O que é Viés Cognitivo e como funciona

Viés Cognitivo

O que é Viés Cognitivo. Significado, conceito, para que serve e como funciona.

O que é Viés Cognitivo?

Viés cognitivo é um conjunto de limitações inconscientes que induzem as pessoas a erros de julgamento.

Esse fenômeno psicológico afeta a racionalidade e a precisão das decisões e julgamentos. 

Os vieses cognitivos podem ser causados ​​por uma série de coisas diferentes, como heurísticas (atalhos mentais), pressões sociais e emoções.

Estes fatores são resultados da nossa limitação cognitiva e da necessidade da mente em fornecer respostas para as diversas situações complexas do dia a dia.

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Como funciona o Viés Cognitivo?

O cérebro humano é um instrumento muito poderoso para avaliar e tomar decisões. Porém ele é sujeito a limitações. 

Os vieses cognitivos geralmente são resultado da tentativa do nosso cérebro de simplificar o processamento de informações. 

Esse fenômeno psicológico nos induzem a preconceitos que funcionam como regras básicas para ajudar a entender o mundo e tomar decisões com relativa rapidez.

Todos os dias precisamos tomar algumas decisões importantes, seja em qualquer campo de atuação, como nos estudos, no trabalho, nos investimentos ou mesmo nos relacionamentos.

Alguns dos preconceitos derivados dos vieses cognitivos estão relacionados à memória

A maneira como você se lembra de um evento pode ser tendenciosa por uma série de razões, e isso pode levar a um pensamento tendencioso e à tomada de decisões.

Outros vieses cognitivos podem estar relacionados a problemas de atenção

Como a atenção é um recurso limitado, as pessoas precisam ser seletivas sobre o que prestam atenção no mundo ao seu redor.

Por causa disso, tendências sutis podem se infiltrar e influenciar a maneira como você vê e pensa o mundo.

O conceito de viés cognitivo foi introduzido pela primeira vez pelos pesquisadores Amos Tversky e Daniel Kahneman em 1972. 

Desde então, os pesquisadores descreveram vários tipos diferentes de vieses que afetam a tomada de decisão em uma ampla gama de áreas, incluindo comportamento social, educação, gestão, saúde, negócios e finanças.

Daniel Kahneman, inclusive, ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2002 por suas críticas à hipótese de agentes racionais.

Infelizmente, Amos Tversky não foi premiado pois faleceu em 1996.

Os principais vieses cognitivos estudados e aplicados no mundo dos negócios e finanças são:

  • Viés da ancoragem;
  • Aversão à perda;
  • Viés de confirmação;
  • Falácia do jogador;
  • Autoconfiança excessiva;
  • Efeito de enquadramento.

Caso queira saber sobre cada um destes vieses, e seus impactos nos investimentos, saiba que temos um artigo completo sobre o assunto aqui no site.

Vieses Cognitivos nos investimentos

Informações incompletas e a limitação cognitiva nos impedem de levar em conta todos os fatores que tangenciam os mais diversos fenômenos. 

Ao escolher comprar uma ação na bolsa de valores, por exemplo, você provavelmente levará em conta apenas um conjunto pequeno de informações.

Isso porque não é possível saber tudo sobre o que ocorre em uma empresa e no seu mercado. E mesmo se soubesse não saberia como processar tantas informações.

Sendo assim, o que geralmente fazemos é levantar algumas hipóteses, a partir de informações que aparentam ser mais importantes para nós, e construir uma tese de investimentos com base nisso.

Por tudo isso, é muito difícil não ser alvo de qualquer viés cognitivo, pois é uma característica inerente à natureza humana.

Porém, há formas de evitar, ou ao menos amenizar, os impactos de decisões tendenciosas.

Primeiramente, o ideal é estudar sobre os tipos de heurísticas e vieses cognitivos que nossa mente utiliza para processar informações.

A partir deste conhecimento, conseguiremos entender as limitações de cada pensamento e decisão realizada e, dessa forma, tomar medidas para amenizar possíveis impactos negativos.

Por fim, é fundamental que o investidor tente levar em conta o maior número de informações possíveis, como também sempre elencar os benefícios e os riscos de seus investimentos.

Sempre evite o otimismo excessivo, e sempre tenha em mente os riscos do negócio, mesmo que sejam aparentemente pequenos.

Em períodos de turbulência, estes pequenos riscos podem se elevar e causar problemas para a sua carteira.

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