Vlad Tenev e Baiju Bhatt: Os Bilionários fundadores da Robinhood
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Vlad Tenev e Baiju Bhatt: Os Bilionários fundadores da Robinhood

Conheça os fundadores do aplicativo de negociação de ações Robinhood e as polêmicas envolvendo a corretora.

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Atualizado em 30/07/2021

Os dois fundadores do popular aplicativo de negociação de ações Robinhood, Vlad Tenev e Baiju Bhatt, agora valem bilhões de dólares. Os dois possuem cerca de 8% cada da empresa avaliada em US$ 32 bilhões.

Com base no preço de fechamento de US$ 34,82 das ações da fintech em seu IPO, Vlad Tenev, de 34 anos, e Baiju Bhatt, de 36 anos, valem agora US$ 2,1 bilhões e US$ 2,4 bilhões, respectivamente, de acordo com cálculos da Forbes. 

Em 2020 a Forbes já tinha estimado as fortunas dos dois cofundadores da Robinhood em US$ 1 bilhão cada.

Para efeitos comparativos, Charles Schwab, famoso por inovar no setor de corretagem norte-americano com a Charles Schwab Corporation levou 25 anos desde a fundação da empresa, em 1971, para chegar ao bilhão.

Tenev e Bhatt fizeram isso em menos de oito anos.

Apesar de algumas polêmicas durante a rápida ascensão da corretora digital, a Robinhood revolucionou a indústria com seu modelo de negociação sem comissão.

A empresa oferece negociações de ações individuais, opções, ETFs, criptomoedas e contas de gerenciamento de caixa.

Atualmente é a terceira maior corretora americana com base no número de contas financiadas, atrás da Fidelity e da Charles Schwab.

Conheça mais sobre os fundadores da Robinhood, suas trajetórias e a fundação da corretora.

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Quem é Vlad Tenev

Vlad Tenev é CEO e cofundador do aplicativo de negociação de ações Robinhood. Ele e seu amigo Baiju Bhatt fundaram a empresa de serviços financeiros em 2013. 

Vladimir Tenev nasceu na Bulgária, em 1986. Seus pais migraram para os Estados Unidos quando ele tinha cinco anos. 

Ele cresceu em Washington DC, onde seus pais trabalhavam para o Banco Mundial. 

Formou-se em matemática na Universidade de Stanford, onde conheceu seu sócio, Baiju Bhatt. 

Quem é Baiju Bhatt

Baiju Bhatt é cofundador da Robinhood. Até novembro de 2020 dividiu o cargo de CEO com Tenev, quando decidiu deixar a posição. 

Filho de imigrantes indianos, Baiju Praful Kumar Bhatt nasceu em 1984, nos Estados Unidos, e cresceu na cidade de Poquoson, estado da Virgínia.

Formou-se em física pela Universidade de Stanford, onde também concluiu o mestrado em matemática em 2008. 

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Criação do Robinhood

Vlad Tenev e Baiju Bhatt lançaram o Robinhood em 2013 com a missão de “democratizar as finanças para todos”. A corretora foi pioneira nas negociações de ações sem comissões

Baiju e Vlad se conheceram quando estudavam em Stanford. 

Após a formatura, eles foram para Nova York onde construíram duas empresas financeiras. 

Em 2010, Tenev e Bhatt começaram uma empresa de negociação de alta frequência chamada Celeris. 

Em 2011, eles criaram a Chronos Research, que vendia software de baixa latência para outras firmas de comércio e bancos. 

Com a experiência adquirida no mundo das finanças, eles perceberam que as grandes empresas de Wall Street não gastavam quase nada para executar uma ordem.  

Porém, cobravam taxas de US $ 5 a US $ 10 por operação de seus clientes. Algumas ainda exigiam valores mínimos de US $ 500 a US $ 5.000 por transação. 

Dois anos depois de ir para Nova York, eles se mudaram de volta para a Califórnia e, em 2013, Tenev e Bhatt co-fundaram a plataforma de negociação Robinhood para incentivar todos a participarem do sistema financeiro.

Ao zerar as taxas, os dois pretendiam oferecer produtos financeiros a todas as pessoas, não apenas aos ricos. 

Após uma rodada de financiamento em 2018 que aumentou a avaliação de Robinhood para quase US$ 6 bilhões, Tenev e Bhatt se tornaram bilionários

Desde sua criação, há oito anos, a Robinhood viu seu valor aumentar em bilhões de dólares a cada ano. 

De acordo com a Business of Apps, a avaliação do Robinhood em 2017 era de US$ 1,3 bilhão, em 2018 era de US$ 5,6 bilhões, em 2019 cresceu para US$ 7 bilhões e em 2020 atingiu US$ 10,2 bilhões. 

Desde o início da pandemia do coronavírus em 2020, Robinhood cresceu à medida que as pessoas tiveram mais tempo e foram em busca das oportunidades do mercado de ações. 

O resultado foi milhões de novas contas. A corretora online saiu de 5 milhões nos primeiros três meses de 2020 para 18 milhões de usuários em 2021, um crescimento de quase 300%.

A Robinhood Markets abriu o capital na NASDAQ em 29 de julho de 2021 e levantou US$ 2,1 bilhões no IPO, elevando seu valor de mercado para US$ 32 bilhões.

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Polêmicas envolvendo a Robinhood

Embora a empresa tenha tido sucesso em cortar as taxas de corretagem e forçar concorrentes muito maiores a fazer o mesmo, em seu caminho para cumprir sua missão de “democratizar as finanças para todos”, a Robinhood se envolveu em algumas polêmicas.

Até o momento, a empresa pagou mais de US$ 130 milhões em multas, acordos e penalidades para agências regulatórias pela forma como lida com as negociações dos clientes e as interrupções crônicas em sua plataforma.

Durante os dias de negociação mais voláteis da crise do coronavírus, sua plataforma de negociação enfrentou muita instabilidade que levaram a vários processos de ação coletiva, que permanecem em andamento.

Na bolha de ações memes, a Robinhood restringiu as negociações de papéis como GameStop e AMC Entertainment alegando falta de liquidez.

As restrições levaram a mais uma onda de ações judiciais coletivas e críticas de muitos de seus comerciantes.

Em dezembro de 2020, a Divisão de Valores de Massachusetts apresentou uma queixa administrativa contra a empresa alegando violação da lei estadual de valores mobiliários por suas “táticas agressivas para atrair novos, muitas vezes inexperientes, investidores“.

Bem como o “uso de estratégias como gamificação para encorajar e incentivar o uso contínuo e repetitivo de seu aplicativo de negociação.”

Os críticos denunciaram o aplicativo como semelhante a um cassino e explorador, dizendo que sua interface tornou o aplicativo de negociação altamente viciante ao se utilizar muitas das mesmas técnicas empregadas por startups de mídia social e fabricantes de videogames.

O argumento é de que ele incentiva a negociação imprudente. 

A discussão veio à tona em junho de 2020 depois que o estudante Alexander E. Kearns, de 20 anos de idade, tirou sua vida após ver erroneamente um saldo negativo de US$ 730.000 em sua conta de negociação de margem no Robinhood. 

Em sua nota de suicídio, Kearns acusou Robinhood de permitir que ele se arriscasse demais.

Em um comunicado à imprensa, Robinhood prometeu considerar critérios adicionais e educação financeira para seus clientes.

A Robinhood também enfrentou críticas sobre a forma como ganha dinheiro.

Conforme investigação, a empresa gera a maior parte de sua receita do chamado “fluxo de pagamento para pedidos”, essencialmente vendendo pedidos de clientes para os maiores tubarões de Wall Street, incluindo empresas de trading quantitativo como a Citadel Securities, do bilionário Ken Griffin.

Mesmo com essas polêmicas, a Robinhood pode dizer que atingiu sua missão ao introduzir milhões de novos norte-americanos ao mundo dos investimentos.

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