O que é Titular de Opções?

Dentro do mercado de opções, o titular representa um investidor que possui o direito de compra ou venda de um ativo, por um valor pré-determinado, no futuro.

Ou seja, ele possui um direito de negociação após comprar um contrato de opção. Mas, atente-se ao fato de que seu direito não é uma obrigação. O que funciona da seguinte forma: 

  • Primeiro, o titular de opções adquire o direito de negociar. Ao fazer isso, ele terá um período ou data pré-determinada para exercê-lo, caso deseje, negociando um ativo-objeto por seu strike; 
  • Caso o titular de opções deseje obter esse direito, ele deve pagar um valor chamado prêmio, à vista. Este é recebido pelo lançador da opção, o seu vendedor, como garantia. 

Nesta relação o strike representa o preço de exercício da opção em negociação. O valor é determinado no presente, com base na possibilidade de sua compra no futuro.

O mercado de opções funciona de forma contrária ao mercado de ações, por exemplo. Já que após acordar o preço de um ativo, este não necessariamente é comprado na hora.

Basicamente, o titular de opções e seu lançador determinam qual será esse valor caso o primeiro de fato deseje fazer sua compra no futuro. 

Mas enquanto o direito não é uma obrigação ao titular, este é ao lançador. Pois, se o direito de compra for exercido no prazo, o lançador não pode voltar atrás.

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Como Funcionam as Opções de Compra do Titular?

Num cenário de compra o titular de opções é o comprador, ou seja, a pessoa que possui um direito de exercer uma negociação caso deseje. Em resumo, suas características são:

  • Direito a compra de um ativo-objeto na data ou período pré-estabelecido junto ao lançador deste;
  • Ele não é obrigado a exercer o direito mas, caso deseje, deve fazer isso no tempo estipulado;
  • A fim de garantir o direito de opção de compra, o titular deve pagar um prêmio no presente;
  • Para exercer seu direito, no futuro, o titular paga o strike (valor pré-estabelecido para a compra).

O que faz uma pessoa recorrer a esse tipo de negociação é o que deixa muitos investidores em primeiro contato com esse mercado confusos.

Em geral, existem 2 motivos para garantir esse direito. Um deles é a lucratividade que a diferença entre prêmios negociados com diferentes investidores pode proporcionar.

Isso acontece quando o titular resolve vender o ativo por um prêmio mais alto do que aquele pago em sua aquisição. Assim, ele cobre seus gastos e ainda lucra.

Além disso, o titular de opções pode focar na proteção do preço dos ativos quando suspeita de sua valorização.

De modo que quando o mercado valorizar, ele exercerá seu direito pagando o strike previsto com um valor abaixo do que estará sendo praticado naquele momento.

Mas, essa estratégia de negociação também oferece riscos. Por exemplo, a venda da opção de compra por um valor inferior ao de sua aquisição. 

Perda do prêmio ao não exercer, de jeito nenhum, seu direito de compra. Ou então, ao exercê-lo enquanto o ativo-objetivo sofre desvalorização, com um preço inferior ao do seu strike.

Como Funcionam as Opções de Venda do Titular?

Mas, assim como o titular de opções tem o direito de comprar um ativo-objeto, ele também tem direito a sua venda. Ou seja, podendo revender seu direito a outro comprador.

Um dos objetivos disso está em lucrar com as negociações do mercado de opções.  Por exemplo, se o investidor titular identifica que o ativo-objeto possui potencial de valorização.

Ou então, para proteger o valor de mercado de seus ativos frente uma possível desvalorização. Dessa forma, o valor mínimo da revenda garante que ele evite perdas. 

Neste caso, o titular que fará a compra é quem pagará o prêmio ao lançador. Como forma de compensá-lo por, novamente, estar garantindo a outro investidor o direito de compra.

Afinal, ele é obrigado a exercer ao contrário do comprador. Só existe uma forma de lucrar, através da venda com valor superior pago para sua aquisição, e 3 de ter prejuízos:

  1. Quando o titular vende sua opção por um prêmio inferior ao pago por ele em sua aquisição; 
  2. Ao não vender sua opção de venda e nem exercer esse direito de venda;
  3. Não exercer o direito de venda.