A aprovação sem restrições da compra da desenvolvedora de programas para o varejo Linx pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abre as portas para a instituição de pagamentos Stone aumentar o seu espectro de clientes.

Segundo a diretora de Operações e Estratégia da adquirente, Lia Mattos, esse é o efeito mais imediato da formalização da operação, mas o objetivo final vai bem além.

"Tem muito que a gente pode fazer com essa combinação entre software e serviços financeiros para oferecer mais soluções para o cliente", disse Mattos em entrevista ao Broadcast, em referência à expertise de cada uma das empresas.

Com o aval do Cade, a equipe da Linx será incorporada pela Stone e, segundo a executiva, aos poucos as carteiras de clientes se complementarão.

Voltada principalmente para o atendimento a pequenas e médias empresas, a Stone amplia seu escopo ao absorver a clientela da Linx, composta em sua maior parte por empresas médias e grandes.

A proposta essencial é oferecer a essa clientela soluções ominichannel, que propiciem a integração das operações físicas e virtuais, em uma combinação de gerenciamento de estoques e também de pagamentos.

Com sua capacidade incrementada pela Linx, a Stone espera aportar ainda mais no seu casamento com o Banco Inter (BIDI11), a ser selado com a oferta de ações a ser realizada pelo banco, na qual a adquirente se compromete a ancorar com até R$ 2,5 bilhões, ou o suficiente para adquirir até 4,99% do capital.

Em termos operacionais, o laço selado entre as duas empresas se dará no marketplace Intershop, que chegou a 1,7 milhão de usuários ativos e vendas de R$ 676 milhões no primeiro trimestre.

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A oferta de R$ 6,8 bilhões da Stone pela Linx foi aceita em novembro do ano passado.

No fim de maio, o relator do processo, conselheiro Sérgio Ravagnani, pediu mais 90 dias para a conclusão da análise, mas nesta quarta-feira ele negou recursos de concorrentes, entre elas a Cielo (CIEL3), e considerou que o negócio não traz prejuízos à concorrência.

Resultado da Linx no Primeiro Trimestre de 2021

O resultado da Linx (LINX3) no primeiro trimestre de 2020 (1t21), divulgado no dia 17 de maio, apresentou um prejuízo líquido de R$ 7 milhões no 1T21, apresentando uma redução no prejuízo de -24,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Ebitda da Linx atingiu R$ 46,3 milhões no 1T21, apresentando crescimento de 24,0% na comparação com o 1T20.

A Margem Ebitda da Linx totalizou 20,1% no 1T21, apresentando crescimento de 2,2 pontos percentuais na comparação com o 1T20. 

A Margem Líquida da Linx atingiu -2,9% no 1T21, apresentando crescimento de 1,4 ponto percentual na comparação com o 1T20.

As ações da Linx (LINX3) acumulam queda de 0,67% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e alta de 99,57% nos últimos 12 meses.

Fonte: Estadão Conteúdo.