O que é Taxa de Redesconto?

O termo taxa de redesconto não é nada incomum e está sempre presente nos noticiários, contudo, muitas pessoas que se deparam com o termo referente não sabem qual é sua verdadeira utilidade.

Para tanto, explicaremos nesta seção o que é a taxa de redesconto e, na sequência, apresentaremos sua importância e como é calculada no Brasil.

Portanto, podemos dizer que a taxa de redesconto diz respeito aos juros que o Banco Central (BC) cobra pelos empréstimos feitos aos bancos comerciais.

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Muitas vezes, de acordo com a alta demanda de resgates, os bancos, precisando de liquidez em caixa, necessitam recorrer às negociações de redesconto.

Dito isto, devemos ressaltar que, com intuito de controlar a oferta de moeda, o Banco Central utiliza a taxa de juros como uma estratégia de política monetária sobre essas operações.

Para facilitar a compreensão do leitor, explicaremos como esse procedimento funciona:

Pois bem, quando se faz importante estimular a circulação de moeda na economia, bem como a procura por capital, ocorre, por meio do Banco Central, a redução da taxa de redesconto.

Por outro lado, quando há a necessidade de conter a circulação de moeda na economia, o BC pode adotar uma política mais restritiva, elevando a taxa de juros.

Dessa forma, não é errado dizer que o redesconto funciona como uma espécie de linha de crédito emergencial, tendo sua taxa, de costume, maior que outras fontes de recursos.

Essa taxa também contribui para o controle da inflação, bem como dos ativos em circulação no Brasil.

Feita leitura, podemos identificar que o redesconto pode ter influência sobre as linhas de crédito dos bancos comerciais e, assim, afetar o ritmo da economia. Por isso a importância em conhecer seu funcionamento.

A Importância da Taxa de Redesconto

Essa taxa, assim como o recolhimento compulsório, é um dos importantes instrumentos de políticas monetárias do país, que serve tanto para aquecer como para desacelerar a economia.

Primeiramente, é importante que o leitor entenda o significado do recolhimento compulsório e sua diferença com relação ao redesconto.

O depósito compulsório representa a determinação para que os bancos comerciais (além de outras instituições financeiras) depositem uma parte de suas captações para o Banco Central.

Portanto, refere-se a um instrumento responsável por garantir a segurança do sistema financeiro, ou seja, serve para garantir o poder de compra da moeda.

Já, com relação ao redesconto, este é responsável por garantir a circulação de moeda e liquidez das instituições financeiras por meio do crédito oferecido.

O ajuste desses dois instrumentos – redesconto e depósito compulsório – serve para que o Bacen controle a inflação e mantenha o equilíbrio econômico.

Vale dizer que esses não são os únicos instrumentos econômicos para controlar a circulação da moeda na economia.

Dentre outros instrumentos, é importante destacar as alterações da taxa básica de juros (Taxa Selic), promovida pelo COPOM, bem como o Open Market.

Como Essa Taxa é Calculada no Brasil

Como já foi dito, a taxa de redesconto diz respeito à taxa de juros que incide sobre o empréstimo de recursos que o banco central faz para os bancos comerciais.

Essa taxa é um dos instrumentos de política monetária utilizados pelo Banco Central. O cálculo ocorre da seguinte maneira:

  • Para operações de um dia: taxa de redesconto é igual à Selic + % ao ano;
  • Para operações de até quinze (15) dias: a taxa de redesconto é igual a 4% ao ano;
  • Para operações de até noventa (90) dias: a taxa de redesconto é igual a 2% ao ano.

Para concluir, é importante ressaltar a relevância que tem para o investidor em compreender as movimentações que ocorrem na política monetária brasileira, tanto nos momentos de aceleração como de desaceleração da economia.

Por esse motivo se dá à importância de compreender o conceito e o funcionamento da taxa de redesconto.