O que é Taxa Efetiva Anual?

A taxa efetiva anual refere-se ao modo como uma taxa efetiva de juros é cobrada. Neste caso, estamos falando daquela que é cobrada dentro de um período de um ano. 

Um período no qual são realizadas capitalizações. Essa taxa depende dos juros compostos que são retirados da chamada taxa nominal, conhecida ainda como taxa declarada.

De forma geral, as taxas efetivas podem ser cobradas de maneira:

  • Semestral;
  • Semanal;
  • Mensal;
  • Diária;
  • Anual. 

Em suma, uma taxa efetiva de juros representa o custo "real" de um empréstimo ou do rendimento de uma aplicação. Assim, igualando um prazo ao período de capitalização.

Ou seja, ela não é uma taxa simbólica, pois quando corrigida pela inflação durante o período de operação, ela se transforma em taxa real.

Dentro de uma taxa efetiva anual é possível expressar qual foi o período exato em que ocorreu a formação e incorporação de juros ao capital de um negócio ou ativo.

Portanto, essas taxas de juros são indicadores fundamentais dentro da economia e nas finanças. O que torna muito importante saber a diferença entre os  seus tipos existentes no mercado.

Isso evita que aplicações sejam feitas de maneira errada e os investidores acabem endividados. Com isso, as  taxas de juros podem ser categorizadas de duas maneiras:

  • De acordo com a taxa de juros determinada (nominal, efetiva ou real);
  • Simples (linear) ou composta (exponencial).

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Como Funciona a Taxa Efetiva Anual?

Para saber como funciona a taxa efetiva anual, primeiramente é preciso entender outros conceitos. Como por exemplo, o que significa taxa de juros nominal.

A taxa nominal se refere aos juros em que a unidade de referência não bate com as unidades de tempo das capitalizações. O que faz com que acabe sempre sendo oferecida anualmente.

Seus ciclos de capitalização variam entre diários até semestrais. Esta é uma taxa usada em várias transações no meio financeiro e não possui os juros compostos em seu cálculo.

Já a taxa de juros efetiva, independentemente do período em que é cobrada, refere-se aos  juros em que a unidade referencial bate com a unidade de tempo das capitalizações.

Como possuem mensuração de tempo de juros e capitalização iguais, acaba-se usando exemplos como:

  • 30% por semestre.
  • 2% por semana;
  • 15% ao ano.

Enquanto a taxa de juros real  faz a apuração de lucros ou prejuízos em comparação a taxa de inflação ou do custo de oportunidade. Assim, representando os chamados ganhos financeiros reais.

Digamos que uma aplicação teve rendimento de 25% em um determinado período mas, neste mesmo tempo, a inflação chegou a 3%. Logo, o ganho real do investimento não foi de 25%.

Isso porque o rendimento teve uma queda de 5% no mesmo espaço de tempo. A taxa equivalente já é oferecida em unidades de tempo distintas.

Uma vez que quando aplicadas com um mesmo valor em um prazo determinado acabam gerando um valor acumulado ao seu fim.

Ele está ligado de modo direto ao sistema de juros compostos. Por fim, temos a taxa aparente que não considera os efeitos da inflação sobre ela.

Como Calcular a Taxa Efetiva Anual?

Saber como calcular a taxa efetiva de juros anual é importante para melhor avaliar todo tipo de aplicação ou operação do mercado financeiro. Assim, basta seguir algumas etapas, como:

  1. Identificar se a taxa em questão é nominal ou declarada;
  2. Verificar se os juros aplicados são simples ou compostos;
  3. Descobrir qual é a taxa de juros proporcional;
  4. Aplicar a fórmula da taxa efetiva de juros;
  5. Verificar os resultados.

Basicamente se a conta for de juros simples basta aplicar a seguinte fórmula: 

r = (1 + i / n) ^ n - 1

  • “r”: refere-se a taxa efetiva;
  • “n”: refere-se a quantidade de períodos compostos dentro de um ciclo anual;
  • “i”: refere-se à taxa nominal.

Mas, se os juros forem compostos e contínuos, a fórmula para cálculo é diferente, sendo: 

r = e ^ i – 1Nesse caso “r” refere-se a taxa efetiva, “e” representa a constante 2,718 e o“i” refere-se a taxa nominal.