apenas ao impacto do Coronavírus.

A empresa vem enfrentando uma enorme volatilidade desde que a gestora Squadra apontou problemas contábeis no balanço da empresa.

Além disso, houve rumores sobre um possível investimento do icônico empresário Warren Buffett na companhia – o que depois foi taxativamente negado pela sua empresa, a Berkshire Hathaway. 

Para acrescentar mais um ingrediente à volatilidade, a empresa alterou o comando recentemente, com troca do CEO.

Essa série de fatores associados à queda no preço da IRB mostra que é impossível olhar para a tabela com as 20 maiores empresas que mais perderam nesse período e associar todas as perdas aos efeitos do Coronavírus.

Isso fica ainda mais claro quando analisamos os setores das empresas que lideram o ranking de perdas. 

  • IRB Brasil (IRBR3) – Seguradora;
  • Marisa (AMAR3) – Tecidos. Vestuário e Calçados;
  • IMC (MEAL3) – Restaurante e Similares;
  • Moura (MDNE3) – Incorporações;
  • Smiles (SMLS3) – Programas de Fidelização.

Uma possível explicação para esses setores diferentes está na temporada de divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2019.

O Coronavírus afetou a Bolsa justamente no período em que os investidores estavam (e continuam) descobrindo como as empresas listadas se saíram no ano passado.

Por isso, algumas quedas foram acentuadas, enquanto outras foram atenuadas.

Apenas a análise individual das companhias pode apontar os motivos para as quedas no curto prazo.

Porém, ao observar os setores, a situação fica mais clara.

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Setores que mais perderam com o Coronavírus

Abaixo, listamos todos os setores da Bolsa de Valores, ordenados pela queda no preço das empresas que os representam, da maior queda para a menor.

Dessa maneira, conseguimos descobrir qual setor está sendo mais penalizado pelo mercado diante do Coronavírus, e qual setor está se mostrando mais resiliente em meio à pandemia.

SetorOscilação*
Transporte Aéreo-64%
Programas de Fidelização-64%
Viagens e Turismo-55%
Aluguel de carros-53%
Seguradoras-51%
Construção Civil-51%
Eletrodomésticos-51%
Produtos de Uso Pessoal-47%
Material Aeronáutico e de Defesa-46%
Siderurgia-44%
Motores, Compressores e Outros-43%
Exploração de Imóveis-42%
Tecidos, Vestuário e Calçados-41%
Petróleo, Gás e Biocombustíveis-41%
Água e Saneamento-39%
Petroquímicos-39%
Programas e Serviços-39%
Bancos-38%
Serviços Educacionais-33%
Serviços Financeiros Diversos-33%
Serviços Hospitalares-32%
Energia Elétrica-28%
Carnes e Derivados-28%
Produtos Diversos-26%
Medicamentos-21%
Bebidas-19%
Telecomunicações-15%
Papel e Celulose-9%
Minerais Metálicos-8%
Alimentos-7%
Transporte Ferroviário-6%

*Fonte: GuiaInvest. Dados de cotação do período de 03/03/2020 a 02/04/2020

Agora, tudo começa a ficar mais claro, concorda?

As primeiras empresas a sofrer foram as companhias aéreas, porque a redução na demanda foi brutal.

Com o Coronavírus chegando a cada vez mais países, as restrições aos viajantes cresceram, assim como o medo de viajar para um local infectado.

No seu círculo de amigos, você deve conhecer alguém que tinha uma viagem marcada, seja de turismo ou de negócios, e precisou cancelar diante da pandemia.

Como essas empresas não têm outra fonte de receita significativa, o mercado jogou suas cotações para o fundo do poço. 

Os outros dois setores que mais perderam também estão relacionados às viagens:

o setor de programas de fidelização tem a Smiles como única empresa, e o setor de turismo é representado pela CVC (CVCB3), que sofreu muito com o cancelamento de pacotes e a orientação de isolamento.

Confira, a seguir, como se comportaram as cotações das empresas desses três setores no período;

Na outra ponta da tabela, enxergamos os setores que menos sentiram a crise: Papel e Celulose, Minerais Metálicos, Alimentos e Transporte Ferroviário.

De fato, quando paramos para entender como essas empresas geram valor, percebemos que as restrições de circulação e o isolamento social não as prejudicaram de forma tão significativa.

O transporte ferroviário está representado na Bolsa apenas pela Rumo (RAIL3), que, até agora, não precisou suspender suas atividades, nem reportou quedas expressivas na demanda. 

Já o setor de minerais metálicos tem a Vale como sua única representante, empresa que afirmou que o impacto sobre a produção será limitado ao momento.

Confira o desempenho das empresas desses quatro setores:

De uma maneira ou de outra, todas as empresas foram afetadas pelo Coronavírus. 

Empresas que estão ajudando no Combate do Coronavírus

Algumas empresas vieram a público para ajudar no combate ao vírus nesse momento difícil do atual governo.

Uma das primeiras a agir foi a Ambev (ABEV3), que anunciou, no dia 17 de março, que produziria 500 mil unidades de álcool em gel para abastecer o sistema público de saúde. 

Weg (WEGE3) e Natura (NATU3) também anunciaram a produção do álcool em gel. Além disso, a Natura doou 2,8 milhões de unidades de sabonetes para comunidades carentes. 

Na mesma linha, a JBS (JBSS3) informou a doação de dois milhões de sabonetes, que serão distribuídos em mais de 300 mil kits.

Por outro lado, a Marfrig (MRFG3) doará R$ 7,5 milhões ao Ministério da Saúde para aquisição de testes rápidos.

O montante é suficiente para comprar aproximadamente 100 mil testes.

A aquisição de testes também foi a maneira que a Vale (VALE3) e a Petrobras (PETR3) encontraram para ajudar.

Já o Itaú (ITUB3) anunciou uma doação de R$ 150 milhões para compra de equipamentos médicos, cestas de alimentação e kits de higiene.

Enquanto isso, Klabin (KLBN11), Suzano (SUZB3) e Positivo (POSI3) se uniram às empresas MagnaMed Tecnologia Médica e Flex numa força tarefa para produzir 5 mil ventiladores pulmonares.

Já as Lojas Renner (LREN3) anunciou, no dia 19 de março, o fechamento de todas as lojas físicas da rede, seja em shoppings ou não. 

A Renner também fez uma doação de R$ 4,1 milhões a hospitais da região Sul, para auxiliar no enfrentamento ao Coronavírus.

Quem também suspendeu as atividades das lojas físicas foi a rede de varejo Magazine Luiza (MGLU3), que passou a funcionar apenas em meio digital.

Além disso, as famílias Trajano e Garcia, controladoras da empresa, anunciaram a doação de R$ 10 milhões para tratar os doentes da pandemia.

Outras empresas de varejo que fecharam suas lojas físicas por tempo indefinido foram a Via Varejo (VVAR3) e a Marisa (AMAR3). 

Neste momento de dificuldade, as empresas listadas na Bolsa estão fazendo a sua parte – cada uma a sua maneira – para tentar enfrentar o problema ao lado do poder público.

Chegou a hora de entrar na Bolsa de Valores?

Agora que você já sabe quais ações que mais caíram e setores mais afetados pelo Coronavírus, chegou a hora de responder à pergunta: 

está na hora de investir na Bolsa de Valores?

A minha resposta é: sim, mas depende!

Mas eu daria essa resposta mesmo se o Ibovespa estivesse nos 120 mil pontos, como esteve em janeiro.

Eu acredito que, no longo prazo, não existe investimento mais rentável do que a Bolsa de Valores.

Ao investir em uma empresa, você se torna sócio de uma companhia que gera valor diariamente.

Não existe destino melhor para o seu dinheiro do que esse – se a empresa for bem escolhida, é claro.

Com a queda acentuada dos ativos devido ao Coronavírus, esse investimento ficou ainda mais atrativo.

Agora, você tem a opção de se tornar sócio de empresas espetaculares por um preço muito menor.

Em alguns casos, não há outra palavra: é uma barganha.

Eu não tenho dúvida de que, de uma maneira ou outra, todas empresas serão afetadas pela pandemia.

Agora vem a parte do “depende”.

Compre empresas que tenham caixa e baixo endividamento, na prática selecione ações com liquidez corrente elevada.

As empresas que não tiverem condições de arcar no curto com os custos da operação, custos variáveis, parcelas dos empréstimos sofrerão mais nesse momento, inclusive com risco de falência.

As melhores companhias irão sobreviver.

No longo prazo, veremos essa crise como vemos outras do passado – uma oportunidade que alguns aproveitaram, enquanto outros ficaram imobilizados pelo medo.

Pode levar mais tempo ou menos tempo, mas eu sei que continuaremos aqui para contar essa história.

O que eu recomendo para você, então, é simples: 

dê o primeiro passo e procure se informar o máximo possível a respeito do investimento na Bolsa de Valores, acesse aqui o meu curso de introdução a bolsa de valores.

Se você estava aguardando uma oportunidade para se aprofundar no assunto, a hora chegou.

Todo conhecimento que você acumular agora fará diferença no longo prazo.

Mas caso queira saber quais as empresas que sobreviverão ao Coronavírus e que estão com um excelente preço na bolsa, preparei para você um relatório com as 3 ações para investir agora.

Agora, eu quero saber a sua opinião

você vendeu as suas ações ou manteve sua posição em bolsa?

Escreva nos comentários.

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