O que é Retorno Sobre o Ativo (ROA)?

Retorno sobre os ativos (Return on Assets - ROA) é um indicador que mostra qual o retorno financeiro que um negócio consegue obter a partir dos seus ativos totais. 

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O ROA nos dá uma ideia de quão eficiente é a administração de uma empresa no uso de seus ativos para gerar lucros.

Esse indicador é exibido como uma porcentagem, de modo que quanto maior for o valor do ROA, melhor.

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Como funciona o Retorno Sobre o Ativo (ROA)

O ROA é calculado dividindo-se o lucro líquido de uma empresa pelo total de ativos. Como uma fórmula, seria expresso como:

ROA = Lucro líquido / Ativo Total

Como todo tipo de negócio, para sobreviver uma empresa deve ser e permanecer lucrativa, conseguindo tirar renda dos seus próprios ativos, sem precisar de terceiros.

Dessa forma, um investidor deve sempre analisar a capacidade de uma empresa de gerar lucros e receitas.

Para fazer essa avaliação não basta apenas observar os lucros do empreendimento, é preciso compará-lo com os ativos que a companhia possui.

Isso porque o lucro por si só não nos indica muita coisa em termos de eficiência

Por exemplo: não podemos dizer se uma empresa A, que teve R$1 milhão de lucro no último exercício, foi mais ou menos eficiente do que a empresa B, que teve um lucro de R$100 milhões.

Para saber disso é preciso compararmos os ativos que ambas as companhias usaram para gerar essa receita.

Se a empresa que teve R$1 milhão de lucro tivesse um ativo de R$5 milhões, é sinal que ela é mais eficiente do que a empresa que teve R$100 milhões, mas com R$1 bilhão em ativos.

Para comprovar isso, calculemos o ROA de cada uma:

ROA (empresa A) = R$1 milhão / R$5 milhões = 0,20

ROA (empresa B) = R$100 milhões / R$1 bilhão = 0,10

Como podemos ver, a empresa A teve um ROA de 20%, a empresa B teve um ROA de 10%. Neste caso, é melhor investir na empresa A do que na B, pois ela consegue ser mais eficiente.

Dessa forma, um investimento de R$100 mil na empresa A dará um retorno de 20%, enquanto o investimento na empresa B gerará um ganho de 10%.

É importante lembrar que, no mercado de ações, o ROA não indica o ganho total que virá para o acionista em forma de dividendos.

Parte desse ganho poderá vir em forma de dividendos, enquanto a outra parte do lucro será usada pela empresa para reinvestir no negócio.

Como regra, as empresas de capital aberto têm a obrigação de distribuir apenas 25% dos lucros aos acionistas, enquanto o resto pode ser distribuído ou usado para outra finalidade.

Retorno Sobre o Ativo (ROA) x Return on Equity (ROE)

Outro indicador muito utilizado para a avaliação de empresas é o ROE (Return on Equity). 

Traduzindo para o português, é o retorno sobre o patrimônio líquido.

Se você já estudou sobre análise fundamentalista já deve ter visto esse indicador.

O ROE é obtido a partir da seguinte fórmula:

ROE = Lucro líquido / Patrimônio Líquido

Sendo assim, tanto o ROA quanto o ROE são medidas de como uma empresa utiliza seus recursos. 

A vantagem do ROA sobre o ROE é que o primeiro é mais abrangente que o segundo.

Isso porque o ROE mede apenas o retorno sobre o patrimônio da empresa, deixando de fora os passivos. 

Assim, o ROA abrange o patrimônio líquido mais as dívidas de uma empresa

Isso é importante pois, embora as dívidas sejam como passivos no balanço, elas também entram como ativos dentro da empresa, pois são recursos que, de alguma forma, são usados para as atividades.

Ao assumir dívidas, uma empresa aumenta seus ativos, uma vez que esses recursos entram como caixa.

Em termos práticos, temos que quanto mais endividada uma empresa estiver, maior será o ROE em relação ao ROA.

Isso implica que pode acontecer do ROA cair enquanto o ROE permanece constante, caso a empresa aumente seu nível de endividamento.

Por fim, o ROA mostra quanto os retornos do negócio conseguem remunerar o patrimônio líquido quanto permitir à empresa pagar suas dívidas.

Limitações do ROA

Apesar de ser um indicador muito importante, o ROA pode não ser a melhor métrica para avaliar certas empresas e setores.

O maior problema com o ROA é que ele não pode ser usado para comparar todos os setores devido a diferença na base de ativos. 

Setores de tecnologia e de petróleo, por exemplo, possuem bases de ativos diferentes, o que dificulta a comparação através do ROA.

O setor de tecnologia costuma apresentar uma base de ativos intangíveis maior do que o de petróleo, o que dificulta o ROA capturar o verdadeiro retorno sobre os ativos da empresa.

Caso tenha se interessado sobre os indicadores de rentabilidade, saiba que temos um artigo completo sobre análise fundamentalista para te ajudar a avaliar seus investimentos.