A Berkshire Hathaway (BERK34), do megainvestidor Warren Buffett, informou neste sábado (26) que o lucro líquido do quarto trimestre aumentou 11% sobre o mesmo período de 2020, para US$ 39,65 bilhões. 

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Os resultados mostraram que os lucros operacionais da Berkshire subiram 45% em relação ao ano anterior, para US$ 7,3 bilhões nos últimos três meses do ano. 

Os ganhos foram impulsionados pelos fortes resultados da BNSF Railway e da Berkshire Hathaway Energy, uma série de concessionárias de energia elétrica que possui.

O resultado líquido reflete ainda retornos expressivos com ações da Apple Inc (AAPL34), que sozinha representa quase metade das ações que a Berkshire detém.

Warren Buffett também publicou neste sábado sua tradicional carta anual aos acionistas da Berkshire Hathaway, empresa que controla e que comanda junto com Charlie Munger.

Falta de bons negócios

Warren Buffett lamentou a falta de investimentos atraentes disponíveis para seu conglomerado Berkshire Hathaway, alertando que as baixas taxas de juros nos últimos dois anos inflaram as avaliações nos mercados financeiros.

Buffett, de 91 anos, disse aos investidores que tanto ele quanto seu braço direito de longa data, Charlie Munger, encontraram “pouco que nos empolga” enquanto buscavam investimentos para seu gigantesco caixa de US$ 146,7 bilhões.

“Charlie e eu enfrentamos posições pesadas de dinheiro semelhantes de tempos em tempos no passado”, disse ele. 

“Esses períodos nunca são agradáveis; eles também nunca são permanentes. E, felizmente, tivemos uma alternativa levemente atraente durante 2020 e 2021 para a implantação de capital.”

“As taxas de juros de longo prazo baixas empurram os preços de todos os investimentos produtivos para cima, sejam ações, apartamentos, fazendas, poços de petróleo, seja o que for”, escreveu Buffett. 

"Outros fatores também influenciam as avaliações, mas as taxas de juros sempre serão importantes.”

"Hoje, as oportunidades internas oferecem retornos muito melhores do que as aquisições", escreveu ele.

Recompra de ações

Buffett foi criticado por não usar mais dinheiro disponível da empresa para comprar negócios e adicioná-los ao seu portfólio, mesmo assim, voltou a recomprar ações da Berkshire.

A empresa informou que recomprou US$ 6,9 bilhões de suas ações no trimestre, levando o total de recompras de ações no ano passado a US$ 27,1 bilhões.

Buffett observou em sua carta que, neste ano, elas já somaram mais de US$ 1,2 bilhão.

Na carta anual a investidores, o investidor afirmou que as recompras fazem sentido quando “caminhos alternativos”, como a compra de companhias inteiras, se tornam pouco atrativos. 

Foco no longo prazo

Em sua carta anual aos acionistas da Berkshire, o bilionário expressou forte confiança na Berkshire, dizendo que sua ênfase em investir em negócios fortes e ações beneficia investidores com foco similar de longo prazo.

"As pessoas que estão confortáveis ​​com seus investimentos, em média, alcançarão melhores resultados do que aquelas motivadas por manchetes, conversas e promessas em constante mudança", escreveu Buffett.

Ele também reiterou que ele e seu parceiro de negócios são "selecionadores de negócios".

"Seja qual for nossa forma de propriedade, nosso objetivo é ter investimentos significativos em negócios com vantagens econômicas duráveis ​​e um CEO de primeira classe."

"Observe particularmente que possuímos ações com base em nossas expectativas sobre seu desempenho comercial de longo prazo e não porque os vemos como veículos para movimentos de mercado oportunos."

"Esse ponto é crucial: Charlie  e eu não somos selecionadores de ações; somos selecionadores de negócios."

Buffett também elogiou o que chamou de "quatro gigantes" da Berkshire, incluindo suas enormes operações de seguros, BNSF, Berkshire Hathaway Energy e a participação na Apple.