A Wiz Soluções (WIZS3) atua no segmento de seguros, mas não é uma seguradora. Percebo frequentemente essa confusão por parte dos investidores.

A Wiz é uma corretora de seguros, ou seja, ela é a empresa que faz a intermediação de venda entre as seguradoras e potenciais clientes. 

Já as seguradoras são as empresas que irão assumir o risco ao pagamento do valor do seguro e indenizar o segurado caso ocorra algum sinistro com bem segurado. 

Constituir uma seguradora e administrá-la é muito mais complexo e exige muito mais capital do que uma corretora. 

Mas saiba que as corretoras são peças fundamentais para o fomento do mercado de seguros

A Wiz foi fundada há 47 anos, possui 11 unidades de negócios em mais de 400 municípios brasileiros e conta com 2,3 mil colaboradores. 

A empresa possui um excelente know how no segmento de considerável porte. 

Se você observar o gráfico das ações da WIZS3 irá notar uma volatilidade bem significativa desde que abriu o seu capital em 2015.

O motivo de toda essa volatilidade estava ligado a um contrato que a Wiz havia celebrado com a Caixa Econômica.

A Wiz era uma corretora focada no modelo "bancassurance", onde uma corretora faz a ponte entre um banco e uma seguradora, sendo responsável pelas vendas dos seguros

A Wiz nadava de braçadas nesta parceria com a Caixa Econômica, tanto que a receita oriunda da parceria chegou a representar quase 80% do total. 

E este era o grande problema. 

Se existe um contrato, existe um prazo de término e consequentemente necessidade de renovação.

E o risco era exatamente nesse ponto. 

Se a Caixa optasse por não renovar o contrato, iria comprometer significativamente os resultados da WIZS3.

No decorrer dos anos, devido às discussões sobre o contrato e possibilidade de término, as ações da WIZS3 oscilaram entre otimismo e medo. 

Em fevereiro deste ano, a preocupação dos acionistas tornou-se realidade, a Caixa Econômica não renovou o contrato com a Wiz. 

O mercado tratou de precificar as ações da WIZS3 considerando essa queda significativa do lucro, derrubando as ações em mais de 50% em poucas semanas.

A Wiz Soluções já estava buscando distribuir suas fontes de receitas em outros canais de negócios. 

No fim da vigência do contrato, a Caixa correspondia a um pouco mais de 40%, ainda era uma concentração elevada, mas inferior aos quase 80% anteriores.

Isso diz muito sobre a empresa.

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Demonstrou que os executivos não ficaram sentados em cima da bomba esperando ela explodir. 

E desde então a empresa vem ampliando cada vez mais suas parcerias. 

Existem algumas parcerias específicas que merecem destaques.

A parceria entre a Wiz e a Inter Seguros, possibilita o acesso a cerca de 9 milhões de clientes do Banco Inter (BIDI11)

A expertise somada destas duas empresas, pode gerar um importante incremento no negócio.

Outra parceria interessante ocorreu entre a Wiz e o Banco BMG (BMGB3), gerando acesso a uma extensa rede de distribuição composta por cerca de 800 lojas físicas e 2 mil correspondentes bancários ativos. 

Além da parceria, a Wiz comprou o equivalente a 40% de participação da BMG corretora, onde os resultados já estão consolidados desde novembro de 2020. 

E aqui vai a minha leitura sobre isso...

A empresa está correndo atrás de novas parcerias e canais de negócios para definitivamente fechar o buraco no resultado que a Caixa Econômica causou.

Essa mudança de perfil é muito positiva e poderá levar a Wiz a outros patamares.

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É difícil avaliarmos ainda os fundamentos da empresa sem olhar mais a fundo, já que os fundamentos passados ainda estão sob efeito dos resultados oriundos da operação na Caixa.

Esse retrovisor não nos serve.

Por outro lado, olhando para frente em relação a gestão, me parece que a empresa está muito bem alinhada. 

Comprar as ações da WIZS3 talvez seja um risco interessante para a carteira do Joias, mas saliento que não aos preços atuais

Hoje WIZS3 negocia por volta dos R$ 10, ignorando o impacto negativo nos lucros pelo fim da parceria com a Caixa. 

Pelos meus estudos prévios (e que ainda serão mais bem refinados), estimamos que no patamar entre R$ 7 e R$ 8 seja mais coerente para entrarmos nessa oportunidade.

Sim, se a ação for só daqui para cima, ficaremos de fora de uma boa oportunidade.

Mas jamais iria expor os assinantes do Joias ao risco de comprar um ativo ainda problemático por um preço duvidoso.

Para entrar na carteira do Joias ficaremos de olho no preço e refinaremos as análises.

Fiquem atentos.