O que é Risco Moral e como funciona

Risco Moral

O que é Risco Moral. Significado, conceito, para que serve e como funciona.

O que é Risco Moral?

Risco moral (moral hazard) se refere ao risco de um indivíduo agir de maneira oportunista, indesejável ou desonesta, quando há um monitoramento imperfeito de suas ações.

Comportamentos oportunistas geralmente são realizados para aumentar os ganhos econômicos de uma parte em uma negociação, enquanto que a outra parte fica prejudicada.

É por causa da existência do risco moral que existem os contratos nas várias negociações que indivíduos e empresas realizam na economia.

É também devido ao risco moral que o Estado estabelece sua burocracia, visto que, se não fossem as leis e fiscalizações, raramente as pessoas e organizações iriam pagar impostos e cumprir com seus deveres.

Vejamos um pouco mais como funciona o risco moral.

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Como funciona o Risco Moral?

Risco moral é um conceito muito bem estabelecido na microeconomia. 

Esse conceito é usado para entender os custos de transações, os contratos e as instituições criadas para lidar com este problema.

Quanto mais falhos forem os contratos e instituições, maior é o risco moral. 

Em outras palavras, quanto maior a capacidade de agir de maneira oportunista e levar vantagem em cima de outros agentes sem ser punido, maiores são as chances dos agentes serem induzidos a agir de má fé.

Há dois fatores que impactam o nível de risco moral:

  1. Monitoramento imperfeito
  2. Conflito de interesses

O monitoramento imperfeito se refere ao descuido ou incapacidade de uma das partes em saber todos os passos do outro agente após a realização do acordo.

Por exemplo, uma empresa que contrata um profissional de segurança para vigiar sua propriedade poderá não ter 100% de certeza que o serviço será feito de forma correta.

O segurança pode dormir em serviço, sair do posto de trabalho por algumas horas, e, inclusive, ajudar os ladrões a invadir o local e roubar os bens do proprietário.

Neste caso específico há formas de diminuir o risco moral como a instalação de câmeras de segurança e um pagamento justo para o segurança, de modo que ele julgue não valer a pena burlar o acordo.

Já o conflito de interesses se refere ao fato de que, em uma negociação, cada uma das partes está interessada em coisas diferentes.

Por exemplo, em uma relação trabalhista, o contratante está interessado no resultado do trabalho, enquanto que a pessoa contratada deseja apenas o pagamento pelo serviço.

Neste caso, o risco moral afeta ambas as partes.

O contratante tem o risco de pagar por um serviço mal feito, enquanto que o contratado pode fazer o serviço e não ser remunerado devidamente.

Esse conflito de interesses é também chamado de problema agente-principal.

Risco moral em contrato de seguro

Além dos exemplos aqui citados, o risco moral também é muito discutido no ramo de seguros.

Vamos pensar na situação de uma seguradora que vende seguros de carros.

Neste caso, ela enfrentará o risco da pessoa que contratou o seguro passar a mudar seu comportamento em relação ao veículo.

O motorista em questão poderá passar a dirigir de forma imprudente, estacionar em lugares perigosos, em vez de alugar um estacionamento, além de poder combinar com outros o roubo do veículo para fraudar o seguro.

Como eliminar o Risco Moral?

Embora não seja possível eliminar totalmente o risco moral, ele pode ser amenizado a partir do estabelecimento de contratos.

Quanto mais específico for o contrato do negócio, colocando todos os processos a serem realizados e a forma de remuneração, menor será o risco moral.

Alguns dos métodos mais comuns para reduzir o risco moral são:

  • Obter informações adicionais sobre a outra parte participante da negociação;
  • Cobrar taxa-extra sobre determinado prêmio para cobrir o custo do risco moral;
  • Aplicar cláusulas que permitam reduzir o valor do prêmio, conforme o histórico observável do cliente;
  • Especificar os tipos de prejuízo a serem cobertos pelo seguro;
  • Entre outras coisas mais.

Embora o risco moral não possa ser completamente eliminado, uma boa especificação dos ganhos e perdas nos contratos é fundamental para diminuir este problema.

Ao fazer isso, ambas as partes pensarão duas vezes antes de agir inadequadamente, para ter um ganho extra, e correr o risco de acabar com prejuízo no final.

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