Existe uma estratégia simples para criar um patrimônio relevante com ações no longo prazo.

Essa estratégia consiste em investir em ações pagadoras de dividendos.

Mesmo que a estratégia seja simples, não significa que seja facilmente replicável.

Os retornos não são percebidos do dia para noite. Especialmente para quem começa com um capital pequeno.

A estratégia em dividendos demanda tempo.

Paciência e disciplina são fundamentais para obter o sucesso com uma carteira de dividendos.

Reinvestir os proventos, especialmente durante os primeiros anos, é fundamental para acelerar o processo de construção patrimonial.

Com o reinvestimento de dividendos a mágica juro composto joga a favor do investidor.

Independentemente da rentabilidade atingida com as diversas ações do portfólio, o fator realmente exponencial na equação é o tempo.

Ou seja, quanto mais tempo o capital estiver investido, maior será a rentabilidade obtida no final do processo.

A matemática é implacável.

Quando montamos uma carteira de dividendos, as empresas escolhidas para formar a carteira devem ser lucrativas.

empresas que geram lucros conseguem distribuir dividendos aos seus acionistas de modo recorrente.

Ser acionista consiste em ser um pequeno dono de grandes negócios que geram resultados bilionários.

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No começo, quando o investidor ainda tem pouco capital na carteira, os dividendos podem parecer insignificantes. Isso pode ser desanimador.

No entanto, após alguns anos de investimento disciplinado, os benefícios da estratégia começam a ser percebidos. E o efeito bola de neve acontece.

Existe um mito sobre empresas pagadoras de dividendos, indicando que elas não crescem. Mas não é bem assim.

Quando a empresa é boa, consegue distribuir dividendos e crescer ao mesmo tempo.

O investidor deve sempre buscar dividendos sustentáveis e recorrentes.

Aqui vamos mencionar 2 empresas que a Louise Barsi, filha do mega-investidor Luíz Barsi, tem em carteira na sua estratégia previdenciária focada em dividendos.

A primeira delas é a Taesa (TAEE11), empresa de transmissão elétrica que consegue corrigir sua receita por índices inflacionários como o IGP-M e distribui dividendos robustos de forma consistente há muitos anos. 

Histórico de dividendos da TAEE11
Histórico de dividendos pagos pela Taesa (TAEE11). Fonte: GuiaInvest PRO

A empresa tem um perfil defensivo devido à previsibilidade de geração de receita, pois trabalha com concessões de longo prazo que tornam a empresa muito atrativa para investidores que não gostam de surpresas nos resultados.

Transmissoras, de modo geral, precisam de um forte CAPEX inicial para instalação das linhas de transmissão e depois disso as despesas com manutenção ficam relativamente baixas. Isso garante uma geração de caixa forte e previsível.

Outra das ações preferidas da Louise Barsi é o Banco do Brasil (BBAS3).

O BB é uma empresa com alta rentabilidade sendo negociada a 0,7X o seu valor patrimonial.

O indicador P/L é de 5x, o menor entre os grandes bancos tradicionais.

Esse desconto pode ser atribuído ao risco que representa seu controlador, que é o estado.

A empresa conta com uma carteira de crédito robusta e com forte participação do setor agro no Brasil.

O banco se encontra entre as instituições financeiras mais rentáveis da bolsa e apresenta um lucro crescente nos últimos 5 anos com um CAGR (taxa composta média de crescimento) de 22%, muito maior do que a maioria dos seus concorrentes. 

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Histórico de dividendos da BBAS3
Histórico de dividendos pagos pelo Banco do Brasil (BBAS3). Fonte: GuiaInvest PRO

O Banco do Brasil distribuiu excelentes dividendos nos últimos anos e deve continuar com essa tendência.

Se o investidor entende e aceita os riscos do controlador, a empresa perfeitamente pode fazer parte de uma carteira previdenciária focada no longo prazo.

Para montar uma carteira sólida com foco em dividendos, o investidor deve escolher empresas resilientes, bem geridas e inseridas em setores perenes.

A disciplina no aporte mensal e no reinvestimento dos dividendos será fundamental para o sucesso da estratégia

Paciência é o nome do jogo.

Uma vez escolhidas as empresas, os grandes ganhos estão na espera.

Quem gira muito a carteira pode danificar de modo desnecessário a rentabilidade consolidada no longo prazo e não conseguir o resultado esperado.

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