Tripé dos Investimentos: Rentabilidade, Risco e Liquidez
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Tripé dos Investimentos: Como escolher o melhor investimento

Para decidir onde investir você precisa considerar 3 elementos importantes: risco, rentabilidade e liquidez.

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Atualizado em 02/09/2020

O tripé dos investimentos é a base que sustenta toda decisão de investimento e deve ser levada em consideração na hora de escolher onde investir seu dinheiro.

O melhor investimento do mercado financeiro depende do seu perfil de investidor, objetivos, tempo e dinheiro que tem disponível.

O conceito de Tripé dos Investimentos é fundamental para entender as características dos ativos e avaliar se vale a pena investir.

Ele se resume em três pilares: segurança, rentabilidade e liquidez.

Embora o sonho de todo investidor seja ter alto rendimento, de forma segura e com liquidez imediata, não é possível ter todos esses atributos em um único investimento.

Então, o que priorizar nos investimentos: rentabilidade, liquidez ou segurança?

“O ideal é estruturar a carteira de modo a balancear os 3 fundamentos do tripé dos investimentos.”

Conheça os pilares risco, rentabilidade e liquidez do tripé dos investimentos e veja como encontrar o equilíbrio para sua carteira.

O que é o Tripé dos Investimentos

O tripé dos investimentos são três aspectos fundamentais que orientam o investidor na decisão do melhor investimento: a segurança ou o risco, rentabilidade e liquidez do investimento.

A nomenclatura “tripé” se refere ao que estes fatores representam no campo dos investimentos, uma base sólida para decidir as melhores aplicações financeiras para cada investidor.

Por isso, o tripé dos investimentos é considerado um dos principais pontos na hora de escolher onde investir o dinheiro.

Desconsiderar um ou mais pilares significa se expor ao risco de escolhas equivocadas.

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Liquidez

Liquidez é a velocidade com que um ativo pode ser transformado em dinheiro, quando necessário.

Quanto mais líquido um investimento, mais rápido é possível resgatá-lo.

É importante contar com investimentos com um bom nível de liquidez, principalmente para compor a reserva de emergência.

Em investimentos com alta liquidez  o resgate do valor aplicado é rápido, muitas vezes na hora.

Já investimentos com pouca liquidez podem se tornar um problema para o investidor quando há necessidade do dinheiro com urgência.

Risco

Risco do investimento está relacionado com a incerteza do retorno. Este pode ser tanto maior ou abaixo do esperado, nenhum retorno ou até a perda do capital inicial.

Todo investimento possui algum nível de risco, portanto, esta é uma variável importante na hora de escolher o melhor investimento.

A decisão depende do perfil de investidor, que se relaciona à sua tolerância ao risco.

Ou seja, qual nível de risco o investidor está disposto a se expor em busca de uma rentabilidade maior?

Como disse, todo investimento traz algum risco. Até se você decidir não investir e colocar seu dinheiro debaixo do colchão corre o risco dele se desvalorizar com a inflação.

Ou mesmo ser danificado pelo tempo ou roubado.

Porém, alguns investimentos são considerados mais seguros, como a como a renda fixa, por exemplo.

Além da baixa volatilidade, grande parte dos investimentos em renda fixa conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Já a renda variável está sujeita a maiores riscos, mas também possibilita ganhos maiores.

Rentabilidade

A rentabilidade é o retorno que um determinado investimento pode oferecer em um período.

Quanto maior a possibilidade de retorno, maior tende a ser o risco do investimento.

Existem duas rentabilidades: a nominal e a real.

Na prática, a rentabilidade real é a que deve ser considerada, pois já está descontada a inflação.

A importância do tripé dos investimentos

Risco, rentabilidade e liquidez são fatores fundamentais para uma escolha mais consciente de onde investir.

A decisão dos melhores investimentos depende dos seus objetivos, tolerância ao risco e entendimento do mercado.

Geralmente, ao avaliarmos as aplicações financeiras, quando um fator é excelente, os outros dois provavelmente não são.

A relação do retorno x risco é direta. Assim, quanto maior tende a ser o retorno, maior também é o risco.

Já a rentabilidade x liquidez costumam andar em direções opostas.

Se a liquidez é alta, a rentabilidade tende a ser baixa. Se a rentabilidade é mais elevada, provavelmente a liquidez será baixa.

O perfil do investidor brasileiro ainda é majoritariamente conservador.

Se a segurança é o fator mais buscado em um investimento, é preciso escolher entre ter mais liquidez ou mais rentabilidade.

De forma geral, um investimento seguro e com boa liquidez, terá uma rentabilidade muito baixa.

Porém, se alinharmos o baixo risco com uma menor liquidez, já aumentam as chances de ter uma rentabilidade mais atrativa.

Isso fica muito claro nos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Embora sejam ativos conservadores e que pendem mais para a segurança, nos

CDBs de liquidez diária, a rentabilidade, quando boa, atinge 100% do CDI, como vemos em alguns bancos digitais.

Já em CDBs cujo vencimento é mais longo, é possível encontrar um retorno de 120% do CDI.

O inverso também ocorre. Se você preza por rentabilidades mais altas, terá que renunciar à segurança. 

Portanto, até é possível priorizar duas características em um único investimento, mas uma sempre ficará de lado.

Como não é possível ter os três pilares do tripé dos investimentos, é preciso encontrar um equilíbrio com uma carteira sólida e diversificada.

Boa liquidez, rentabilidade e segurança é perfeitamente possível com uma boa alocação de ativos.

A carteira de investimentos deve ser equilibrada com investimentos de curto, médio e longo prazo.

Para compor a Reserva de Emergência e objetivos de curto e médio prazo, escolha investimentos que ofereçam boa liquidez e menor risco.

Para objetivos de longo prazo, como aposentadoria, não precisará de liquidez. Então, tenha investimentos que entreguem uma maior rentabilidade ao longo do tempo.

Além disso, o rebalanceamento da carteira é fundamental para alcançar um bom resultado e manter os investimentos com base nesse tripé.

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Olhar somente a rentabilidade é um erro

Toda pessoa que investe quer ver seu dinheiro render e se multiplicar, mas olhar somente para as perspectivas de rentabilidade é um erro.

É comum os investidores focarem mais no retorno prometido e esquecer o resto.

No tripé dos investimentos, para cada porcentagem a mais de retorno, abre-se mão de um pouco de segurança e/ou de liquidez.

Assim, se optar somente pela rentabilidade e não planejar sua necessidade de liquidez, ao se deparar com uma eventual emergência poderá não ter como resgatar o dinheiro.

Ou, se resgatar antes, terá perdas financeiras que transformarão a inicial promessa de rentabilidade em ilusão.

Outro erro é optar somente pela rentabilidade e não avaliar o risco e/ou a sua tolerância a ele.

Isso é muito comum em investimentos de renda variável.

Muitas vezes o investidor tem uma expectativa de rentabilidade, porém o seu perfil não suporta as oscilações do mercado.

Com medo, ele sai antes, mesmo que no longo prazo a tendência seja de valorização dos ativos.

Para evitar esses erros comuns, a dica é fugir dos extremos e respeitar o seu perfil de investidor.

Assim, fica mais fácil relacionar os investimentos mais adequados aos seus objetivos e expectativas.

Entenda melhor os perfis de investidor

Existem três tipos de investidor: conservador, moderado e arrojado.

O teste de perfil de investidor considera fatores como renda, idade, objetivos, conhecimento e experiência de mercado e o risco que está disposto a correr, para se aproximar de um dos três perfis.

Os diferentes perfis de investidores estão relacionados ao “tripé dos investimentos”.

Assim, o teste de perfil define o que é mais importante para cada um: liquidez, segurança e rentabilidade, orientando na escolha de ativos compatíveis com as expectativas.

O investidor conservador tem como prioridade a preservação dos seus recursos.

Para esse perfil, a rentabilidade não é tão importante quanto a segurança e a liquidez.

Os ativos indicados são os que priorizam a proteção e mantém a liquidez. Por isso, a classe que mais combina com esse perfil é a renda fixa.

Títulos do Tesouro Direto, LCI (Letra de Crédito Imobiliário), Fundos DI e CDB são exemplos de títulos indicados para perfis conservadores. 

O perfil moderado tolera um pouco mais de risco, a fim de conseguir uma rentabilidade um pouco maior.

De maneira geral, valoriza o equilíbrio entre rentabilidade, liquidez e segurança.

Por esse motivo, os ativos mais arriscados apesar de presentes representam uma pequena  parte da carteira.

Investidores de perfil moderado aproveitam os títulos da renda fixa, porém investem em certos títulos de renda variável, como ações, debêntures, fundos imobiliários, fundos de investimento, fundos multimercado e outros. 

O perfil arrojado é o que assume maiores riscos para conseguir o maior retorno possível.

A preocupação com riscos e liquidez é menor, e a proteção é feita através de diversificação inteligente. 

Por isso, a renda fixa não é desprezada.

Além das possibilidades indicadas para os demais perfis, os investidores arrojados aplicam em opções, mercado futuro, BDR (Brazilian Depositary Receipts) e outros

O que varia em cada perfil é a porcentagem alocada em cada ativo.

Investidores arrojados também mantém uma porcentagem em investimentos mais líquidos e seguros, para ter acesso ao dinheiro quando surge uma oportunidade.

Assim como investidores conservadores deveriam ter um pouco de renda variável em sua carteira para aumentar a rentabilidade da carteira.

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Conclusão

A decisão de investimentos envolve os três aspectos do tripé dos investimentos:

  • Rentabilidade: retorno que o investimento lhe oferece;
  • Liquidez: é o tempo necessário para que o ativo seja convertido em dinheiro;
  • Segurança: grau de risco que o investidor se dispõe a correr.

A melhor escolha é particular de cada investidor e varia de acordo com o perfil e objetivos.

Uma decisão pautada nas necessidades e objetivos do investidor resultam em uma carteira de investimento sólida e boas possibilidades de ganhos.

O primeiro passo é conhecer o seu perfil de investidor.

Depois, definir seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

E, por fim, fazer uma boa alocação de ativos, diversificando a carteira.

Faça o teste online de perfil e receba uma sugestão de ativos para a sua carteira.


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