A Vibra Energia (VBBR3) e a Brasil BioFuels (BBF) anunciaram nesta quinta-feira, 14, uma parceria para a produção e comercialização de combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF (Combustível Sustentável de Aviação), a partir do óleo de palma.

A BBF fará o investimento industrial, de cerca R$ 2 bilhões, na construção da biorrefinaria, na Zona Franca de Manaus, onde serão produzidos o HVO e o SAF, com volume estimado em 500 mil m? por ano, o equivalente a 2% da demanda Brasil da Vibra de QAV+DIESEL e 24% da região Norte.

A Vibra não fará aporte financeiro e atuará como offtaker (acordo que ocorre entre um produtor e um comprador para adquirir ou vender porções dos próximos bens do produtor) individual, com exclusividade sobre a produção por 5 anos, possível de ser renovado por mais 5 anos.

A Vibra explica que se valerá da sua capilaridade de distribuição e força comercial para acessar clientes que estão em busca de soluções sustentáveis e ajudá-los a fazer sua descarbonização.

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Esta será a primeira produção no Brasil de biocombustível para a aviação em escala industrial, com oportunidade também de geração de créditos de carbono.

O acordo de offtake normalmente é negociado antes da construção de uma instalação para garantir um mercado para atuação futura.

É o caso dessa biorrefinaria, que entrará em operação no primeiro semestre de 2025 e também será responsável, além do SAF, pela produção do HVO (sigla em inglês para óleo vegetal hidrotratado ou diesel verde), produto de uma primeira parceria entre as duas companhias, anunciada em novembro de 2021.

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A previsão é de que o SAF e o HVO sejam disponibilizados ao mercado brasileiro entre 2025 e 2026.

A Vibra explica em nota que tanto o HVO quanto o SAF são uma solução drop-in, ou seja, podem ser misturados ao combustível de origem fóssil e substituir, de forma integral e imediata, o diesel e o querosene de aviação, respectivamente, sem necessidade de adaptações, com um custo de produção competitivo em relação ao diesel e ao QAV fóssil.

O SAF será, num primeiro estágio, misturado ao combustível tradicional da aviação (QAV), porém, os porcentuais mínimos obrigatórios ainda estão em discussão.

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A expectativa é de que a participação do biocombustível seja gradualmente ampliada até que seja a maior parte do tanque.

"O principal objetivo desta união é potencializar a descarbonização da economia e, ainda, promover o desenvolvimento da Região Amazônica, em linha com as diretrizes estratégicas da Vibra e da BBF, de focar em negócios voltados à transição rumo a fontes energéticas mais limpas e renováveis", informa a Vibra.

Fonte: Estadão Conteúdo.