Standard & Poors Rebaixa OI (OIBR3) por Risco de Inadimplência
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Standard & Poors Rebaixa OI (OIBR3) por Risco de Inadimplência

A OI teve rebaixamento no seu rating de ‘CC’ para ‘B-‘ em escala global e o nacional para ‘brCC’ de ‘brBBB-‘.

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Atualizado em 19/06/2020

A agência de classificação de risco Standard and Poor’s Global Ratings (S&P), anunciou na terça-feira (18) o rebaixamento do rating de crédito da OI (OIBR3).

A OI teve seu rebaixamento no seu rating de ‘CC’ para ‘B-‘ em escala global e seu rating de escala nacional para ‘brCC’ de ‘brBBB-‘.

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O rebaixamento da OI pela S&P foi decorrente de critérios técnicos da agência sobre uma das condições indicadas no aditamento ao plano de recuperação judicial (PRJ) da companhia.

A Oi anunciou sua alteração proposta ao PRJ no dia 16 de junho, que inclui o pagamento antecipado de empréstimos devidos a bancos com um desconto de 60%, a serem pagos em três parcelas e dependentes da venda de ativos.

Se esse pagamento se concretizar, a S&P considera como equivalente à inadimplência, uma vez que os acionistas devem receber um valor menor do que a promessa original.

A proposta da OI inclui:

  • pagamento de dívida garantida após a venda dos ativos móveis;
  • possibilidade de pagamento antecipado por meio de ação reversa do título internacional, da dívida de oferta geral;
  • novas condições para credores não financeiros, como mão-de-obra e pequenas empresas, e o regulador de telecomunicações brasileiro, Anatel.

A alteração proposta também inclui a criação de quatro UIPs para isolar os ativos que a Oi pretende vender: móveis, torres, data centers; e ativos de infraestrutura (InfraCo).

Segundo a Oi, os ativos sem fio podem ser vendidos por pelo menos R$ 15 bilhões, as torres por R$ 1 bilhão e os data centers por R$ 325 milhões.

Além disso, a Oi poderia vender parte de sua participação na InfraCo (mínimo de 25% do capital total e máximo de 51% do capital votante) por pelo menos R$ 6,5 bilhões. 

A Oi espera concluir a venda das torres e data centers até o quarto trimestre de 2020, parte da InfraCo até o terceiro trimestre de 2021 e os ativos móveis até o quarto trimestre de 2021.

Nosso cenário de base atualmente inclui apenas a venda das torres e centros de dados até o final de 2020, para que as vendas adicionais de ativos possam fortalecer a empresa.

A proposta precisa de maioria absoluta para cada classe de credores, de acordo com a aprovação do PRJ original.

A Oi espera realizar a reunião em agosto de 2020 e a S&P acredita que, mesmo que a alteração não seja aprovada nos termos propostos, há uma alta probabilidade de que um acordo incluindo um corte de parte da dívida da Oi seja alcançado nos próximos meses, que suporta a classificação atual.

Motivos do Rebaixamento da OI 

Veja abaixo os principais motivos do Rebaixamento da OI pela Standard and Poor’s:

  • A Oi  anunciou uma emenda proposta ao seu plano de recuperação judicial (PRJ), que inclui um potencial corte de dívida para alguns de seus acionistas, que nossos critérios consideraram como equivalente à inadimplência.
  • De acordo com a proposta da empresa, as dívidas a bancos e agências de crédito à exportação (ECAs) poderiam ser pagas antecipadamente com um corte de 60% após as vendas de ativos que devem ser concluídas no segundo semestre de 2021.
  • Em 18 de junho de 2020, a S&P Global Ratings reduziu seus ratings de crédito de emissor em escala global para ‘CC’ de ‘B-‘ e seu rating de escala nacional para ‘brCC’ de ‘brBBB-‘ na Oi.
  • Embora a empresa não esteja propondo um corte para o título neste momento, A S&P baixou o rating no nível de emissão para ‘CCC-‘ para refletir a pesada estrutura de capital e os desafios na conclusão do plano de reorganização.
  • A alteração também inclui a criação de quatro unidades de produção distintas (IPUs) para separar os ativos da Oi e facilitar a venda de ativos, que os titulares de crédito precisam aprovar na reunião prevista para agosto de 2020.
  • A perspectiva negativa reflete a visão da S&P de que poderia rebaixar ainda mais a empresa se ela pagar antecipadamente parte de sua dívida com o corte proposto.

Resultado da OI no Primeiro Trimestres de 2020 (1t20)

O resultado da Oi (OIBR3) no primeiro trimestre de 2020 (1t20), divulgado no dia 16 de junho, apresentou um prejuízo líquido de R$ 6,2 bilhões, representando uma queda de 107,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O Ebitda da Oi atingiu R$ 1,5 milhão no 1t20, apresentando uma retração de 5,8% em comparação com o 1t19.

A margem ebitda foi de 40,0% no 1t20, um crescimento de 0,6% quando comparado ao 1t19.

As ações da Oi (OIBR3) acumulam alta de 17,58% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e valorização de 25,17% nos últimos 12 meses

Segundo o economista Martin Kirsten, investir hoje nas ações OIBR3 envolve um risco de falência que pode comprometer o patrimônio do investidor. 

Escala de Rating da Standard and Poor’s

Veja abaixo a escala de rating da Standard & Poor’s:

Rating de longo prazo em moeda local em escala globalRating de longo prazo em escala nacional
BBB e superiorxxAAA
BBB-xxAA+
BB+xxAA, xxAA-
BBxxA+, xxA
BB-xxA-, xxBBB+
B+xxBBB, xxBBB-
BxxBB+, xxBB
B-xxBB-, xxB+
CCC+xxB, xxB-
CCCxxCCC+, xxCCC
CCC-xxCCC-
CCxxCC
CxxC
SDSD
DD
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