O que são setores defensivos?

Setores defensivos abrangem empresas que trabalham em ramos de atividades que apresentam um desempenho que é pouco correlacionado com os ciclos econômicos.

Ou seja, são empresas que irão ter um fluxo de lucros e receitas mais estáveis, independentemente de como a economia como um todo se comporta.

As ações defensivas seriam aquelas de empresas que prestam serviços essenciais para a sociedade.

É o caso das empresas de saneamento básico, energia elétrica, telecomunicações, alimentos e bebidas, por exemplo.

Em outras palavras, setores defensivos são empresas dos segmentos da economia que, mesmo na crise ou durante uma recessão, não deixam de ter uma demanda garantida.

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Setores defensivos x setores cíclicos

Entender como as empresas se comportam perante a dinâmica econômica é fundamental para se dar bem no mercado financeiro.

No geral, investir em empresas de setores defensivos é muito importante para garantir uma estabilidade de rendimento de uma carteira.

Essas ações são importantes pois permitem que um investidor tenha uma constância no recebimento de dividendos e valorização do capital.

Entretanto, essas ações não são as mais indicadas para períodos de forte crescimento, visto que a demanda da economia por bens e serviços desses setores nem sempre aumentam.

Por isso é importante mesclar a formação da carteira com ações de setores defensivos e setores cíclicos.

As ações de setores cíclicos são aquelas que apresentam um desempenho correlacionado com os ciclos econômicos.

Ou seja, se a economia está bem, com crescimento, então as receitas e lucros serão maiores, enquanto que passarão por dificuldades em períodos de recessão e estagnação.

Nos setores da Bolsa de Valores, as empresas de setores cíclicos são categorizadas em:

  • Automóveis e motocicletas;
  • Construção civil;
  • Hotéis e restaurantes;
  • Tecidos, vestuário e calçados
  • Utilidades domésticas;
  • Viagens e lazer.

Quando a economia vai bem o consumo tende a ser maior, principalmente devido ao baixo desemprego, baixa inflação e câmbio valorizado.

Empresas de setores cíclicos são aquelas que vão surfar a onda do crescimento, importando insumos baratos e tendo aumento nas vendas, o que permite ter uma margem maior.

Há também empresas contra-cíclicas, que são aquelas que performam melhor quando a economia está mal.

Em recessões, por exemplo, é comum termos um período de câmbio desvalorizado.

Dessa forma, as exportações nacionais tendem a se dar bem, pois os produtos locais ficam mais baratos aos olhos do consumidor estrangeiro.

Nesse contexto, as receitas e margens das empresas contracíclicas tendem a ser maiores.

Como investir conforme os ciclos econômicos?

Seja como for, qualquer investidor que queira montar uma carteira equilibrada, ganhando tanto nos momentos de boom econômico quanto nas recessões precisa diversificar os setores.

Para isso, é fundamental escolher tanto empresas de setores defensivos quanto de setores cíclicos e contra-cíclicos.

Ao fazer isso, você garante uma carteira com três tipos de virtudes diferentes:

  1. Ações que irão garantir uma estabilidade de rendimento, independentemente do ciclo econômico;
  2. Ações que irão garantir ganhos maiores com o crescimento econômico;
  3. Ações que irão dar ganhos em períodos de recessão, fornecendo uma proteção (hedge) para a carteira.

Portanto, fique atento para que sua carteira esteja contrabalanceada, permitindo você ter ganhos em qualquer tipo de situação. 

Isso contribui muito para ter uma carteira com baixa volatilidade e mais segura quanto aos períodos de recessão.

No geral, a recomendação é sempre acompanhar os fundamentos das empresas, optando pela compra dos ativos sempre que os preços no mercado financeiro estiverem condizentes com o que se considera ideal.

Para isso, o ideal é fazer uma boa análise fundamentalista das ações antes de investir. Caso queira saber mais sobre o assunto, saiba que temos um artigo completo aqui no site.